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domingo, 14 de maio de 2023

A Bruxa Bela dos Ovos.

 



Tem muita bruxa no mundo

Ninguém vai me desmentir.

Para todo tipo de gosto

Nem dá para discutir.

Porém, de todas que vi

Uma me vem confundir

A bruxa do ovo verde

Que amei e vou curtir.

Num sei bem o que ela faz...

Num sei bem o que ela quer...

Mas não pode ver um ovo

Pois se arrepia a mulher.

Parece que tem coleção,

De tudo que cor e jeito,

Para ela o que mais importa

É que o ovo seja perfeito.

Não pode ter um furinho,

Não pode ter um rasgão,

Nem mesmo machucadinho,

Ou mesmo pequeno arranhão.

Vendo tanto ovo assim

Me levantou a suspeita...

Que lugar dessa bruxinha

Vai se transformar em cesta? 

Mallika Fittipaldi.

terça-feira, 11 de junho de 2013

A Moura torta.


A moura torta.

Lembram-se da moura torta?
Hoje penso coitada!
Nasceu torta e morreu torta.
Não queria ser assim, torta.
Mas, o destino assim à fez.
Torta, torta, torta.
Torta foi a sua vida,
Sua estrada,
Sua sina,
Torta, torta, torta.
Tao torta que era moura
Possivelmente em Algarves
Ainda por cima... Torta.
Foi servi bela princesa ereta, alta, branca elegante.
Não como ela, escura, moura e torta.
A inveja foi tão grande. Coitada da moura torta.
Tramou mil artimanhas,
A princesa encantou.
Mas, bela donzela que não era moura, escura e torta.
Logo, logo o príncipe conquistou.
E coitada da moura torta
Que nunca a ninguém encantou.
Nasceu torta,
Viveu torta,
E torta a morte a encontrou.
Moral da estória?
Não vejo nenhuma e você?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Bruxa

Da magia, do encanto, da ilusão

Nasce o sonho cheio de sofreguidão.

Que povoa minha imaginação.

Treme suado e amedrontado meu coração.


 Donde conheço essa aparição?

Que me persegue incansavelmente

Noite e dia alternadamente.


 Vejo-a pelos cantos dos olhos

Sobrevoando os telhados

Em noites de lua cheia.

Fixa fico... como presa em uma teia.


 Cheia de prazer convida-me a com ela partir.

Medo e vontade se digladiam

Será que devo ir?


 Suspensa no tempo,

Estancada no ar, espera minha decisão

Mas, o temor maior que a vontade,

Prende-me ao chão.


 Esvoaça entre as estrelas,

Segura por cordas mágicas no espaço,

Num bale exuberante de perfeito compasso.


 Pode parecer estranha criatura,

Em uma vassoura cortando as alturas.

Que sorrindo parte em algazarra,

Plenamente livre, sem amarras.


 Enquanto me sentencio a nulidade.

Perdendo o que poderia ser...

Se nela me tornar-se.


Mallika Fittipaldi