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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Pedras no caminho


Camponês homem e da mulher Batatas Plantando, 1885 por Vincent Van Gogh (1853-1890, Netherlands) | Museu De Reproduções De Arte Vincent Van Gogh | WahooArt.com~
Que eu não seja algoz dos companheiros
Que como eu ligeiros passam pela vida,
Sentido na carne a dor de todas as feridas,
Criadas por nós mesmos.

Não seja a minha mão a atira a pedra,
Que pode destruir os sonhos,
Que serve de algoz medonho,
Aos andarilhos tristonhos.

Não posso me alvora em ser juiz,
Nem mesmo em ser carcereiro,
Tao pouco o que atem a corda,
Nos pescoços dos andadeiros.

E as pedras que em minha mão tomar,
Nunca sejam para em outros arremessar.
Esse agachar, seja somente para limpar,
Os caminhos que passei e outros irão passar.



domingo, 20 de dezembro de 2015

Sem certeza.

Resultado de imagem para mulher sombra

Penso que não sou importante
Não tenho grande cargo
Nem diamantes.
Meu relógio não é suíço
Meu passaporte não tem carimbos
Minha conta estar sempre zerada
Não escrevi livros
Não plantei arvores
Filhos... Não os tive.
Não jejuei, não orei, não perdoei.
Nada fiz para ninguém que fosse bom recordar
Ou mesmo esquecer.
Passei como tinta branca em papel virgem
Nada fui

Nada serei? 

domingo, 16 de agosto de 2015

O Leão e a Serpente.



Ouço teu rugido jovem leão
Ouves o sibilar da velha serpente?
Tu podes me rasgar o ventre
Eu consigo te envenenar o corpo e a mente.
Somos fortes
E diferentes.
Ruges e mostra-me tuas presas e dentes
Ergo a cabeça balanço guizos.
É quando me alço que tenho siso.
Há espaço e tempo
Para o leão e para a serpente.
Serpenteio, cobrejo e sigo.
Abandono-te.
Deixo-te a sorte.
Por ti construída.
Prefiro ser a minha própria mestra.
E não o fel, amargo bílis venenoso.
Que por incrível que pareça tu destila.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Orbe de amor.


Abate-me o movimento penoso da vida
Quando amputa de alguém a felicidade cobiçada.
Cota da ilusão assim perdida.

Entristece-me o jovem com valores embrutecidos
Esquecido dos outros sejam parentes, desconhecidos, amigos.
Enquanto caminha pela vida ilusionado pelo orgulho embevecido.

Assusta-me a criança já avelhantada
Que não brinca nem com nada se espanta
Parece adulta a mais ninguém encanta.

Olhos cheios d’água ficam ao verem os velhinhos olvidados
Sozinhos, abandonados, desamados, repudiados.
Esperando nos asilos amados filhos que deles já há muito estão deslembrados.

Desejo um mundo melhor para todo ser
Mais humano. Fraterno e benigno.
Eis a minha quimera amigo.

Quem sabe? Se eu soma meus bons gestos aos teus e os teus a outros
Formando uma corrente de amor modificaremos esse mundo de horror
Para um orbe de amor.

domingo, 14 de junho de 2015

Escudo de Jesus.

VIV


Sob o broquel de Jesus
Atrás desse escudo de Luz
Retorna o mal a sua fonte.

Protejo-me das trevas traiçoeiras.
Dos irmãos dementados que a mim buscam,
Da inveja que tenta destruir minhas pequenas criações,
Do desamor dos desvairados no orgulho
De suas setas de tirania impropria ao ser humano,
Dos violentos que desejam impor suas vontades
Dos traiçoeiros irmãos de estradas que me preparam armadilhas,
Dos amigos fingidos, falsos e dissimulados apontando-me trilhas perigosas.

Sob o escudo de Jesus                                                                                                  
Atrás desse broquel de Luz
Retorna o mal a sua fonte.

