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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Elucidando o adeus


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Sim! Sim, te amaria por toda a eternidade
Caso não tivessem sido medonhas, tuas iniquidades. 
Nos meus dedos tricotaria eternamente, os anéis de teus cabelos,
E te guardaria de todo mal, de todo desprazer, com maior zelo.

Não deixaria nada nos lançasse ao largo, nada nos apartasse.
Nenhum transtorno da existência nos separasse,
Nem mesmo a vaga da morte de ti me levaria,
Contra ela, heroicamente, até a morte lutaria.

Mas, desdita sorte, triste sina, a minha vida,
Viu-me frente a uma pessoa dúbia, dividida,
Entre anjo e demônio, a luz e a sombra.

Vencido o ser iluminado, meu querubim adorado,
O sonho por mim, só por mim, criado...
Transformou-se em inferno, por mim abandonado.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Serena dor.



Serena dor.
 E vai embora.
Meu corpo padece a tua presença senhora.
Não vês o meu sofrer?
Estabelece um dia para tua partida
Se não fores a tua que seja a minha.
Abandonemos essa moradia conjunta.
Peço-te encarecidamente madama.
Que não me tolha os movimentos
Que não me seques os músculos
Não apague minha voz
Não deixe meus olhos no escuro.
Se tu és um monstro que corrói
Ou apena minha sina
Não sei.
Contudo rubra dama do sangue alheio
Permite-me algum tempo sem senti-la
Ofusca-me, engana-me, ilude-me.
Suaviza alguns momentos
Para que eu possa fechar os olhos
E quem sabe...
O anjo da morte de mim se apiede
E rapte-me de ti

Dando-me descanso e paz.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Escondendo asas.




Escondemos nossas asas.
Receio de queimá-las no fogo purificador,
Para que não nos ocupem os outros,
Não sermos importunados com problemas alheios,
Poupar-nos trabalhos.
Voar cansa
Principalmente quando carregamos alguém
Que não pode mais voar sozinho.
Ocultamos nossas asas.
Assim não parecemos bonzinhos,
Alvos fáceis para exploradores,
Motivo de joça para os que levam vantagem em tudo,
Não sejamos apontados como os que são enganados facilmente.
Guardamos invisíveis nossas asas.
Junto com nossos medos, atadas as nossas comodidades,
Presas a nossa indolência, massacradas pelo “não me importo”.
Caminhamos colados ao chão arrastando pernas e pés,
Presos aos desejos de todos os homens,
Sem perceber  as infinitas, belas, maravilhosas, indescritíveis 
Possibilidades de ao soltar nossas asas sermos anjos.

domingo, 9 de novembro de 2014

Guia.




Guia anjo todas as crianças
Em meio aos perigos e mesmos na bonança
Onde se escondem as maiores armadilhas.
Orienta-lhes os passos cuidadosamente
Iluminando lhes a mente
Aquecendo lhes os corações
Apontando as boas ações.
Ensina-as anjo guardião
O peso de cada escolha
De cada pensamento
Desejo
E finalmente ação.
Sopre-lhes aos ouvidos
As Leis que vigoram e eternamente vigorarão.
Não as abandone santo anjo guardião.
Para que não sejam pelas trevas engolidas
Apagadas suas luzes
E só ouvimos seus choros e ranger de dentes
Tornando vã tua existência
Tua sabedoria
Teu amor

Tua tristeza e desilusão.

sábado, 8 de novembro de 2014

Meu anjo dorme.

