sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Socorro.


Seja hábil no socorro ao próximo.

A oportunidade de servir precisa ser atendida sem demanda.

A situação que te apresenta à vida é possível teste para tua alma.

Não falhes com teus companheiros de jornadas.

São irmãos que afastados da tua memória te pedem ajuda necessária.

Necessária também ao teu crescimento como espírito.

Não te iludas com os benefícios que gozas.

Todas as coisas que possuis são empréstimos de Deus para que dividas com
outros.

Utilizando os teus bens, os teus préstimos não fazes nada que não seja dividir
tesouros divinos que lhe foram doados por tempo limitado.

Ate que proves que és capaz de tê-los pela infinidade.

Por isso, não te delongues em questionamentos de merecimento.

Atende os apelos que te chegam.

Sem constrangem quem quer que seja.

Auxiliando ao outro auxilias a ti mesmo.

Semeie


Meninos brigando, 1911, ilustração de Leyendecker para a revista ...
Não semeie discórdia para não colheres atritos.
Não semeie dúvidas para não colheres inverdades.
Não semeie violência para não colheres agressão.
Não semeie ódio para não colheres a morte.
Não semeie trevas para não ficares perdidos na escuridão.
Não semeie tristeza para não ser o próximo a chorar.
Não semeie traição para não ser abandonado.
Não semeie ignorância para não te faltares à verdade.
A semente que lanças ao chão da vida,
É aquela que te enlaçará o futuro.
Cuida da tua semeadura com destreza.
Para não seres a tua própria vítima.
























quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Em ti...


Difícil sofrer sozinho.

Sem um esteio um carinho que abrande essa dor.

Difícil avistar a alvorada.

Iluminada pelo Sol nascente que rompem a escuridão.

E anuncia a madrugada.

Findando a noite de escuridão imaculada.

Difícil reiniciar.

Quando pouca força se tem para caminhar.

Pouco interesse em recomeçar.

Nem mesmo desejos a sonhar.

Difícil viver assim.

Sem fé, sem crença, sem paz.

Pergunto-me onde te perdi Pai?

E a resposta ecoa prontamente.

Em ti...

Olhar pela janela.

Dalí – FIGURA NA JANELA - VÍRUS DA ARTE & CIA.
Sempre olhei pela janela.
Via os bondes passarem puxados por seus cavalos.
Senhores de terno e cartolas balançavam suas bengalas.
E saudavam com seus chapéus as jovens e as senhoras.
Estas de longos vestidos e chapéus com plumagem gorjeavam sorridentes.
Crianças ao colo, enlaçadas pelas mãos das mães olhavam o mundo admiradas.
A igreja aos domingos ficava repleta de fieis.
Em busca da paz de Deus.
O pão cheirava fresco e o leite era entregue às portas em garrafas.
Podia-se deixar a porta aberta para a vizinha entrar.
E ela entrava com a fatia de bolo, o pedaço de pudim, o quindim.
A família era grande e na hora das refeições preenchíamos grande mesa.
Sempre olho pela janela.
Vejo os carros a passarem em alta velocidade poluindo o ar com seus sons e odores.
Homens apressados, bem ou malvestidos trafegam como sonâmbulos pela rua.
Não há mais saudações e sorrisos entre as pessoas.
Mulheres em roupas apertadas quase correm pelas ruas. Será medo?
Crianças sem pais trafegam com cola a mão que inalam em desespero.
As portas estão sempre trancadas.
Não conheço a vizinha, nem a vejo.
Não há mais toque de sinos aos domingos.
A igreja fechou suas portas.
A família se espalhou pelo mundo.
Minha mesa é pequena.
Como minha vida.
Como minha alma.
Presa sem pensar,
No corre-corre do dia-a-dia.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Amor divino e humano.


O amor humano não é divino.

A uma longa caminhada a percorrer antes de o sê-lo.

O amor humano é recoberto de egoísmo.

O amor divino é entrega.

O amor humano é apego.

O amor divino libertação.

O amor humano é falho.

O amor divino perfeito.

O amor humano sufoca.

O amor divino faz crescer.

O amor humano se finda.

O amor divino é infinito.

O amor humano machuca.

O amor divino cura.

O amor humano abandona.

O amor divino sempre estar presente.

O amor humano é turvo.

O amor divino é água transparente.

O amor humano deixa cicatrizes.

O amor divino é imaculado.

O amor humano é o único que podemos exercitar.

Para que no rolar das eras ele se torne:

Divino.

Cada ato...


Seja justo acima dos teus interesses.

Seja correto mesmo que tenhas prejuízos.

Fale com moderação para não incorrer em tolices.

Não julgues para não cometeres erros.

Não aponte erros alheios para não exerceres injustiças.

Não seja ríspido para não ser apontado como grosseiro.

Não utilize má fé para não se tornares um enganador.

Não minta para esconderes tuas falhas.

Não omita o socorro necessário a quem precisa.

Não iluda para não cair nas suas próprias ilusões.

Não trapaceie para não se tornar desonesto.

Cada ato realizado reflete na sua constituição espiritual.

Espelho de suas ações.

Refletirá mais tarde na tua vida.

Retorno infalível do que fizeres.

Toma então cuidado.

Para não plantares vento e colheres tempestade.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Desejo.


O desejo não para.

De desejar sempre mais.

E quanto mais se tem.

Mais se tem a desejar.

Deseja-se vida longa.

E mocidade infinita.

Saúde perfeita.

E virilidade faminta.

Deseja-se fortuna.

Deseja-se fama.

Deseja-se luxo.

Deseja-se paz.

Deseja-se amor.

Deseja-se sempre mais.

E quanto mais se deseja.

Mais se deseja mais.

E desejando o tempo se esvai.

Esquecendo-se o desejo.