Quase nada temo.
Confesso envergonhada, no entanto, existe alguém que receio.
Alguém que serpenteia sorrateiramente em minha mente,
Que tenta me enganar com falsas falas e presentes,
Dirigindo minha atenção para as paixões,
Falando do muito que valho do minha alta importância,
Aconselhando-me a não me dobrar perante o outro
E que com razão ou não devo me impor.
Alimentando-me os instintos e as paixões
E a esse ser difícil dizer não.

Pois, o broquel de Jesus.
Esse escudo de Luz
Aponto-o sempre para o outro
E nunca ou quase para mim mesma.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Meus poemas.




Dê-me Pai algo de bom para dividir em meus poemas
Que não sejam somente lamentos, prantos, anátema.
Que existem ou irão existir na humanidade sofrida e lamurienta.
Que Teu amor mova a minha pena.

Permitas que minhas letras envolvam corações
De paz, amor, humildade, boas ações.
Trazendo riso e satisfação.

Para aqueles que correrem os olhos pelos meus escritos
Sintam mais e mais razão para continuarem existindo
Cientes do perfeito amor Divino
Claro como a aurora que abre o dia sorrindo.

Que lembrem as suas felicidades
Esqueçam todas as sofridas maldades
E orem cheios de esperanças e bondade.

A cada verso lido nasça um olhar menos dorido
Um sorriso cativo de bonança
O senso de dever cumprido e reconhecido
Como se fosse somente o poema para ele escrito.

E sejam assim, meus poemas, amigos que levam adiante.
Deixando para trás toda dor causticante.
Tornando-se ninhos onde seres cansados e infelicitados encontrem paz, amor e carinho.

Não se prenda leitor querido à parte escura da poesia
Entrever nas linhas sinuosas, tortas, labirínticas.
A verdadeira mensagem transmitida de que nada se destrói tudo se complementa.

A vida continua eterna, palpitante intensa trazendo-nos cedo ou tarde plena felicidade.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Serena dor.



Serena dor.
 E vai embora.
Meu corpo padece a tua presença senhora.
Não vês o meu sofrer?
Estabelece um dia para tua partida
Se não fores a tua que seja a minha.
Abandonemos essa moradia conjunta.
Peço-te encarecidamente madama.
Que não me tolha os movimentos
Que não me seques os músculos
Não apague minha voz
Não deixe meus olhos no escuro.
Se tu és um monstro que corrói
Ou apena minha sina
Não sei.
Contudo rubra dama do sangue alheio
Permite-me algum tempo sem senti-la
Ofusca-me, engana-me, ilude-me.
Suaviza alguns momentos
Para que eu possa fechar os olhos
E quem sabe...
O anjo da morte de mim se apiede
E rapte-me de ti

Dando-me descanso e paz.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Silêncio.





Silêncio.
Para quem não nos ama. Silêncio.
Para quem não nos respeita. Silêncio.
Para os donos da verdade. Silêncio.
Para os grosseiros. Silêncio.
Para os falsos. Silêncio.
Para quem nos mente. Silêncio.
Para os que nos maldizem.  Silêncio.
Para quem realmente não se importa. Silêncio.
Para quem esqueceu nossas delicadezas. Silêncio.
Para os pequenos ditadores. Silêncio.
Para que não nos tem devida consideração. Silêncio.
Silêncio. Silêncio. Silêncio.
Mesmo que nos corte a avantesma
Umedeça-nos os olhos
Arrebente nossos sonhos
Seja contra nossas crenças
O silêncio pode ser o único caminho
Para que não odiemos
Não discutamos.
Não digamos nada que possamos nos arrepender depois.
Mesmos que esse Silêncio.
Seja uma faca de dois fios
E corte nossa pele e nossa alma.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Amores antigos.

Amores não morrem.
Eles podem dormitar.
Esconderem-se por medo de se mostrar.
Fugir para não serem apanhados, amarrados, pegos.
Fingir que não existem mais.
Dobrar rápido a esquina para não serem encontrados.
Ficarem nas ruelas escuras para não serem vistos.
Cavarem buracos e neles se enfiarem.
Imitarem os avestruzes.
Silenciarem por todo tempo que puderem.
Maquiarem-se para não parecer amor.
Buscar olvidarem o que são.
Fingir que não mais existem.
Para não criar problemas.
Em vão.
Latentes sempre estarão.
Esperançosos de serem encontrados.
Mimados, tocados, acariciados.
Relembrados em todos os acontecimentos.
Revividos.
Ressuscitados.
Sentidos com todos os sentidos.
Libertos de toda a poeira, de toda sujeira, de todo erro.
Para limpos, brilhantes, fulgurantes.
Adentrarem no lugar que lhes pertencem

Nosso eu.

domingo, 17 de maio de 2015

Personagens.