Tela de Friedhich Von Amerling (1803-1887)

Dorme, dorme meu anjo dorme.
Dorme enquanto a vida não vem.
Não te faz sentir os seus prazeres
Não te faz sorrir.
Dorme.
E sonha ainda com os pequenos anjos
No jardim.
Que pululem em seus sonhos
As boas fadas dos contos, a magia e os encantos.
Um mundo cor de rosa
Amoroso e gracioso.
Dorme, meu anjo dorme.
Que o futuro que te espera é incerto
Mas, as dores não.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Anjo andarilho


Anjo andarilho
Que fazes quando sinto que não estás comigo?
Deleita-se em brancas nuvens de algodão doce?
Passeias no jardim do paraíso?
Transportar-se a outros mundos deste distinto?
Deleita-se com os sons das harpas dos vossos amigos?
Retira-te para sonhar no fim do Cosmo infinito?
Vagueia entre estrelas para apreciar os lumes?
Andas a divertir-se com os pequeninos anjos ainda meninos?
Sentar-se aos pés do Pai e o adora extasiado?
Ou será anjo meu
Que somente pela sombra que opaca meus olhos,
Que me impedem de ver a Luz.
O ferro do meu coração,
Que me impede amar.
As algemas das minhas mãos,
Que me impede auxiliar.
Não permitem que te sintam junto a mim sempre?

domingo, 3 de março de 2013

Procuro anjos...



Entre fileiras de bilhões de olhos,

Que aflitos, fitam a vida,

Desesperançados os mais enrugados,

Preocupados os maduros,

Inconseqüentes os juvenis,

Inocentes os que há pouco se abriram.

Procuro anjos...

Em olhos que já viram tanto horror humano,

Em olhos voltados somente para si,

Em olhos que sonham sonhos quiméricos,

Em olhos ainda sem planos.

Procuro anjos...

Em olhos que se fecham.

Em olhos que enfraqueceram.

Em olhos que amadureceram.

Em olhos que cresceram.

Procuro anjos...

E não os encontros...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dois anjos.


Dois anjos.

Um anjo dorme.

Junto a outro anjo.

Um anjo despede-se da vida.

Por outro anjo.

Um anjo ensinou ao anjo o amor e a dor.

O anjo não conhecia o sofrimento, o tormento, o desalento.

O pequeno anjo lhe sorria e ensinava.

O grande anjo se encantava da miudeza do anjo.

O pequeno anjo iluminava o grande.

Seu riso enchia-lhe o coração de amor humano.

O grande anjo nunca tinha sentido essa emoção.

Anjos são diferentes dos homens seus irmãos.

Não sentem. Só cumprem missões.

Mas, dessa vez foi diferente e o grande anjo mudou então.

O pequeno anjo conquistou seu coração.

Com amor, brandura, bondade, beleza, elevação.

Desencarnou o pequeno anjo.

O grande anjo deitou-se sobre sua lápide.

Pela primeira vez chorou.

E numa escultura de mármore se transformou.

Sobre a tumba do seu pequeno anjo

Eternamente repousou.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Onde estão os anjos?


Onde estão os anjos?

Em que lugar se esconderam?

Por que não lhes ouço o canto?

Nem tão pouco o bater de suas asas?

Onde estão os anjos?

Que iluminavam os caminhos escuros.

Segurava-nos nos precipícios.

Não permitia-nos entrar mar adentro.

Onde estão os anjos?

Que ao berço junto ficavam toda noite.

Irradiando paz para nossos sonhos.

Infantis sonhos de infantes.

Onde estão os anjos?

Que nos viram crescer.

Tornar-nos adultos.

Onde estão os anjos?

Esqueceram de nós?

Ou nós deles?

Assim, retiraram-se de nossa vida.

Como nós da senda.

domingo, 28 de outubro de 2012

Anjo caído.


Anjo caído.

Que olha de longe ao longe

A luz que resplandece do Sol a lua.

A luz que não é sua.

Que não ilumina seu corpo.

Seu ser.

Espírito perdido

Em trevas esquecido.

Por Deus banido.

Devido à justiça universal.

Ser dos abismos.

Da feiúra, da luxúria, dos gemidos.

Da maldade, do egoísmo, dos baixos sentidos.

Eternamente, até quando desejar, no mal escondido.

Estanca frente à obra Divina.

Entre a beleza infinita.

Prova de imenso Divino amor.

Toca-lhe a alma ferida.

Escorre pela sua face... Lágrima cristalina.