Do que mais deveria desejar.

A perfeição da sua alma.

A pureza dos seus pendores.

A humildade, a benevolência, a verdade.

De só um desejo cultivar:

Em si Deus encontrar.

Solitário.


S _ omente o que se fecha em si mesmo está só.

O_ tempo urge e se faz necessário o concurso fraterno.

L_ ivres são os que podem estender mãos amigas aos infortunados.

I_ ndicio de sua caminhada a veredas mais iluminadas.

T_ anto pode ser feito e tão poucos o tentam.

A_ vida na carne é escola de aprendizagem da caridade.

R_ eviva as lições do Mestre Nazareno.

I_ nsista na doação do amor sem condições.

O_ uvirá em teu coração doce canção de consolo para tua solidão.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Eles


Solta ao vento tua saia rodopiava.

Teus cabelos em desalinho emaranhavam-se.

Teus olhos alegria pura e brilho de Sol.

Seu sorriso perfeição de amor.

Em teus braços o cesto de pães.

Em teus pés o caminho para casa.

Em teu coração o amor ao teu filho.

Ele que era sua alegria e se tornaria seu suplicio.

Vaso de tuas preocupações.

Foco de tuas orações a Deus.

Ele que ensinaria amor e receberia ódio.

Ele que pregaria humildade e seria condenado por ser rei.

Ele que descera tantos céus para pousar na Terra.

E puro espírito transformou-se em carne.

Ele que amou a todos sem distinção.

Ele que a amava. Ela que amava ele.

Ela mãe, ele filho.

Ela Maria. Ele Jesus.

Espíritos unidos em uma missão.

Missão dolorosa de redenção.

De tantas almas em perdição.

Que tinham nela e nele amparo e proteção.

Por infindáveis eras.

Até todos obterem salvação.

Pai perdoa...


Minha eterna lamúria.

Minhas constantes reclamações.

Meus julgamentos alheios.

Meus erros grotescos.

Minha língua maldosa.

Minha boca gulosa.

Minha vida improdutiva.

Minha dor que não cessa.


Perdoas...

Pois tenho tantas dádivas.

Amigos, parentes, companheiros.

Um lar, um teto, o abrigo.

Alimento, remédio e auxilio.

Um corpo que minha alma embala.

Mãos, pés, olhos, ouvidos que trabalham.

Em sintonia e harmonia precisas.


Perdoas...

A minha ignorância.

Que em meio a tanta graças.

Ainda me queixo, reclamo e azucrino.

A Ti por nada.

domingo, 26 de agosto de 2007

Momentos.

Momentos há em que sentimo-nos sós.

E nesses instantes a nossa alma se fecha como uma concha.

Consentido ser invadida por pensamentos escuros.

Que lhe tolhe a visão do bem.

E ela se revolta em sua solidão.

E esbraveja contra a vida.

Escondendo de si mesma todas as bênçãos divinas.

Esquecendo de toda brandura recebida.

Fecha os olhos a beleza do viver.

Ao amor que a cerca.

E volve-se para a dor.

Alma acorda!

Sacode o julgo do egocentrismo.

Abre-se para a Luz que está contigo.

Percebe a pérola que carregas consigo.

O divino espírito perfeito.

Que tu és.

E que vive de alma em alma.

Até retornar ao Pai de amor infinito.

Sem Ti?


Onde colocaria meus pés, sem a terra molhada e a grama verde.

Para onde dirigiria meus passos, pois não haveria caminhos.

E sem caminhos aonde iria?

Em que descansaria meu olhar, sem o céu estrelado onde vagueiam os cometas.

Sem o verde das plantas, o balança dos galhos.

Para onde dirigiria minha atenção, pois, não haveria sons.

Nem canto dos pássaros, nem o correr dos rios, nem a canção dos ventos.

Quem ouviria meu canto, minha voz se perderia no vazio.

Para quem estenderia minhas mãos, sem o outro para recebê-las.

Sem braços a me cingirem, sem corpos a me aquecerem.

Nem eu e nem nada subsistiria.

Sem Ti nada existiria.

Senhor da vida.

Criador de todas as coisas.

sábado, 25 de agosto de 2007

Necessidade da dor.

A tantas dores no mundo.
E que seriamos nós sem elas?
Seres vagos e errantes.
Gente sem sentido e sem saber.

Sem dor não há vida nessa terra.
Sem dor não há poesia.
Que fala das dores do dia a dia.
Que lida com a dor que enobrece.

A dor é amiga não querida.
É doação empedernida.
É cura amarga da alma.
É caminho seguro para todos.

Para que não nos percamos em orgias.
Não vivamos em zombarias.
Não troquemos o certo pelo duvidoso.
E busquemos enfim, dolorosos, a porta estreita, do Mestre.

Algoz

O que te prende ao teu algoz?

O que te leva a não dar um passo?

O que segura a tua ida?

Que conhecimento da vida tens para permanecer aqui?

Por que não voas como os pássaros?

E não te lanças a aventura de viver?

Quem te prende a esse solo amargurado?

Banhado das lágrimas dos teus prantos.

Quem te impede de fugir de sina triste?

De viver sem vida o dia-a-dia.

E de embotar tua alegria.

Que fazes para merecer essa situação?

Que fazes para sair dessa lição?

Temes o que te espera se romperes os laços?

Temes fazer o que estar errado?

E nesse temor ficas aqui marcando passo.

A quem recorrer em tua tristeza?

A quem pode te ajudar com certeza.

Teu Pai, teu Deus que esclarece.

Que em todos os lugares luz e sombra se estabelecem.

A dor e a alegria andam juntas.

E que para viver em harmonia.

Deves deixar tua felicidade e euforia nas tuas mãos.

E não nas mãos daqueles em que amas e não confias.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Amanhecer.




