
_ Ele chegou Rosa?
_ Não dona Ana. Ainda não chegou.
_ Pois, Rosa prepare o jantar do meu filho da maneira que ele gosta.
_ Sim, dona Ana. Do jeito que ele gosta.
Estendeu os olhos para a patroa. Há muito não era a mesma. Suspirou.
_ Tá pronto dona Ana.
_ E meu filho Rosa?
_ Chega um pouco mais tarde dona Ana.
A velha senhora sentou-se à mesa. Com modos finos iniciou a degustação.
_ E meu filho Rosa?
Indagou ao terminar o jantar.
_ Hora dona Ana chega daqui a pouco.
_ Vou me recolher Rosa. Quando meu filho chegar mande-o ao meu quarto.
Ao passar pela sala parou frente ao retrato de um belo jovem. Olhou-o com profundo carinho. Por um instante seu semblante anuviou-se e seguiu para seu quarto. Na casa reinava o silêncio. A velha senhora dormitava quando ouviu o ranger da porta do cômodo.
_ Meu filho?
Seus lábios se abriram em um sorriso, seu olhar se iluminou.
_ Mãe cheguei.
_ Que bom querido!
_ Mãe vamos?
_ Para onde meu bem?
_ Onde estou.
Segurando-a levemente pela cintura dirigiu-a para fora da casa. Penetrando num belo e maravilhoso jardim.
_ Dona Ana...
Rosa entrou no quarto. Olhou-a fixamente. A velha senhora estampava um sorriso sereno nos lábios. Uma lágrima rolou dos olhos da velha empregada. Finalmente havia terminado o sofrimento, a espera por vinte anos, de um filho que morto, nunca poderia retornar ao lar. Retirou-se do aposento e dirigiu-se ao telefone.
_ Dr. Luiz?
_ Sim.
_ È a Rosa. Dona Ana morreu.
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