Personagens.

Já que não sabes o rumo a tomar
E vives a pensar por aqui ou por lá
Não temas experimentar.
O Cosmo é abundantemente prodigioso
Desavergonhadamente perigoso
E tutor.
Nada realmente te fere
Somente a ilusão da dor.
Tu és o personagem cheio de ketchup
Que irrompe de terror ao se imaginar sangrando em demasia.
Enquanto chora a linda mocinha amada e desarvorada.
O publico entra e saí da peça em que se encontras
E mesmo tu cansado também se desencanta
E por trás das cortinas descansas.
Até que o cheiro da carne, do perfume, do álcool, do amor humano.
Chama-te, te convida e não resistes.
Voltas ao palco em outra versão
Talvez mais alegre ou triste.
O importante é que te assiste o chefão
E quando nota que naquele teatro de tudo encenastes
Passas-te para outro de maior nova envergadura.

Onde com certeza as exigências serão mais duras.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Procelas



Quando em meio as procelas da vida
Sentes paz
Descansas.
Não busca o que pode te aborrecer ou preocupar
Entrega-te ao Deus ele de ti há de cuidar.
Nas paragens do infinito
Seres benditos
Oram, olham, labuta para a dor minimizar.
Recorre à prece continua
Aos pensamentos alegres
Ao riso com siso.
Não degrades os teus dias
Pois, não sabes a contagem dos mesmos.
Nos momentos das tormentas quando encontras a paz
Estás inconscientemente nas mãos de Luz do Pai.
Dormes tranquila e sonha com outros dias.
Faz planos de caminhadas para o bem
Estabeleces metas
Esses dias passam
Outros chegam.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pó.


Sou torta semente
Ledo engano da natureza
Não atraio pela beleza
Não canto e nem encanto
Sou o mais comum dos seres
Nada tenho que me diferencie de outro
Nem tampouco que me identifique com quem quer que seja.
Não fui o primeiro e nem o último
Parei no meio do nada
E muitas vezes nada me sinto
Tão pouco nada faço.
Ando sem rumo
Assim não canso
Nem penso
Não quero e não desejo.
Aceito o que vier a chuva, o sol, o relampejo.
Acoita-me a noite, o descampado ou o freixo.
Os fantasmas me tomam por companheira
Não se assustam nem me maltratam
Respeitam a dor que comigo habita
De ter me tornada nada na vida
Como eles poeira e pó.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Gratidão!


Quando estou presente
Minha atenção recai no agora.
Vivo!

Sinto que todas as bênçãos me pertencem
Sei que Deus não está ausente.
Regozijo-me!

Ouço vozes celestiais em coro angelical
Louvar a vida num tom uníssono virginal.
Extasio-me!

Sinto a presença do meu guia
Do meu amigo sutil a me orientar.
Felicito-me!

Não me atormenta a saudade
Dos que já são idos.
Aceito!

A velhice, as rugas, as dores.
Trato-os como companheiros queridos
Compreendo!

O mal gerado pelo caminhar nem sempre sereno.
Meu próprio veneno e professor.
Agradeço!

Pelos presentes dados e herdados
Pelo agora que vivo e pelo eterno ser

Gratidão ao Cosmo Pai e Mãe.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Meu caminho.