Amanhece e meus olhos se abrem para um novo dia.

A janela aberta mostra-me vivo quadro de harmonia.

O Sol que desperta em fulgurantes cores.

Os pássaros que trinam nas árvores.

O vento que assobia por entre as ramagens.

No céu pequenas nuvens brincam de pega.

E no chão grama verde úmida da madrugada reluz em gotas d’água.

Meus pés tocam o chão frio.

E meu corpo se alonga para saudar o dia.

Quem poderia fazer quadro tão belo.

Quem poderia fazer máquina humana tão perfeita?

Quem sustenta o céu?

Quem faz brota à vida?

E ensina o vôo aos pássaros?

Quem põe o Sol a brilhar?

E impele o universo na sua caminhada infinita?

Quem me dá a luz para ver?

E movimenta o meu corpo com sua energia?

É tu Pai.

Criador e mantedor de todas a vida.

Através do teu amor.

A cada...


A cada amanhecer um novo dia.

A cada aurora novos sonhos.

A cada passo nova caminhada.

A cada um a sua colheita.

A cada ser um destino.

Criado pelos seus próprios atos.

E vividos...

A cada amanhecer de um novo dia.

A cada aurora, a cada sonho.

A cada passo na caminhada.

A colheita será realizada.

E vivida...

Em risos ou prantos.

Em lamentos ou cantos.

Em júbilo ou remorso.

Afastado do Pai ou em seus braços.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Sem contra indicações.


Para aquecer um coração enregelado...
Amor.

Para saciar a fome dos famintos...
Amor.

Para findar com a tristeza dos solitários...
Amor.

Para terminar uma contenda devastadora...
Amor.

Para aliviar o sofrimento do enfermo...
Amor.

Para amenizar a dor da ingratidão...
Amor.

Para reconstruir o que foi despedaçado...
Amor.

Para elevar padrão de vida dos mais necessitados...
Amor.

Para salvar os que pensam em suicídio...
Amor.

Para criar uma criança feliz...
Amor.

Para que os últimos momentos sejam leves...
Amor.

O amor: aquece, sacia, acompanha, apazigua,

Alivia, ameniza, reconstrói, eleva,

Auxilia, felicita, apóia.

Ele é a panacéia indicada por Jesus.

Use-o.

Não tem contra indicações.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Criança aonde irá?

Que criança é essa que encontro na esquina.

De arma em punhos e ares de malefício.

De olhar entorpecido pelas drogas.

Que infância perdida, que alma torturada,

Esconde-se por baixo dessa pele.

Que criança é essa que me agride.

Que me rouba os pertences ou mesmo a vida.

Onde foi parar tua inocência?

Onde ficaram teus brinquedos?

O amor de pai e mãe?

Quem responderá por teus atos no julgamento consciencial?

Quem te receberá do outro lado?

Poderão os anjos acolhe-te nos braços?

Ou estarás entregues as falanges do mal?

Quantas vezes voltarei?

Quantas vezes já vestir o corpo de carne?

Quantas vezes retiraram-me da pátria espiritual amada?

E desci a terra enlevada pelos sonhos de crescer.

Quantas pátrias tive nesse canto?

Quantas famílias.

Quantos amores.

Quantos encantos.

Quantos filhos e irmãos.

Quantas vezes habitei ventre materno?

E chorei a entrada do primeiro ar nos pulmões.

Quantas vezes fui criança inocente?

Adolescente revoltado.

Adulto preocupado.

Ancião depauperado.

Quantas vezes enverguei a farda, a arma o punhal?

Quantos irmãos despachei para o mundo espiritual?

Quantas vezes amei desesperadamente?

Quantas vezes dediquei-me a outro ser doente?

E noites a fio zelei em um leito de morte.

Quando vezes me embebedei?

E sorri como os loucos e dementados.

Quantas vezes estive ao seu lado?

Quantas vezes errei e acertei?

E o que indaga minha alma e perturba minha calma:

Quantas vezes ainda voltarei?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Chegada.


É com intensa alegria que te recebo.

Tua primeira respiração.

Teu choro.

Coloco-te junto ao seio.

E sugas a vida em alimento.

Chegastes.

Olho-te como um bibelô precioso.

Uma criatura plena de merecimento.

De todo amor que possa te oferta.

Sois pequeno e frágil como uma peça chinesa.

És único, és meu.

E nada me fará machucá-lo.

Seu sorriso sem saber porque.

É uma delicia para minha alma.

E meu coração bate em descompasso.

Chegaste agora nessa vida.

E alma amiga te abraço.

E nos meus braços e minhas mãos.

Espero verdadeiramente te guiar.

O melhor possível, afastando-te de todo mal.

De todo erro, de toda dor.

Bem vindo sejas.

Filho do meu ventre.

Espírito encarnado.

Companheiro do passado.

Que a mim retorna em novo corpo.

E ao qual abraço.

Tantos.


Tantos seres solitários.

Que vivem em busca de companhia.

Que simulam felicidade tardia.

Que pensam ter encontrado no outro simpatia.

Tantos homens amargurados.

Mulheres solitárias.

Jovens desesperados.

Crianças abandonadas.

Velhos esquecidos.

Não há mãos que os atenue a queda.

Nem lábios que os beije a face flácida.

Somente a solidão os acompanha, sem falar, sem pedir nada.

Que angústia bate em nesses corações, que dor, que sofrimento.

Por que o vazio e o lamento?

Encontrarão no homem o fim dos seus tormentos?

O homem é passageiro, breve como o outono, que se esvai em folhas mortas.

Onde podem conseguir abrigo em suas provas?


Saíam do mundo que os rodeiam.

Entreguem-se ao abismo de suas almas.

E lá no fim do profundo precipício, espanto, luz de alvorada.

Repousa certa da sua chegada.

