segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tua paz.



Encontre a paz.
Na vida atormentada do momento
Onde prevalece o sofrimento.
Em que as almas humanas padecem mil tormentos
Encontre a paz.
Pare um momento,
Respire,
Sinta o pulsar do seu coração,
Lembre-se da infância um momento feliz.
Sorria e guarde consigo esse instante de alegria.
Use essa energia por todo o dia
Em face de um aborrecimento, um atraso,
Ao invés de expressar lamento
Retorne no tempo e na memória reviva agora
A ocorrência feliz escolhida e sorria.
Mantenha-se nessa sintonia frente aos baques da vida
Àquele que te concedeu a Vida e a Liberdade
Penso com sinceridade!
Que espera que escolhas sempre ser feliz!
Buscando na própria alma a matriz...

Da paz.

domingo, 25 de outubro de 2015

Estou aqui!



Estou aqui nada temas!
Te aguardo deste lado da porta da vida.
Guiei tua alma durante tua existência
Não te abandonaria nestes últimos momentos.
Pode teu corpo estar em sofrimento,
Teus familiares curtindo dores em prantos,
Os amigos já saudades sentindo...
Enquanto esmaece em ti o sopro de vida.
Estou aqui nada temas
Te aguardo deste lado da porta da vida.
Nunca te abandonei um só segundo.
E quando deres o ultimo suspiro
Expulsares o último folego
Tomarei tua alma cansada em meus braços
Beijarei tua testa com cuidado para não te acordar do sono da morte
E ficarei ao teu lado até despertares

Para a nova vida que te aguarda.

sábado, 24 de outubro de 2015

Vida


Amo a Ti
Que é a vida
Que palpita
Que transborda
Que reluz.
Em cada ser
Ser ciente
Ser inconsciente.
Que dirige todos os passos
Que encaminha todos os atos
Que determina todos os fatos
Mesmo antes das escolhas.
Que as permite a cada centelha.
E pousa seu olhar nos homens as abelhas
No átomo e no arcanjo.
Sorrindo ternamente
Compreende plenamente
Cada erro e acerto
De cada um dos descentes.
Estando sempre presente
Nas quedas e na restauração do caminhar.
Até a Ti chegar.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Olhos de Borboleta.




Assim como uma borboleta pousa em frágil flor
Minha alma pousa na carne que vem a se decompor.
Trago tanta beleza e amor
Para enfrentar feiura e dor.

Infelizmente termino por olvidar minha parte etérea
Dedicando-me as delicias da carne na Terra.
Não me sutilizo me faço granito.

Esqueço o que tanto lutei para edificar.
Emaranho-me neste fútil lutar
Pelo pão e sangue azul
Pelas verdes notas não musicais.

Pelo prazer que passar rápido como brisa.
Enquanto eu a borboleta pouco aprendo
E escasso brilho a mim acrescento.

Até que minhas asas de olhos ensandecidos
Fecham-se e recomeça um novo ciclo.
No mesmo ou em outro lugar
Para a pequena alma borboleta luz se tornar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nossa Senhora do Bom Socorro

Nossa Senhora do Bom Socorro
Protetora nas Causas Espirituais.
Nossa Senhora do Bom Socorro.

Neste tempo em que o ódio impera

A caridade míngua pelo medo

Os homens digladiam-se por quase nada

O prazer carnal estar acima de tudo

Esquecem-se as necessidades dos irmãos...

Valei-nos Nossa Senhora do Bom Socorro

Vos que atende nossas necessidades espirituais

Acende nossa Luz consciencial.

Protege-nos do nosso própria mal.

Rogai por nós.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Mãe Maria


Mãe não nos abandone.
Não te esqueça de nós homens
Que vivemos ainda nos instintos.
A maioria pequenos animais famintos
De poder,
De riqueza,
De beleza.
Ilumina os precipícios profundos, abissais.
Que escondidos nas sombras de nossas estradas nos atrai.
Pelos nossos passos tortos e escabrosos neles penetramos
E perdemos nossas almas.   
O que em gemidos e gritos lamentamos.
Têm piedade desses teus filhos adotivos quase monstros.
Mãe Divina
Põe tua destra sobre nossas mentes
Apascenta- nos.
Somos ainda seres doentes
Que fadados à felicidade plena
Insistimos em chafurdar na lama do egoísmo
No lixo da maldade
No mais alto grau de bestialidade.
Nos salva Mãe de nós mesmos...
Amém.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Refugiados


Virgem Maria

Nesse momento tão sofrido

Onde irmãos que nunca vi

Estão perdidos em botes no alto mar

Ajoelho-me no teu altar.