Não seja a solidão meu caminho.
Não trace a minha rota a derrota de ser sozinho.
Que eu plante a sementes de amizade,
A doçura e a bondade,
O auxilio ao deserdado,
Ajuda ao abandonado.
Consiga seguir silencioso junto ao idoso
Ouvindo suas historias mil vezes mil
Como contos novos e não senil.
Possa correr com as crianças.
Encanta-las com estórias de fadas.
Faze-las riem.
Aos jovens seja exemplo minha conduta
Fazendo o que falo e sentido o que penso.
Seja esse o meu caminho
Mesmo que desde agora
Quem sabe neste tempo que me resta
Possa sentir minha alma em festa
Com os amigos que conquistei
Pelo amor que doei.

domingo, 5 de abril de 2015

Mulher do tempo.



Mulher do tempo.
Estou assim tempestades
Quando não aceito verdades.
Estou assim furacão
Quando não me dão atenção.
Estou assim Chuva aos borbotões.
Quando cheia de más paixões.
Estou assim garoa fina.
Quando a tristeza parece sina.
Estou assim nuvens fechadas.
Quando a mente fica nublada e perturbada.
Estou assim dia ensolarado e quente.
Quando decido, apesar de tudo seguir em frente.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Existência passageira





No momento não dá para correr
Estremecer e fugir.
Nem mesmo desistir
Ou fingir não ser.
Fazer de conta que não é contigo
Buscar salvação em bentos artigos
Procurar apoio nos amigos.
Sumir do mapa simplesmente
Usar o poder da mente
Mentir e acreditar.
É o tempo da verdade e do teste
De enfrentar qualquer peste
Dor. Duvida. Demo.
Quando a hora da pena cobrada
De a lição ser tomada
Não insista
Não finjas que não existes.
Recolhe-te ao teu espirito
Ao teu anjo de guarda bendito.
E enquanto teu mundo rui
Como louco ri.
Da existência passageira 
de ti.







sexta-feira, 27 de março de 2015

Mulher chora no casulo da vida.



Chora mulher partida de mil pedaços és revestida.
Nas mascaras que cobrem teu rosto
Apresentam-se embotados os teus desgostos
De mãe, esposa, filha, irmã.

Pranteia tuas aflitivas vidas
Das vivencias tão temidas
Que passastes e passaras ainda.


Temes o soar da hora
Dos que ama irem embora
Da solidão no teu quarto
Da janela fechada para a grande vida.

Pranteia todas as antigas, atuais e prováveis despedidas.
Choras por todos que por ti passaram
Sem lembrar quanto te amaram
Do teu carinho para cada ser sem nunca exigir o ter.

Solta as tuas lagrimas mulher partida
Mulher parida
Mulher rapariga.

As borboletas estão libertas do casulo
Somente suporta do tempo o abuso
Que te tranca... E voaras com elas
Quando os céus para ti abrir a janela.




quinta-feira, 26 de março de 2015

Prece.


Eis que toda a prece é ouvida
Pela miríade de seres que habitam o universo
Nenhuma lagrima, nenhuma dor sentida.
Passa despercebida sem eco ou resposta.
Possa ser que não tenha a missiva escrita em fel
A réplica banhada em mel.
Mas, virá com certeza nessa noite escura.
Um lume para findar as agruras
Para apontar uma saída.
Que não seja talvez a que sonhamos
Porém a necessária para que cresçamos
Quebremos o grilhão do sofrimento.
Rasquemos a nossa escuridão.
E tornemo-nos o sal da terra
A luz na janela
Até para quem nos observa.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Tentando.


Não queremos mais causar dor
A nenhum ser vivente
Que o Divino criou.
Peço que nos fortaleça a vontade
Do desejo de abandonar a carne.
Ensanguentada sobre a mesa
Ornamentada, arrumada, disfarçada.
Para não nos lembrar de nada
Que corria pelos campos
Que viva com os seus
Que tinha filhos e netos
Que confiava no seu humano.
Dai-nos força nessa determinação

De não devoramos mais nossos irmãos.

terça-feira, 24 de março de 2015

Hora certa.


Seja o que for
Se a hora é será
Nada que façais adiantará.
Quando as data são pré-estabelecidas
Acontecerá.
Nada muda o destino
No que mais importante há.
Existe situações que é possível modificar
Outras somente aceitar.
Falta contundo ao homem
Saber
Quando lutar
Quando resignar.
Para o equilíbrio granjear.