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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Mulher cão



Como um cão leal ao seu dono,
Devotada é ao seu amor e amo.
Jamais poderia iludir ou enganar,
Nunca a fidelidade pôde abandonar.

Segue-o por todo lugar,
Com o corpo, com o olhar.
Estar sempre ali disposta a se dar.
E dá tudo de si sem pestanejar.

 Não lembra da própria vida,
O sonho mais caro enterrou,
Vive de si esquecida... por amor?

Seus olhos espelham o que se tornou,
Um cão doméstico, pelo dono esquecido,
Que por fidelidade se anulou.

Mallika Fittipaldi.



domingo, 23 de agosto de 2020

Mulher pássaro


#wattpad #mystery-thriller I wasn't my own person anymore, I was property.  The property of a man which had pulled me out of a dark place, to shove me to another. And now, I can't run anymore. --- This, is the story of my life- correction, this is the story of how my life was taken from me. *Warning* This story contains matu...
Mulher pássaro podes voar quando quiser.
Ir a tantos lugares, assim que ambicionar.
Alça voos ao infinito, ao céu se lançar.
Basta querer tuas formosas asas bater.

No entanto, vejo-te inerte e sem vontades,
Acostumaste com tantas inverdades...
De que voar seria tolice, asneira, bobagem,
Acreditastes, cedeste ao que disseram, e morgastes.

Sem real corrente a te prender os anseios,
Anulastes, tuas aspirações, ainda no seio,
Pondo fim as ambições no tempo parastes.

Se tornando um pássaro, em gaiola, enjaulado.
Pela própria vontade, em prisão encarcerado,
Sem perceber, ali a frente, aberta a porta do engradado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Mulher corvo


Mulher de negro, de luto e dor, onde andas o teu amor?
Fria mulher, rija carnes solitárias que aos homens causam temor.
Não te bastou a morte, antecipada, imatura inesperada,
Do ser a quem dedicaste tua existência, tua vida malfadada?

Já não secaram o cântaro dos olhos, as vertidas lagrimas salinas,
Não te cansantes ainda, do túmulo do amado, tuas indas e vindas?
Insiste infrutiferamente, naquilo que jamais sera como dantes.
Só restos, carnes putrefatas, mau odor, sobrou do teu amante.

Pareces um corvo negro, um arauto da morte, um mau pressagio
Um animal condenado, vindo das sombras, da luz um extraviado.
Sem te importares com o que passa agora ao teu lado.

Una-se aos corvos, pelo destino condenados, a grasnar eternamente,
A lançar gritos, inúteis, dilacerantes de ódio e dor continuamente
À divina dita , que é morte, de todo ser vivente.