
Minha alma percorre o espaço e o tempo.
Há tantas eras sendo o verso e o inverso,
Que nem recordo se o que fui, continuo sendo.
Habitando corpos entre si tão diferentes,
Numa cadeia do mais denso ao sutil,
Saio da condição de ignorância para senciente,
Da pedra à arvore, do troglodita ao ser gentil.
Neste difícil e longo percurso divinatório,
Cometo erros pesados, dolorosos e grassos.
Mas, minha alma continua nos seus passos.
Não desiste, apesar de toda demora,
Essa alva senhora, em aprender a deixar...
De noite escura ser e se tornar o alvorecer.
Mallika Fittipaldi. 2020
2 comentários:
Gostei, e gostei muito, bonito, profundo, sensato e realista descrevendo a viagem da alma.
Gratidão amigo
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