Como árvore que resistiu ao incêndio
Que sobreviveu a todas as outras com as quais cresceu,
Ainda resisto na planície, solitária e ensimesmada.
Já não há outras para comigo cantar o farfalhar das folhas,
Nem raízes para trocar ideias, sonhos ou sentimentos,
Simplesmente, as outras, não existem mais.
Solitária, padeço de mim mesma,
Sem outras pra reconhecer minha existência.
Sou um nada, abandonado a sorte do tempo,
Pedindo intimamente um fim rápido, fácil e indolor.
Não existe outro que espelhe minhas alegrias,
Ou reparta minhas dores.
Somente existo,
Sem parecer ter alguma finalidade.
Todos se foram...
Restou o vazio de mim mesma.
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