A luz sublime que os acalmarão.

Que os relembrarão da sua essência divina.

Da promessa de vida farta.

Da Luz do Mundo que por aqui estava.

E em prantos e serenidade a dor se esvairá.

E preenchidos pelo amor e bondade do Mestre amado.

Serão então transformado em seres plenos e abençoados.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

De que te vale?


De que te vale?

Tua força, Teus músculos, tua saúde e virilidade.

De que te vale?

Tua violência, tua força bruta.

De que te vale?

Suas artimanhas, tuas palavras dúbias, teus sofismas.

De que te vale?

Tuas afirmações falsas, tuas palavras ocas de verdade.

De que te vale?

Teus conhecimentos mal dirigidos, tuas tentativas de manipular.

De que te vale?

Tantos urros e gestos de impaciência.

De que te vale?

Tantos rodeios e enganos.

De que te vale tudo isso para atingir seus fins egoístas?

Quando na verdade apesar de todos os seus esforços,

Apesar de todos os seus rodeios só atingirás o que desejas se...

Estiver nos planos da Lei Divina.

domingo, 19 de agosto de 2007

Para

Para ver a felicidade.

Basta abrir os olhos e ver a luz.

As flores do jardim.

Os pássaros e colibris a cortarem ares.

Basta olhar para o céu e ver as nuvens a bailar.

As ondas a quebrarem no mar.

Estrelas a noite piscar.



Para sentir a felicidade.

Basta tocar o rosto do amado.

Abraçar o filho adorado.

Ficar ao colo da mãe.

Basta doar o teu amor.

Conversar com os amigos.

Ajudar no que puderes.



Para ouvir a felicidade.

Basta escutares os sons da música.

O cantar dos ventos.

O pio do rouxinol.

A voz do amigo.

A balada de tua juventude.



Para perceber a felicidade.

Basta sentir o perfume de rosas.

O cheiro do oceano.

Os odores da vida.

Os aromas das flores.

A essência da vida.

O olor trazido pela brisa.



Para ter felicidade.

Basta perceber quantas conquistas

Fizestes em tuas caminhadas.

Quanto já cresceste como pessoa.

Quanta felicidade já causastes.

Quanta ajuda já proporcionastes.

Quantas dores já amenizaste.

E ver que de passo em passo transformas

Tua alma humana e imortal em anjo celestial.

sábado, 18 de agosto de 2007

Adeus...


Se no passado fui por ti amado.

Voltarei a participar da tua vida.

Em outro invólucro por ti desconhecido.

Por mim inesperado.

Estarei novamente ao teu lado.

E juntos caminhares pela senda.

Não chores então com desespero minha partida.

Pois minha alma se entristecerá contigo.

Ouvindo seus lamentos e sentindo seu sofrimento.

Sofrerei e a luz que me chama não terá o mesmo atrativo.

Suporta tua dor.

A nossa separação.

A minha ida antecipada a tua.

Espera.

Há com verdade o reencontro.

Estaremos novamente juntos.

Na senda no eterno caminhar.

Companheiros inseparáveis nem a morte nem a vida nos apartará.

Ela...


Todos fogem dela como o demo da cruz.

Ninguém a convida para nada.

Nunca gostariam de tê-la conhecido.

Jamais desejam reencontrá-la.

Se pudessem a evitariam a todo custo.

Fingem que a suportam.

Suspiram aliviados com sua partida.

Sem exceção todos desejam seu fim.

Poucos a compreendem no seu sentido:

De crescimento;

De arrependimento;

De ensino;

De remédio;

De remendo;

De purificação;

De proteção;

De elevação.

A dor nos ensina o caminho seguro.

Seja na vida física seja na senda espiritual.

É ela que nos avisa quando estamos errados.

E sinaliza com sua presença que continuamos no erro.

Sem ela prosseguiríamos a cometer incansavelmente os pecados.

Mesmo indesejada é a melhor mestra.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Em vão?

Estendi minha mão.

E recebi uma negativa.

Abri meu melhor sorriso.

E devolveram escárnio.

Falei doces palavras.

E ouvi grosserias.

Tentei não magoar.

E fui magoado.

Busquei ser compreensivo.

E fiquei sem ser compreendido.

Lutei para ser alguém melhor.

E lamentaram meu comportamento.

Galguei degraus de humildade.

E se aproveitaram da oportunidade.

Procurei amar sem condição.

E recebi desaprovação.

Que mundo que lugar...

Onde quem busca se melhorar encontra tantas barreiras.

E entre pedras jogadas, risos de zombaria.

Tento, e não acho vão seguir minha peregrinação.

Buscando aquele ser perfeito que um dia.

Nesta terra também fez sua caminhada.

E sem cometer nenhum erro foi espancado, morto e crucificado.

Em meio à ignorância e trevas.

Em tempos passados.

E que saído do tormento que lhe impuseram.

Vestiu o manto da Luz Divina.

E em plenitude eterna.

Espera o fim da minha romaria.

Para receber-me em seus braços,

Findar minhas dores, abençoar minha alma e concede-me sua paz.

Caminham


Pelo céu caminham espíritos em romaria.

Em busca de novo ninho onde estanque suas agonias.

Esperam e buscam incessantemente um lugar que aparentemente,

Seja um refúgio, uma trincheira para suas almas combalidas.

Pelas dores amontoadas dos séculos de caminhadas,

Em tantas e tantas estradas acumulando erros e acertos,

Tristezas e alegrias.

Seguem sós ou em bandos.

Em calmas caravanas ou em turbas enfurecidas.

No fim todos desejam a mesma coisa.

A paz, a luz e harmonia.

Oferecida por Jesus.

Quando da sua vinda a nossa Terra.

Quando fez-nos sua visita.

E no seu olhar de brandura e bênçãos de candura.

