terça-feira, 11 de junho de 2013

A Moura torta.


A moura torta.

Lembram-se da moura torta?
Hoje penso coitada!
Nasceu torta e morreu torta.
Não queria ser assim, torta.
Mas, o destino assim à fez.
Torta, torta, torta.
Torta foi a sua vida,
Sua estrada,
Sua sina,
Torta, torta, torta.
Tao torta que era moura
Possivelmente em Algarves
Ainda por cima... Torta.
Foi servi bela princesa ereta, alta, branca elegante.
Não como ela, escura, moura e torta.
A inveja foi tão grande. Coitada da moura torta.
Tramou mil artimanhas,
A princesa encantou.
Mas, bela donzela que não era moura, escura e torta.
Logo, logo o príncipe conquistou.
E coitada da moura torta
Que nunca a ninguém encantou.
Nasceu torta,
Viveu torta,
E torta a morte a encontrou.
Moral da estória?
Não vejo nenhuma e você?

domingo, 9 de junho de 2013

Mulher maravilha.




Tenha certeza queridos
Não sou essa mulher maravilha.
Não tenho super força,
Não luto contra vilões impensáveis,
Nem me apaixonei por nenhum super homem.
Não sei pilotar avião invisível,
Não fui aceita em comunidade amazonas,
Nem tao pouco sou filha de rainha.

Tenha certeza queridos.
Eu sou a meu modo hiper maravilhosa,
Tenho forças suficiente para enfrentar o dia-a-dia, a monotonia,
Luto contra a sujeira, a baboseira da ciumeira, do desencanto.
Meus inimigos são todos que não me aceitam e com eles continuo.
Quase não sei pilotar um fogão, imagina, mais facil um avião!
Sou amazonas do asfalto, correndo, driblando a bala perdida, a amabilidade esquecida.
Sou filha de outra mulher de raça, que apesar de todos os desaprazeres, não ficou amarga.

Sou sim uma mulher maravilha!

Você ainda duvida?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dualidade.



Nesse momento em que estou
Tenho sempre que ser dois
Para que através de um
Possa perceber o outro.
Não saberei o que é a luz
Se não tiver vivenciado a sombra.
Não identificarei saúde
Caso não tenha vivenciado de alguma forma
O mal estar.
Como saber o que é o amor
Caso nunca tenha pressentido a raiva.
Ou saber o que é a dor
Se for completamente insensível.
Vivo no mundo dual
Para aprender a ser uno.
Não há percepção de felicidade
Para os que nunca presenciaram a tristeza.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Alma criança.




Examino os mais diversos cantos,

Em cada centímetro do espaço,

Em torno dessa imensidão,

Busco quase que desesperada,

Entre soluços e lágrimas,

Desnorteada,

Em meio a tanta escuridão.

E eis que vejo

Dormindo sossegada,

Minha estrela guia,

Amada,

Minha amiga, adorada,

Alma criança

Despreocupada.

Ciente que a minha estrada,

Levar-me-á certamente,


A Luz que nos alimenta, ama e salva.

sábado, 1 de junho de 2013

Sem importância.


Não importa verdadeiramente o não dos homens,
O não da vida,
O não das chances.

Não importa a falta de sorte,
A falta de oportunidade,
A falta de auxilio.

Não importa a porta fechada,
A falta de tranca,
A perda da chave.

Não importa quantas vezes dá errado,
Quantas vezes não consegui,
Quanta vez não dá pra prosseguir.

Não importa nenhum entrave,
Nenhum obstáculo,
Nenhum problema.

Pois tenho a certeza
E não somente a crença
Que tudo estando nas Tuas Mãos...


Tudo vai ser o melhor para mim.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fiordes


O gosto do sal,

Ondas que arrebentam nas encostas,

Pedras antigas esbatidas pelo tempo,

Frestas ancestrais,

Gritos de gaivotas.

Frio.

Brisa que fala uma língua desconhecida

Que sussurra segredos incompreensíveis

Repassando historias reais, vividas.

Canta entre os rochedos.

Monstruosas

Estruturas em rocha

Criada pelo tempo e pelo vento

Enternecem-me profundamente

Faz-me sofrer pelo que não vivo

Dá-me saudade do que não sinto

Sob a pele, sob o Sol.

Assim, perante tua beleza,

Calo-me e pergunto

Onde andei por ti?

Em que cantos me escondi quando criança?

Que rochas eu abracei?

Riscos quais corri ao chegar as tuas bordas?

Por que contigo sonho?

Pois em toda essa minha vida nunca te vi!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Parei


Rápido, rápido, rápido.
Corre, corre, corre.
Anda, anda, anda.
Vai, vai, vai.
Depressa, depressa, depressa.
Estou atrasada, muito atrasada.
Compromissos, compromissos, compromissos.
Idas e vindas, idas e vindas.
Já, já, já.
Logo, logo, logo.
Prontamente.
Imediatamente.
Urgentemente.
Tudo agora, agora foi tudo.
Fiquei só.
No silêncio do ultimo suspiro.
Não há mais emergências,
Não há urgências,
Somente o silêncio,
A calma tranquila,
Dos amigos que vieram me esperar.
Fim da vida humana.
Reinicio da vida d’alma. 
Felicidade!
Depois do desespero.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Busca.


The_Thinker__1876-1877, Pierre AUguste Renoir, ost
Jovem sentada ou A reflexão, 1876-77
Pierre-Auguste Renoir

Busco precisamente o que ainda não sei
Campeio o que não conheço
Caço o que não tenho
Inquiro sobre o desconhecido
Persigo o que longe estar
Adejo o que ainda não é meu por direito
Procuro o que falta para completar-me
E sei conscientemente
Que tudo em mim está
Falta-me, no entanto,
Convencer minha alma
Da sua plenitude.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Desisti? Nunca!


Renzo Castaneda


Não desisto dos meus sonhos
Que podem ou não serem
Para ti esquisitos.
De poder vê além da conta,
Além da porta,
Além da vida,
Morta.
Não desisto
De ser o que sou
E ainda não abicho.
Viver com intensa felicidade
De saber o que ainda nem pressinto.
Conhecer, aprender e reconhecer.
Que quanto mais sei
Mais tenho a aprender.
E que tudo o que levo comigo
E levarei sempre amigo,
Será o que aprendi
Pensando,
Sentindo,
Fazendo.
Todas essas coisas serei eu
Montada em pequenos pedaços
Feito quebra cabeças gigante
Durante as encarnações dessa minha alma
Errante, pulcra e brilhante.

domingo, 26 de maio de 2013

Que fazer?




Que fazer?              

Quantas crianças sem alimento
Sem carinho, afeto, ternura.
Sem teto sobre suas cabeças
Vida de amarguras.

Quantos idosos Em vidas travas, tristes, solitárias.
Sem pão
Sem sonhos, sem planos, sem ventura.
Vida de consternação.

Quantos homens corrompidos
Entregues ao vicio do trabalho, do álcool, da droga ilícita.
Do egoísmo, do centralismo, do materialismo.
E tanto e tantos outros ismos.

Quantas mulheres despedaçadas, desfiguradas pelos sonhos de beleza.
Em busca da eterna juventude ditada pela sociedade malfazeja.
Entregues a orgias orgásticas
Sem amor, ser respeito, sem autoestima.

Perante as dores do mundo que fazer?              

Somente alço meus olhos e coração para Ti.
A Ti peço compaixão
Pois, todos esses perdidos na vida.
Todos, todos são meus irmãos.