
Mulher pássaro podes voar quando quiser.
Ir a tantos lugares, assim que ambicionar.
Alça voos ao infinito, ao céu se lançar.
Basta querer tuas formosas asas bater.
No entanto, vejo-te inerte e sem vontades,
Acostumaste com tantas inverdades...
De que voar seria tolice, asneira, bobagem,
Acreditastes, cedeste ao que disseram, e morgastes.
Sem real corrente a te prender os anseios,
Anulastes, tuas aspirações, ainda no seio,
Pondo fim as ambições no tempo parastes.
Se tornando um pássaro, em gaiola, enjaulado.
Pela própria vontade, em prisão encarcerado,
Sem perceber, ali a frente, aberta a porta do engradado.
2 comentários:
Quantas estão engaioladas com portas abertas e nem percebem...
Com certeza miga.
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