Apontou porto seguro nas tempestades.

Sua mão amiga e poderosa.

Seu fado leve e seu julgo justo.

Como local de repouso e refazimento.

Para tantas dores e tormentos.

Dessas almas apenadas e sofridas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Passado.


Caso a dor te visite um dia.

E dos teus olhos fugir a alegria.

Retira-te para teu intimo.

Lá estarão tuas lembranças infantis.

Teus brinquedos e sorrisos.

Os abraços dos entes queridos.

Os amigos que te fizeram rir.

Sonhas então com o passado.

E revivendo-o, vive-o de novo.

E banhada nessa luz opaca do que não mais existe.

Haure forças para o amanhã.

E acordas para o momento triste.

Sabendo agora que simplesmente tudo passa.

Como passou a alegria dos momentos vividos.

Passará a dor que te amarga os dias.

Providência.




Hoje frente ao espelho me vi.

Como há muito não me olhava.

Mudanças tantas ocorreram e eu nem percebera.

Meus cabelos já não têm o mesmo brilho, embranqueceram.

Há vincos em minhas testas e ao redor dos meus olhos mil linhas finas.

O meu olhar já não traduzem inocência, mas a dor do conhecimento.

Meu colo queimado pelo Sol se encarquilhar.

Tem bem menos curvas o meu corpo.

Curva-me o peso do tempo.

Sento-me.

Sinto-me cansada.

Já foi tão longa a caminhada.

Tao diferente da desejada.

Tao distante da almejada.

Não existem mais tantos sonhos.

Alguns realizados não me trouxeram o esperado.

Minha mente abarrotada de ensinos não me diz nada.

Frente aquela figura apagada pelo tempo que tudo consome.

Fecho os olhos.

O meu espírito se agita.

Onde entre tantas dores posso me abrigar?

Quem de mim cuidará?

Quando o corpo de vez envelhecer e a mente já não puder raciocinar.

Vou a janela...

Uma pequena borboleta luta para sair do casulo.

Esforço supremo, força estertora.

E conseguindo festa de cores.

Se abre em êxtase a natureza.

E me indago: se há uma Providência para ser tao pequenino.

Por que me preocupa o meu caminho?

Apaziguo a alma e retorno a minha vida em calma.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Ensino

Sublime mensageiro que entre nós habitou.

Trazendo noções divinas de paz e amor.

Elevado espírito de luz que nos ensinou:

O amor verdadeiro,

O sacrifício por inteiro,

Sem mágoas ou rancor.

Amado mestre nazareno que com seus pés trilhou:

Os difíceis caminhos da vida, cobertos de espinhos e dor.

Contigo ti doce Jesus o mundo aprendeu:

A ser melhor companheiro.

A auxiliar ligeiro a todos que pedem pão.

Aos que estão solitários, aos tristes e abandonados, aos enfermos e alienados.

Tua mensagem divina vingou.

E hoje milhões pelo mundo tentam te seguir e recebem teu amor.

Movimento.

Na minha infância, estavas sentado em um trono nas nuvens.

E acima de todos os astros comandava os céus e a Terra.

Teus arcanjos estavam ao seu lado tocando a música das esferas.

Cantando hinos ao teu louvor.

Ao dormir orava ao meu anjo.

Pedindo pelos meus pais, irmãs e avó.

No final arrematava uma bênção ao papai do céu.

Cresci.

Na adolescência havia tantas coisas.

Tanto a fazer, tanto a conhecer, tanto a aprender.

Que esqueci um pouco de Ti.

As minhas orações já não eram diárias.

Amadureci.

E veio a universidade, os estudos, o diploma.

As pequenas farras de estudante.

Os problemas políticos e sociais dos pais.

Tanta ocupação...

Marx não me parecia um crente.

Chegou o casamento, o filho, o emprego.

A corrida para manter, sustentar a casa.

Os pais doentes e envelhecidos.

Médicos, exames, consultas, internamentos.

Tanta coisa.

Não dava tempo para Ti.


Envelheço.

E Tu me pareces ainda está a comandar o Universo.

Ainda há coisas a fazer, a conhecer, a aprender.

Ainda há o que estudar.

Existe a diversão e a brincadeira.

Os políticos e os problemas sociais parecem me atingir mais profundamente.

Comigo estão o cônjuge, o filho, a mãe idosa.

Marx já não chama tanta atenção.

Só que hoje...

Eu tenho tempo para Ti.

E te procuro em tudo que faço.

E tento te agradar em tudo que construo.

E busco sua presença em todos os lugares.

Contudo; todos esses anos longe de Ti, esquecendo de Ti, fugindo de Ti,

Fazem-me padecer de uma aparente falta de Ti.

E por isso mesmo com tantas coisas a realizar...

Sinto tua falta.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Como

Como pôde tanto riso se transforma em pranto.

Tantos sonhos caírem em esquecimento.

Tantos planos derrubados pela dura realidade.


Como foi que esqueci o canto.

E não cantando enchi-me de pranto.

E pranteando amanheci murcho de fantasias.

Como então retorna a alegria.

E sorrir como outrora fazia.

Por nada só pelo prazer que sentia.


Onde anda meu coração?

Envelhecido pela razão?

Ou esquecido do que me foi dito?


Foi me dito tantas coisas.

Que aos bons o Senhor não esquece.

Que a justiça Divina nunca falha.


Que essa vida é ligeira e passa.

Como um sopro uma nuvem ao céu.

Um instante na eternidade imutável.


E então verei todos os meus sonhos acalentados.

Realizados em plenitude.

Por causa das minhas atitudes.


Baseadas nas minhas boas obras:

Na caridade que consola,

Na mão que enxuga lágrimas .

Santo Anjo do Senhor


Santo anjo do Senhor. Zeloso guardador...

