Que eu não seja algoz dos companheiros
Que como eu ligeiros passam pela vida,
Sentido na carne a dor de todas as feridas,
Criadas por nós mesmos.
Não seja a minha mão a atira a pedra,
Que pode destruir os sonhos,
Que serve de algoz medonho,
Aos andarilhos tristonhos.
Não posso me alvora em ser juiz,
Nem mesmo em ser carcereiro,
Tao pouco o que atem a corda,
Nos pescoços dos andadeiros.
E as pedras que em minha mão tomar,
Nunca sejam para em outros arremessar.
Esse agachar, seja somente para limpar,
Os caminhos que passei e outros irão passar.
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