Imploro a Ti Mãe Querida

Que oriente essa gente sofrida

Que acalme as ondas e os ventos

Tranquilize as tempestades diminuas os tormentos.

Que pais e mãe não percam seus rebentos.

Mãe Divina nosso alento

Toma a mão de cada um entre as tuas

Ouve todas as preces e te compadeces

Intercedes por eles sem demora

Que pedem e a Deus imploram

Terra, pão, paz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Doador.


Quem sustenta?
As nuvens no céu,
Os ventos que por lá assobiam.

Quem retém?
A água do mar.

Quem orienta?
O caminhar dos rios.

Quem eleva?
A terra a condição de cordilheiras,
Montanhas,
Montes.

Quem a rebaixa?
Até planícies,
Depressões,
Abismos.

Que força promove?
O canto das cigarras,
O zumbido das abelhas,
O pio dos pássaros,
O grasnar da gralha,
O rasgo da coruja.

Quem alimenta?
A semente morta para que vivifique.
E torne-se um carvalho milenar.

Quem doa vida a todos os seres?
Animais da terra, água e ar.

Quem enfim move?
O mais lindo, preciso, infindável.
Balé dos astros no Universo.


Quem é o Doador da Vida?

domingo, 16 de agosto de 2015

A Senhora.


File:Louise De Hem - 1888 - An old woman.jpg

Lousise De Hem. 
A senhora.
Um pouco escuro. Como os seus olhos e seu olhar.
Alguma coisa distingue mesmo sem precisar contemplar.
Os vasos antigos, a chaleira amassada todos sempre no mesmo lugar.
Assim não os perde de vista...  Se assim posso expressar.
Cada passo é um arrasto do chinelo velho, marcado, macio de uso.
No chão riscado pelo tempo e pelas suas ações.
São passos lentos, calculados para não ir ao chão.
As janelas e portas fechadas medo do ladrão.
A televisão apagada não chama mais a atenção
As novelas, para ela, depravadas os jornais sangue aos borbotões.
Que não interessam que não ensinam, só aumenta o medo da solidão.
Segue a vida entre o quarto, a cozinha, o banheiro e a sala.
Um universo repleto de baças lembranças e pó.
São os biscuit e pratos na cristaleira,
Não sabe por onde andam mais os copos, a poncheira e todos os cristais.
Quem os levou? Que fim tiveram? Não importa...
O tapete roído pelo tempo sob a mesa pesada
De madeira e mármore que há séculos não tem suas cadeiras puxadas, remexidas, usadas.
Muitas fotos nas paredes amareladas, tanto as fotos como a tinta desgastada.
Há pessoas que reconhece. Outras se perderam na lembrança em sua memoria que tanto falha.
Belo menino esse a sorrir para ela. Mas, quem será?
Continua a jornada em busca de um chá.
Porque hoje estar tanto a pensar.
Será que vem alguém a visitar?
Precisa se arrumar.
Mas, quem viria?
Filhos, netos, amigos?
Não se lembra de nenhum.
Vamos ao chá. A chaleira do fogo precisa retirar.
Que cansaço em seus pequenos passos
Precisa se sentar, descansar, dormir um pouco.
Um pouco...
O cheiro do gás a se espalhar
Escapando pelas frestas das portas e janelas
Os vizinhos a gritarem abra a porta!
O filho avisado, apressado, angustiado com a próxima reunião empresarial.
Esbraveja: Mãe, mãe abre a porta. Estou atrasado mãe!
Silencio.
A velha senhora repousa dentro da sua camisola,
Sem saber a hora, sem sofrer,
Somente o sono eterno
O eterno desfalecer.

O Leão e a Serpente.



Ouço teu rugido jovem leão
Ouves o sibilar da velha serpente?
Tu podes me rasgar o ventre
Eu consigo te envenenar o corpo e a mente.
Somos fortes
E diferentes.
Ruges e mostra-me tuas presas e dentes
Ergo a cabeça balanço guizos.
É quando me alço que tenho siso.
Há espaço e tempo
Para o leão e para a serpente.
Serpenteio, cobrejo e sigo.
Abandono-te.
Deixo-te a sorte.
Por ti construída.
Prefiro ser a minha própria mestra.
E não o fel, amargo bílis venenoso.
Que por incrível que pareça tu destila.