Orava a ti todos os dias.
Pedia tua proteção.
Buscava tuas asas.
Para me aninhar em teu coração.

Voaram os anos.
Passou o tempo.
E esqueci-te.

Guardei-te como belo brinquedo.
No fundo do guarda-roupa.
No fim das minhas memórias.

E por muito tempo não te procurei.
Não busquei tua luz.
Nem tao pouco tua proteção.

Esqueci por completo tuas asas.
Teu sopro nos meus ouvidos.
Tuas mãos que me guiavam.

Veio a vida e me levou.
A tantos caminhos duvidosos.
A tantos caminhos tortuosos.

E hoje meio perdido nas minhas construções.
Contristo em minhas tristezas, rogo:
Santo anjo do Senhor. Zeloso guardado.

Guarda-me de mim mesmo.
Protege-me dos meus erros.
Retira de mim a culpa.

Põe-me sob suas asas.
Sopra ao meu ouvido o que devo fazer.
Dirige a minha vida. Eu te imploro...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Busca.


Durante a vida buscastes:

Beleza num corpo perfeito.

Riquezas e bens terrenos.

Reconhecimento e fama.

Poder e glória.

Até que viste que ainda não era isso o desejado.

Não era isso que querias.

Que o que anelava a tua alma.

Eram sonhos e fantasias.

E não te completava o ser.

Angustiado pelas dúvidas e ansiedade.

Levantastes questões em tua alma.

E perguntastes, em dor, que te oprimia.

Qual é o ato que exprimiria a verdadeira alegria.

E nas buscas tantas respostas encontrastes.

E todas elas apontavam.

Que a felicidade almejada.

A paz e a luz na caminhada.

Só é achada.

Quando dos apegos nos libertamos.

E de todo coração entregarmos.

Nossa vida, nossa alma e destino.

Ao nosso Pai Divino.

domingo, 12 de agosto de 2007

Jovens.



Jovens.



Já não posso.



Doar o que doei.



Entregar-me do mesmo modo.



Ter verde eterno a minha esperança.



Acreditar veementemente na melhorar.



Sonhar que sim...Vai melhorar.



Que os problemas serão passageiros.



E mudaremos para melhor.



Já passou o tempo e a experiência endureceu meus sonhos.



Vejo-os a cada dia mais envolvidos em materialidade.



Eles não sonham com anjos.



Sonham com poder, sexo e drogas.



Choro pelas suas perdas.



Que eles acham ganhos.



Vejo-os estendido ao solo.



Em poças do seu próprio sangue.



Mortos, jovens, alegres e sanguinários.



Fariam o mesmo com outros.



Oro.



Para que não seja longo o tempo da reparação.



Que lhes chegue à compreensão.



Que ser bom é bom.

Agradeces.


Agradeces pelo que tens.

Teus entes queridos que estão próximos.
Mesmos que te dêem trabalho.

Tua saúde mesmo que frágil.
Mas, que te permite trabalhar.

Teu trabalho que mesmo cansativo.
É tua forma de contribuição ao outro.

Teus afazeres do dia-a-dia que te fazem ficar nervoso.
Contudo, te desenvolve a paciência.

Teus desafetos e inimizades.
Que te determinam o crescimento interno.

Teus estudos com dificuldades.
Que desenvolvem teus conhecimentos.

Agradeces o que achas que tem de bom.
E agradeces a tudo aquilo que pareça atropelo.

É, pois, diante das dificuldades que o homem desperta:
Sua força interior, sua inteligência, seus mais nobres sentimentos.

Afastando-se da sua infância hominal.
E caminhando para seu tornar-se anjo.

Vaidade.


Delgadas mãos brancas como a neve.

Dedos longilíneos e finos arrematados por alvas unhas.

Longos cabelos negros e lisos a emoldurar a face.

De jovem de olhos grandes e expressivos.

Um nariz levemente arrebitado sobre lábios rosados e carnudos.

Seios de medidas exatas e um colo acolhedor.

Ancas de senhoras em pernas de jovem donzela.

Era a beleza em pessoa.

Seu sorriso era enigmático e encantador.

Sua voz soava aos ouvidos como canto de pássaros.

Nada no seu corpo estava fora da estética da época.

Na infância todas as pessoas a admiravam. Na adolescência, enquanto as amiguinhas se debatiam entre espinhas e cravos, sua pele continuava imaculada. Divina beleza em criatura terrestre. Como mulher era incomparável em formosura.

Cresceu sabedora dos seus encantos e nele depositou todas as suas forças. Dedicou-se ao culto da beleza com ardor e sem limites. Nada lhe era mais importante. Sua vaidade aumentava a cada dia e o espelho era seu companheiro inseparável.

O tempo passou e a jovem donzela tornou-se mulher, mulher madura, senhora e anciã. Veio então o desespero, pois seus cremes, suas maquiagens, seus exercícios, seus tratamentos estéticos já não adiantavam mais.

A velhice vencera e se estampara no seu corpo e rosto.

Posto que o tempo não para e a matéria se desgasta, a antiga donzela perde a razão. E entre grunhidos e gemidos repete incessantemente: onde estão as minhas carnes...Onde estão as minhas carnes...

Anos se passam em sofrimento tais até que chega ao fim vida medonha. Mas, que nada, não consegue ainda a paz. Presa ao corpo que tanto amou de forma desvairada, a antiga donzela encontra-se imantada, ao túmulo, junto ao corpo e ainda repete, frente ao cadáver pútrido: onde estão as minhas carnes...

Ao seu lado paira em profunda tristeza a mãe, amiga e companheira. Que tantas vezes incentivou tal comportamento. E em soluços e lágrimas pede aos céus com insistência o auxilio a providencia do socorro àquela alma.

