
Sim! Sim, te amaria por toda a eternidade
Caso não tivessem sido medonhas, tuas iniquidades.
Nos meus dedos tricotaria eternamente, os anéis de teus
cabelos,
E te guardaria de todo mal, de todo desprazer, com maior
zelo.
Não deixaria nada nos lançasse ao largo, nada nos apartasse.
Nenhum transtorno da existência nos separasse,
Nem mesmo a vaga da morte de ti me levaria,
Contra ela, heroicamente, até a morte lutaria.
Mas, desdita sorte, triste sina, a minha vida,
Viu-me frente a uma pessoa dúbia, dividida,
Entre anjo e demônio, a luz e a sombra.
Vencido o ser iluminado, meu querubim adorado,
O sonho por mim, só por mim, criado...
Transformou-se em inferno, por mim abandonado.
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