domingo, 31 de agosto de 2014

Novo dia.


Todo dia é novo dia
Recomeço.
Todos os sonhos se renovam
Esperanças refazem-se.
Outros passos
Outros caminhos.
Quase um novo ser
Caso não existisse uma bagagem milenar.
Tudo é novo
Com um novo olhar.
Deixar passar o que passou.
Sonhar.
Levantar.
Recomeçar.
Apesar de...
Há sempre uma janela
Para a vida
Aberta
Para o Sol
Para a luz.
Basta com esforço
Levantar as mãos
Abri-la
E reiniciar.
Um dia a conhecer.
Outro recomeçar.
Onde os sonhos se renovam
Esperanças restauram-se.
Inauditos passos
Diferentes caminhos.
Quase um novo ser

Caso não existisse uma bagagem milenar.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Continua...



Para que tanto desespero?
Continua...

Entre outras árvores e arvoredos
Em relvas mais verdes
Em meio ao burburinho de milhões
Que as cenas novas constituem então.

Continua...
Em trilhas esquecidas
Mas tantas vezes pisadas
Nas linhas mal traçadas
nas idas e vindas
De vidas mil.

Continua...
Andarilha alma continua.
Mesmo antes teu desespero
Tua dor profunda.
O que consideras morto
Em outras paisagens
A sua vida continua.

Eternamente
Continua...
Continua...
Continua...




sábado, 16 de agosto de 2014

Perdido



Perdidos.
Anos de vida em vão?
Em busca de insanas satisfações
Passageiras e infantis.

Perdidos...
Esforços de retificação
De busca de deificação
De purificação.

Perdidos...
Atos de boa vontade
Presentes de amizade
Aos amigos que nunca foram ou são?

Perdidos...
Todo o caminho escolhido espinhoso
Todo ato bondoso
Todo o mel?

Perdidos...
Duvidoso.
Diante da angustia e da duvida
E a certeza da fé.

Estou
Ainda perdido.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Minha amiga Lugh



Minha princesa canina
Minha amiga e companheira


Um presente inigualável
Um amor indefinível


Emoção e razão
Fidelidade e amor
Carinho e atenção


Nunca não!

Minha Lugh.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Silêncio


No silêncio

Eu escuto a voz que me dirige

Durante tanto tempo

Entre o estertor das ondas das vidas

 E o prelúdio da morte

É no silêncio que sinto a tua mão amiga

Que me ampara nas dores mais profundas

E me ergue nas quedas que sofro nos caminhos.

No silêncio

Penso em ti

E não te reconheço


Não sei como és

De ti nada posso entender

Mas, te sinto preencher minha alma.


E fico em paz.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ira.




Aplaca tua ira.
Fecha teus olhos vermelhospelo ódio.
Sacode dos teus ombros o peso da fúria.
Mata de inanição tua raiva.
Espanta de tua boca a palavra ferina.
Esquece...
Perdoa...
Tua felicidade não depende de tua vingança
Mas, de tua paz de espírito.
Advinda do perdão que concedes
A quem achas serem teus inimigos.

Psicografia. 20.07.2014.


Do Alto Bênçãos



Do alto desce bênçãos em todos instantes.
São luzes indescritíveis e poderosas.
Que curam feridas antigas,
Apagam erros por definitivo,
Ativam a bondade,
O amor,
A caridade,
A consciência divina no homem.
Quantas bênçãos despercebidas
No Sol matutino que abre o dia,
Nas nuvens que concedem sombra fresca,
No canto das árvores nos farfalha das folhas
No pio dos pássaros
No cão amigo que segue o dono
Na mãe abençoando o filho
No firmamento seguro por não se sabe o que
Na vida que continua infindável mesmo após o que chamamos morte
Nos braços e abraços
Nos ósculos entre lágrimas de felicidade.
Luz Divina da Divina Energia Criadora.
Cabem-nos fechar o nosso guarda chuva
Composto de medo, angústia, orgulho, ódio...
Enfim, na nossa falta de amor.

Para que possamos participar plenos dessa chuva de Luz.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Snobismo e estultice.


Acaso pisas na lama do mundo e reclamas?
Enoja-te o escarro alheio?
Produz náuseas em ti o odor do suor humano?
Fechas os olhos a feridas abertas?
Surge em tua face um esgar de repudio ante as atitudes animalescas do ser humano?
Não confias naqueles que trapos vestem?
Odiarias passar o tempo com alguém inculto?
Enraivece ter que suportar tanta ignorância?
Tolices te perturbam a paciência?
Não te enche os olhos de ternura a criança descuidada pelos adultos?
Para ti os velhos não trazem em si nenhuma beleza?
As flores murchas, ás águas estagnadas, a relva machucada, a lágrima que escorre...
Não te fazem lembrar do que elas foram ou representaram e que se transformarão...
Em sementes para novas rosáceas, em poça de vidas múltiplas, em renovado tapete verde macio, em força para renovação.
Sacode homem tua estupidez, tua estultice!
Tu mesmo é depositário de tudo isso que consideras
Imundice
Parvoíce,
Decrepitude,
Finitude.
Lembras que o Criador nada faz que se perca
Que a sua lei de destruição
É a responsável pela renovação ininterrupta da vida.
Plenitude e exiguidade.
Lei na qual estás incluindo.

sábado, 26 de julho de 2014

Sementes.



Já te foram dadas as sementes
Custa-lhe então plantá-las.


Pois, mesmo em árido solo.
O cacto flore grandiosamente.

No pântano escuro, sombrio e lamacento.
Brota o lótus de brancura celestial.




Nos jardins fecundos pelo estrume
Borbulham centenas de rosas.

Em meio a estradas esquecidas pequenas flores silvestres, sem trato algum.
Serpenteiam e enfeitam os prados.

Em venenosas e temidas ervas
Surgem botões delicados.

Na vegetação rasteira e em altas copas de árvores frondosas
Resplandece as mais diversas espécies rosáceas.

Em todos os locais, considerados propícios ou impróprios.
Elas estão presentes com sua mimosa beleza.

Da mesma forma a flor do amor apresenta-se miúda e singela
Ou estonteante e perfeita em todas as almas humanas.

Psicografado.
Autoria extra física – Humberto.

22.07.2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pedinte.


Bondoso irmão que cruzas meu caminho
Estende tua mão e teu carinho
Ampara-me em minha dor e solidão.

Esquece o que vê teus olhos humanos
Perscruta-me o pranto
Compreende a minha dor.

Hoje vagabundo sujo e solitário
Já fui rico, poderoso e salafrário.
Enganei, roubei, menti por ambição.

Eis que o destino
Que nada é senão uma colheita
Bateu-me a porta.

Feito amarga surpresa
E trouxe a dor que a outros impingi.
Tendes piedade desse malfadado ser.

Poderia ser tu em outras eras
Estende tua mão estou à espera.
Para levantar-me do charco que criei.

15.07.2014.

Psicografia. Autor extra físico desconhecido.