Espera... E sabe que esperará até o dia em que a filha amada, cansada do apego sem sentido, desista do corpo e da vaidade. E lembre-se que é um espírito e entregue a Deus seus tormentos. Sendo então socorrida por boas almas. E liberte-se dos grilhões da vaidade.

Chance.


Tristeza e desencanto atacam minha alma.

Quando frente aos desatinos humanos.

Sinto a força e a desgraça de conviver com insanos.

Jovens mortos perdidos em desatinos.

Entregues a um mundo que os destroem.

Sofrem inimagináveis tormentos.

Pela dor que o mal faz.

E minha alma em busca de respostas.

Procura em tempos atrás a antiga forma:

Do atual algoz, viciado, assassino, ladrão, carniceiro mordaz.

Olhos fotos e figuras de mortos em plenitude de vida.

Meu estômago se embrulha.

Meus olhos marejam.

Minha indignação se expande.

Indagações correm em minha mente.

Por que tao belas sementes não vingara?

E na flor da idade murcharam?

Nada poderia reter minha incompreensão.

A não ser a Verdade Eterna.

Que em sua imensa mansidão.

Concede ao carniceiro, algoz, viciado, capataz, assassino e ladrão.

Uma nova chance toda vez.

Que nesse mundo encarna um irmão.

sábado, 11 de agosto de 2007

Despedida.



Na cama, estendido ele dorme.

Olho para cada parte sua.

Os cabelos esbranquiçados pelo tempo.

As pálpebras caídas.

Por baixo delas olhos que já não têm tanto brilho.

Já não têm tanta luz seus cristalinos.

Ao lado dos lábios as cicatrizes dos sorrisos.

Afinados pelo uso constante.

Faltam-lhe alguns dentes.

Outros estão desgastados pelo uso.

A face não tem mais o rosado da infância.

E as carnes se depõem flácidas sobre os ossos.

Na testa, mil caminhos que se estendem aos olhos.

São as rugas de milhões de expressões durante a vida.

A musculatura frouxa encobre a sua ossatura.

Não existe mais firmeza e delineamento.

Os órgãos também não se prestam à precisão.

Falham e funcionam lentamente.

Viveu comigo por toda minha vida.

Compartilhou minhas vitórias, minhas alegrias.

Minhas perdas e derrotas.

Sempre estava lá.

Quando voltava das minhas saídas noturnas.

Acompanhado pelos parceiros e guias.

Agora espero seu último suspiro.

As máquinas já foram desligadas.

O coração quase que não atende mais o seu propósito.

Os companheiros de outras jornadas esperam comigo.

Falta pouco...

Em um instante ele estremece.

O último fio que nos liga é cortado.

Chego próximo.

Dou-lhe o último ósculo.

Agradeço por ter sido a minha morada por longos anos.

Por ter suportado meus excessos.

Abraço meu guia e partimos.

Findou mais uma vida na Terra.

Inicia-se nova jornada no mundo da alma.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Bem vindo.


Seja bem vindo.

Eu só a vida e tenho muito a ofertar.

A alegria da chegada.

O amor de quem o gerou.

Um corpo jovem, sadio e belo.

Os brinquedos.

Os aniversários.

Todas as coisas para experimentar.

A primeira paixão.

O primeiro amor.

As batalhas vencidas.

As vitórias e a glória.

Seja bem vindo.

Eu só a vida e tenho muito a ofertar.

O trabalho árduo que fortalece os músculos.

Os problemas diários que desenvolvem a inteligência.

As dores do corpo que criam hábitos salutares.

Os sofrimentos morais que estabelecem comportamentos éticos.

A procriação que gera responsabilidades.

A luta pelo bem estar que produz o bem comum.

As doenças que desenvolvem a paciência para as dores.

Os aborrecimentos que formam um espírito critico.

Enfim, a vida que amadurece a alma.



quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Divisão.


No silêncio da noite, na escuridão do meu quarto.
Reflito no meu dia.
Revejo o que fiz e o que faço.

Saltam-me aos olhos minhas ações.
Impensadas e corriqueiras que como ácido ferem.
Aos que estão próximos da minha fala ferina.

Meus atos não correspondem aos meus desejos.
Não consigo ajudar como poderia.
Ou mesmo como deveria.

Minhas mãos estancam por medo.
E minhas palavras param ao meio.
Pelo receio da incompreensão.

E nessa escuridão enquanto dorme o companheiro.
Lagrimas rolam livres pelo meu rosto.
Sinto a dor de ser o que não quero e minha alma protesta.

Fecho os olhos e busco em mim a porta que me leva a Ti.
Peço ajuda aos que já foram em formas iluminadas.
Para que me ajudem nessa estada, nessa vida.

E que possa sem demora, atender minha alma que clama.
E fazer o bem sem receio, sem ficar dividida ao meio.
Sem gentil, amável, justa e caridosa.

E sem medo, vergonha ou qualquer outro fato.
Poder seguir simplesmente com meus atos.
O que me ensinou Jesus mestre o amado.

Verdadeiro amor.


Alma gêmea como te amei.

Em teu leito delirei o amor humano.

Em teus braços conheci o gozo do amor mundano.

Passeei nas estrelas em lábios teu.

Gerei em meu ventre tuas sementes.

Morreria por ti...

Alma gêmea como te amei...

Tinha a certeza do nosso encontro.

Vivenciei cada minuto como sendo último.

Tu eras a minha dádiva de amor.

Eras a minha vida, o Sol, o calor.

Alma gêmea como te amei...

Busquei em ti tudo que me fazia falta.

Tuas palavras eram bálsamo para minhas dores.

Teus olhares meus amores.

Em ti me completei.

Alma gêmea como te amei...

Acreditava que eras minha parte que faltava.

Que tínhamos sido amantes, amigos, irmãos em vidas outras.

