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quarta-feira, 25 de março de 2015

Tentando.


Não queremos mais causar dor
A nenhum ser vivente
Que o Divino criou.
Peço que nos fortaleça a vontade
Do desejo de abandonar a carne.
Ensanguentada sobre a mesa
Ornamentada, arrumada, disfarçada.
Para não nos lembrar de nada
Que corria pelos campos
Que viva com os seus
Que tinha filhos e netos
Que confiava no seu humano.
Dai-nos força nessa determinação

De não devoramos mais nossos irmãos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Atendei a minha prece.


Socorra os que têm dificuldades
Para compreenderem  humanamente a eternidade.
Auxilie os que te buscam
Com suas carnes em feridas nuas.
Presta auxilio aos que oram
Ouve o que eles imploram.
Destrói o medo
Que nos corrói a fé.
Eleva-nos aos céus
Por teu amor não nos deixe ao léu.
Tende Pai piedade de todos os seres
E nos acolhe em teu seio.
Para que possamos descansar
Em tua paz repousar.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Simples assim


Um simples sorriso pode elevar o animo de um suicida.

Um abraço amoroso confortar a quem alguém perdeu.

Uma pequena caricia eleva a autoestima de uma criança.

Um elogio pode parar a vontade de desistir.

Um ósculo enxuga lagrimas.

Dando as mãos podemos dirigir outro por caminhos mais retos.

Ficar em silêncio permite a fala dorida de um amigo.

Um olhar afetuoso pode curar uma ferida.

Pequenos atos que não nos transforma numa Madre Tereza de

 Calcutá.

Mas, nos faz ser luz para os que estão em momentos de escuridão.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Abençoa-me.




Sou eu que te busco nesses dias chuvosos
Abaixo de torres de lama de pecados
Frente aos leões que me devoram as carnes.
Entre a tensão de ser humano e divino
Sendo o que não desejo ser
Procurando o que desejo me revelar.
Não me abandones nessa tormenta
Que posso ter criado com meus crimes
Contra mim e minha natureza
Peço-te proteja-me
Minha dor supera a alegria
E corro em busca da harmonia
Que sei que estás contigo
Quando estarei consigo.

Abençoa-me Deus.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Diferente



Não sou um mostro, apenas um pouco diferente
Caso me falta o que chamas de beleza.
Olha bem para mim encontraras com certeza
Algo que te agrade.
Não nasci nesse padrão que dizem ser o belo
Mas, tenho uma beleza própria.
Nos meus murmúrios e grunhidos.
Nos braços e mãos retorcidos
Nas pernas que podem me faltar.
Num cérebro minúsculo ou rudimentar.
No meu sorriso, esgar.
Juro há algo em mim que a de te encantar.
Quando me olhares profundamente
Verás que por trás desses olhos nasci-mortos
Encontrar-se uma alma também iluminada
Pela chama divina do Pai abençoada.
ai encontrarás  toda a beleza do Universo
Convidando-te a amar esse que retorna
Sem restrições, reservas ou ressalvas.
essa alma não tão nova.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Compaixão


Podes me ver como menos que um verme

Impingido a ti pela historia do teu povo.

Como ser vil e desprezível que só merece antigo tronco.

Sem alma, inumano...

Podes me olhar com antipatia, com asco, ojeriza.

Um ser sem direito a uma vida plena e sã.

Paria que não tem sequer uma nação.

Podes sentir meu odor como mau cheiro.

E meu suor como estrume.

Desprezar-me,

Molestar-me,

Abusar...

Usar-me como gado,

Como animal de carga,

Como bucha de canhão.

Podes e já fizestes (se assim o sentires)

Em outras vidas, outras encarnações.

Mas, te digo com convicção, te peço tua atenção.

Hoje sou só uma criança irmão.

Tende piedade de mim,

Usa de compaixão.




“Usemos de nosso amor para criar um mundo onde a cor da pele não determine o valor do ser. 
Que todos os seres de todos os mundos sejam felizes”.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Compaixão.

Compaixão.

As feridas dos corpos.

Ao pus amarelo, grosso, fétido.

Ao sangue pisando.

Ao edema arroxeado.

Aos ouvidos surdos.

Pelo barulho das bombas.

O zumbido do silêncio morto.

Das moscas sobre os corpos.

O não querer ouvir o choro.

Das mães sem filhos.

Dos filhos sem mãe.

Dos pais, maridos, amantes loucos.

Dos velhos abandonados e secos.

Entre os escombros de seus lares.

Apoiados em árvores mortas.

Como seus próprios olhos.

Enquanto minas amputam pernas de crianças.

Aleijam adultos delas esquecidas.

E mulheres não desejam doar vida.

A arte humana.

Levada a quase perfeição da morte.

Em fogo, pólvora, blindados, aves assassinas,

Bombas nucleares, construções intactas e gente sem vida,

Bactérias vivas homens que se vão.

Destruição silenciosa, da humanidade, da civilização.

Compaixão.

Fim da desolação.

(visite:
Poemas e Encantos II )





terça-feira, 11 de setembro de 2007

Plantas luz.

O verdadeiro sentido da compaixão
Esqueces a ti mesmo.
E volta-te para a vida que passa.
Nos rostos alheios.
Muitas vezes exalando dor e desgraça.

Esqueces de ti mesmo.
Sai do casulo do teu egoísmo.
Abre tuas asas em auxilio.
Dos que necessitam do teu amor.

Esqueces de ti mesmo.
Da tua dor.
Do teu cansaço.

E entre homens farrapos.
Plantas o bem.
Refrigeras almas.

Pacificas corações sofredores.
Apascenta almas em padecimento.
Plantas luz em trevas tuas e findas muitos sofrimentos...























domingo, 9 de setembro de 2007

Divide...


















Divide...

Divide comigo tua dor.
Divide comigo tuas dúvidas.
Divide comigo teu labor.

Divide comigo teus anseios.
Divide comigo teus medos.
Divide comigo teus receios.

Divide comigo tua solidão.
Divide comigo tua desilusão.
Divide comigo tua destinação.

Divide comigo teus descaminhos.
Divide comigo o teu ficar sozinho.
Divide comigo o teu fel.

Divide...

Não me colocou Deus em tua vida em vão.
Serei teu amparo, tua coluna, irmão.
Não te deixarei só em tua perturbação.

Deus me deu ombros largos para amparar tua cabeça.
Braços ágeis para te defender.
Mãos fortes para te proteger.

E mesmo se o meu corpo fragilizar.
Dos meus lábios orações vão materializar.
Proteção divina, para ti, para te iluminar.

Tento.


portielje, edward antoon the ||| genre scene ||| sotheby's ...
Tento falar de beleza, de paz e harmonia.
Tento mostrar a divina sabedoria.
O amor perfeito de Deus as criaturas.
Tento lembrar aos que sofrem a bondade divina.
E em meio a lágrimas que desanimam levar meu sorriso de afeição.
Tento levar alento a quem sofre.
E falar de Jesus, santo e nobre, que faleceu a cruz ser merecer.
Tento fazer mais feliz meu irmão de caminhada.
E seguir com ele pela estrada amparando no que possa.
Tento ser melhor amigo e camarada.
Mesmo estando em dúvidas sobre qual estrada devo trilhar.
Tento, mas não sei se consigo.
Pois, dentro do peito, abrigo.
Um não sei que de solidão.
Uma tristeza que não me deixa.
A mágoa que nunca esqueço.
Mas, tento.
E vou continuar tentado.
Pois, caso não acenda minha luz interna.
Terei na consciência alivio.
De ao menos ter ajudado a um amigo, a um irmão.