Da essência que eclipsou.

domingo, 19 de outubro de 2008

Teu anjo.

Teu anjo.

Deixa-me ajudar.

Não fira teus pés nas pedras do caminho.

Não te percas pelas pequenas estradas.

Tendes cuidado com as feras do mundo.

Não te permitas ficar sozinho.

Escuta-me... Deixa-me ajudar.

Estou aqui para isso.

Foi o que pedi.

Essa é minha maior missão.

Ser a tua sombra.

Viver para ti.

Por trás da cortina.

Enquanto brilhas.

Minha felicidade é a tua.

Meu sucesso é tua fama.

Nada é mais importante, agora, que ti.

Deixa-me amar a tua alma.

Enquanto posso.

E quando chegar a hora.

Abrirei as mãos.

Abrirei as portas.

Abrirei o coração.

Estarás livre de mim.

Sozinho em tua estrada.

E partirás para cumprir teu destino.

Ser de outro anjo guardião.

(visite:
Poemas e Encantos II )


sábado, 22 de março de 2008

Era um anjo...


Era um anjo.
O anjo mais feio que já existiu.
Suava muito. Às vezes, ocupada em seus afazeres, não se banhava.
E o seu odor empestava o ambiente.
Até que a noitinha vinha e se banhava em folhas de alfazema.
Aos seus pés então vinham os pequeninos.
Os pestinhas da rua.
Sentavam quietos e ouviam suas histórias.
Histórias de anjos, dragões, príncipes e princesas,
Que mostravam que ser bom é bom.
Mal nascia o dia e anjo despertava.
Amarava seus cabelos brancos em longa trança.
Olhava no espelho sua pele de terra seca.
Seus braços de peles sem viço.
E suas ervas.
Começava a romaria ao anjo.
Que rezava o mau olhado.
Benzia o quebranto.
Fechava o peito.
Dava conselhos.
Acolhia em seu colo os desiludidos.
Esquecia de si o anjo.
Passava a hora das refeições e não comia.
Em horas que ficava só.
O anjo rezava e parecia reluzir em paz.
Enquanto eu via um anjo.
Outros só uma anciã.
Uma benzedeira.
Na sua partida muitos choraram.
Eu não.
Sabia que era um anjo.
E com certeza estaria agora no céu.
Contanto histórias para os pequenos que lá estavam também.

domingo, 23 de setembro de 2007

Anjo que canta.




Que anjo canta naquela estrela próxima.

Que canto encanta o universo que ele para.

E todos os anjos se calam.

Ao ouvi-lo a louvar.

Que anjo solta a voz e embala outros anjos.

Que exaltados se preparam para essa hora.

E extáticos ficam a ouvir tal canto.

Que anjo encanta com seu canto os céus.

E santos e anjos o ouvem em silêncio.

E o seu canto invade a tudo e a todos.

Encantando magicamente esse momento.

Cometas, luas e estrelas brilham com mais fulgor.

Para mostrar a felicidade nesse momento de louvor.

Pudessem todos ouvir teu canto.

E seriamos tocados de amor.

Amor por ti anjo.

Amor pelo teu criador.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Anjos pelas ruas.

Há anjos pelas ruas.

Precisa-se muita atenção para encontrá-los.

Eles estão disfarçados.

São brancos, negros, pardos.

Altos, baixos, gordos ou magros.

Bonitos ou feios, ricos ou pobres.

Mas, são anjos.

Eles ajudam o portador de deficiência no atravessar da rua.

Seguram pacotes das pessoas nos ônibus.

Param um instante para conversar com um amigo.

Dão esmolas com um sorriso.

Visitam enfermos.

São insistentemente pacientes com todos.

Não desejam mal a ninguém.

Tentam profundamente não julgar quem quer que seja.

Afastam-se dos maledicentes.

Minimizam defeitos alheios.

Priorizam necessidades alheias.

Ajudam sempre que podem.

Têm sempre uma palavra de consolo.

Arriscam suas vidas pelos outros.

Há anjos pelas ruas.

Você agora os reconhece?