E que nos reencontrado agora seriamos inseparáveis.

Alma gêmea como te amei...

E te encontro hoje em outros braços.

E são teus olhos para outro ser.

E teu amor já não acompanha meus passos.

E estou só.

Alma gêmea como te amei...

E hoje me encontro frente a verdade.

Que o amor humano é passageiro.

Só o amor divino é perpetuo, é inteiro.

Volto aos braços de quem sempre me amou.

Que me aceita como sou.

Que jamais me abandonou.

O Pai celeste de infinito amor.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Entendimento.

Falta-me entendimento perante o que acontece.
Quanto mais me esforço para me tornar do bem.
Mais, coisas negativas ocorrem.

Se tento praticar a humildade.
Tacha-me de querer ser ninguém.
E quem se baixa os fundilhos aparece e quem ver não agradece.

Se busco ser amável e condizer.
Imputam-me a fama de ser Maria vai com as outras.
De me anular para os outros.

Quando falo amorosamente.
Sou criticada pela minha falta de coragem.
De enfrentar quem me ofende.

Procurando me tornar mais acessível.
As pessoas aproveitam para tirar de mim o que podem.
E o que não posso ainda dar.

Vivo então entre a cruz e a caldeirinha.
Uma verdadeira roda viva de sentimentos.
Contraditórios e inquietantes.

Que faço?
Refugio-me nos braços do Mestre de Luz.
Que me ensinou onde a bondade conduz.

E se sofro todo o dia.
À noite quando posso depois da batalha diária.
Rogo sua presença e sinto o seu aconchego.

Que me colhe em seu peito.
Enxuga-me as lágrimas.
E me faz adormecer.

A espera.






































_ Ele chegou Rosa?

_ Não dona Ana. Ainda não chegou.

_ Pois, Rosa prepare o jantar do meu filho da maneira que ele gosta.

_ Sim, dona Ana. Do jeito que ele gosta.

Estendeu os olhos para a patroa. Há muito não era a mesma. Suspirou.

_ Tá pronto dona Ana.

_ E meu filho Rosa?

_ Chega um pouco mais tarde dona Ana.

A velha senhora sentou-se à mesa. Com modos finos iniciou a degustação.

_ E meu filho Rosa?

Indagou ao terminar o jantar.

_ Hora dona Ana chega daqui a pouco.

_ Vou me recolher Rosa. Quando meu filho chegar mande-o ao meu quarto.

Ao passar pela sala parou frente ao retrato de um belo jovem. Olhou-o com profundo carinho. Por um instante seu semblante anuviou-se e seguiu para seu quarto. Na casa reinava o silêncio. A velha senhora dormitava quando ouviu o ranger da porta do cômodo.

_ Meu filho?

Seus lábios se abriram em um sorriso, seu olhar se iluminou.

_ Mãe cheguei.

_ Que bom querido!

_ Mãe vamos?

_ Para onde meu bem?

_ Onde estou.

Segurando-a levemente pela cintura dirigiu-a para fora da casa. Penetrando num belo e maravilhoso jardim.

_ Dona Ana...

Rosa entrou no quarto. Olhou-a fixamente. A velha senhora estampava um sorriso sereno nos lábios. Uma lágrima rolou dos olhos da velha empregada. Finalmente havia terminado o sofrimento, a espera por vinte anos, de um filho que morto, nunca poderia retornar ao lar. Retirou-se do aposento e dirigiu-se ao telefone.

_ Dr. Luiz?

_ Sim.

_ È a Rosa. Dona Ana morreu.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Desabafo de um capeta.







Chamam-me de Asmodeus quando sentem o corpo em brasa e se torturam pelo sexo.

Chama-me de Abramalech quando avarentos se prendem as suas riquezas e as entocam ao invés de usá-las.

Chamam-me de Astaroth quando se contorcem de inveja por aquilo que os outros são ou têm.

Chamam-me de Belial quando contrariados explodem em ira e machucam outras pessoas.

Chamam-me Baalberith quando com gula insaciável comem sem parar e transformam seus corpos em depósito de gordura não sã.

Chama-me Lilith quando vestem o manto da vaidade e tudo fazem para manter uma falsa beleza eterna.

Chamam-me Pazuzu quando tomados pela preguiça nada fazem e se tornam parasitas imprestáveis.

Chamam-me Arimane quando se dão aos prazeres fúteis e se afastam de tudo o que é bom. Caindo em trevas.

Chamam-me espírito trevoso quando cometem o mal e não concebem porque o fizeram.

Chamam-me de mil nomes, imputam-me mil defeitos, culpam-me de todo o mal. Dessa forma escondem. Que o mal que os consomem são crias de seus corações das suas almas em trevas, dos seus pendores negativos do seu egoísmo sem fim.

Mais fácil acusar o Demo. O capeta, o capiroto, o tinhoso, o sete peles, o chifrudo, o coisa ruim. Do que assumi enfim as suas culpas sem mim.

Sendo assim, levo minha vida. Anjo caído, espirito trevoso. Deixando aqui um alerta: Nem tudo de ruim que acontece. É coisa do cramulhão!

Assumam suas culpas e erros. Não me acusem de tudo não!




Como não amar?


Tuas doces palavras que me guiam.

Tuas mãos que me mantém.

Tua vida de bons exemplos.

Teu olhar que adoça meu coração.


Como não amar?

Teus pés que caminharam em suplício.

Tua voz que por tantos clamou perdão.

Teu sacrifício que transformou almas.


Como não te amar?

Quando eras amor em vida.

Quando mostrastes o caminho.

Quando criastes esperanças.

Quando curastes tantas chagas.


Como não te amar?

Se és amigo fiel.

Guardião eterno.

Guia incansável.

Amor infinito.


Como não te amar Jesus.