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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

A Graça de se estar vivo



Rope jumping gang . South Africa
Existe Graça em estarmos vivos,
Gratidão, a dádiva divina que nos mantêm vivos.
Mesmo após essa vida, ditos mortos, vivos.
Sempre, sempre, sempre vivos.

Vivos...
No momento que o Sol nasce, desponta,
Dourando o dia, com ouro, o céu de ponta a ponta.
Cada vez que o vento assovia cortante entre as janelas,
E aos filmes de terror esse som nossa mente atrela.

Vivos...
Quando zumbe os besouros, e gorjeiam pássaros nas janelas,
E a chuva cai fria, bela e insistentemente no seio da terra,
Que a abraça, como se cinge um amante, e frutifica em flor.
Colorindo o mundo com mais vida e mais amor.

Vivos...
Para tocar com ternura impar quem se ama,
Com esperança, no coração, sendo uma eterna criança,
Infindavelmente recomeçando nas coisas simples e misteriosas,
Que a vida concede, como os benefícios de uma mãe bondosa.

Vivos...
A Graça de se estar vivo em todos os eventos,
A todos os belos e divinos, detalhes da vida atentos.
Sendo felizes com o que temos, somente de luz sedentos.
O importante, o essencial, é só isso... vivos no momento.

sábado, 28 de março de 2015

Concessões da Luz.


É a Luz que me permite ver
A beleza de cada ser
Eu e você.
As cores matinais
Voo de pardais
O verde marinho
O céu de nuvens limpinho.

É a Luz que me concede ouvir
O ronronar do gato
Teu grito a cada ato
O riso solto da criança
O conselho dos de muitas andanças.
O som do trovão
Do bater do meu coração.

É a Luz que me confere o sentir
Tua pele na minha
As mãos que acariciam
O vento no rosto
O cheiro de peixe no porto
Odor de mil flores
Olor com todos os sabores.

É a Luz que me guia
Entre espinhos
Nos mais doces caminhos
Em meio a vendavais
Com os pés sangrando em meio à beleza corais
Nos labirintos da mente
Na felicidade que sinto


Pela Luz, só pela Luz.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Prece.


Eis que toda a prece é ouvida
Pela miríade de seres que habitam o universo
Nenhuma lagrima, nenhuma dor sentida.
Passa despercebida sem eco ou resposta.
Possa ser que não tenha a missiva escrita em fel
A réplica banhada em mel.
Mas, virá com certeza nessa noite escura.
Um lume para findar as agruras
Para apontar uma saída.
Que não seja talvez a que sonhamos
Porém a necessária para que cresçamos
Quebremos o grilhão do sofrimento.
Rasquemos a nossa escuridão.
E tornemo-nos o sal da terra
A luz na janela
Até para quem nos observa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O que entorta.



Nascemos anjos perfeitos
Primorosas obras primas
Crianças de luz
Em nosso riso felicidade
Nas pequenas mãos nenhuma maldade
Nada que perturbe a paz da humanidade.

Crescemos

E entortamos nossos espíritos.
Na luta por sermos notados
Na guerra surda para sermos amados
Nas suplicas famintas de não sermos abandonados.

Mentimos, enganamos, ludibriamos

A quem quer que seja
Por um pouco de amor
Pelo pão a nossa mesa
Pelo reconhecimento de alguma de nossas obras.

Necessitamos, queremos, desejamos

Perdemo-nos, como crianças luz, escurecemos.
E quando em um dia nos vemos no espelho da alma
Não nos reconhecemos.
Assusta-nos aquele ser vil que nos tornamos.

Tombamos e sofremos.

Entortamos pela busca dos prazeres que nos oferece o mundo.
Ei que então com sua luz morta e fria
Bordamos nossa mortalha onde enrolamos nossa casca vazia.

Pudéssemos saber de antemão

Que tudo que nos oferta a vida poderia ser iluminado
Por cada ação amorosa que fizéssemos.
O gesto carinhoso com o outro mesmo quando nosso coração sangra de solidão
O pão repartido quando também temos forme
O braço amigo mesmo que a dor faça-se presente pela nossa ação.

Pudéssemos saber

Que a rota da real da felicidade
Não é a conquista da nossa  alegria
Ou louros de vitória
Ou ouro e gloria

Somente sim criar o bem de todos

Sendo seres calorosos e amorosos
Manteríamos nossas almas eretas
Nossos espíritos radiantes.
Nossas mortalhas brilhantes.

Nossas cascas... Amor.




terça-feira, 29 de julho de 2014

Do Alto Bênçãos



Do alto desce bênçãos em todos instantes.
São luzes indescritíveis e poderosas.
Que curam feridas antigas,
Apagam erros por definitivo,
Ativam a bondade,
O amor,
A caridade,
A consciência divina no homem.
Quantas bênçãos despercebidas
No Sol matutino que abre o dia,
Nas nuvens que concedem sombra fresca,
No canto das árvores nos farfalha das folhas
No pio dos pássaros
No cão amigo que segue o dono
Na mãe abençoando o filho
No firmamento seguro por não se sabe o que
Na vida que continua infindável mesmo após o que chamamos morte
Nos braços e abraços
Nos ósculos entre lágrimas de felicidade.
Luz Divina da Divina Energia Criadora.
Cabem-nos fechar o nosso guarda chuva
Composto de medo, angústia, orgulho, ódio...
Enfim, na nossa falta de amor.

Para que possamos participar plenos dessa chuva de Luz.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Simples assim


Um simples sorriso pode elevar o animo de um suicida.

Um abraço amoroso confortar a quem alguém perdeu.

Uma pequena caricia eleva a autoestima de uma criança.

Um elogio pode parar a vontade de desistir.

Um ósculo enxuga lagrimas.

Dando as mãos podemos dirigir outro por caminhos mais retos.

Ficar em silêncio permite a fala dorida de um amigo.

Um olhar afetuoso pode curar uma ferida.

Pequenos atos que não nos transforma numa Madre Tereza de

 Calcutá.

Mas, nos faz ser luz para os que estão em momentos de escuridão.