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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Visita da solidão


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E se a solidão não só bater a tua porta
Mas, entrar?
Que pavor! Como a suportar?
Com seu sorriso triste ela vai tentar te enganar.

E aí?
Avexaras em a pôr para correr?
Terás vontade de morrer?           

Pensas que não a convidastes
Essa é intrometida.
Vem sorrateira acabar com tua vida?
Quantas vezes já não a expulsastes?

Negas ferrenhamente essa presença
Teus sonhos ela aniquila.
Vadia, inimiga que tua felicidade invalida.

Nunca pensantes com ela sentar?
Servi-la a tua mesa e nela teu olhar repousar?
Indagando o sentido de ela lá estar?

Aproveitas essa visita não bem quista.
Usa tuas horas vazias e triste para avaliar
O que fizestes, ou não, para tão só estás?


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Senhora.




Solidão em todas as portas e janelas
Ela se porta e aporta.
Nas meninas dos olhos enegrecidos,  úmidos
Desmedidos.
No céu da boca escancarado
Em que o pedido de socorro gora.
Na língua falante e ferina
Que a vida verga.
Em dentes cerrados, trancados, fechados
Que não concordam, não falam, não oram.
No silencio, na dor, na demora
Ela mora.
Infeliz como uma serpente que não se enrola
Sempre alerta para o bote e  a hora.
Em que enlaça mais um escravo essa vil senhora
E mesmo com milhões no seu exercito sombrio, curvado
Solitária ela chora.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Felicidade noturna.



Felicidade noturna.


Quando a solidão perfura, corta, amputa.
E torna-se bisturi que rasga fino e fundo,
Serra elétrica que separa em pedaços, minhas partes, meu mundo.
Destruindo o que foi o sonho de felicidade.

Quando a solidão é megera, vil, medonha, insaciável,
Provocando dor dilacerante, inacreditável,
Sem deixar marcas aparentes, visíveis, tocáveis,

Agindo silenciosamente, sorrateiramente, em minha alma.
Quando age assim a solidão, busco os sonhos.
E eles a mim manifestam os meus desejos, os meus anelos, a minha quimera.
A mim trazem os objetos de minha aspiração, o que me agrada, meus anseios.

Em sonho tenho o que amo.
O desejo realizado, o ser adorado, venerado... Maquiado.
Preenchendo-me os espaços vazios, os nichos ocos  os ninhos vagos.

Nada obstante, a matéria da fantasia é miragem.
Tão falsa como a realidade quotidiana.
Os devaneios se desfazem ao abrir dos olhos.
Como a nevoa que se dispersa a luz solar.

Eis que vem, que volta a solidão funesta.
Solidão instrumento do aprendizado da vida
Aniquiladora da alegria noturna;
A utopia da felicidade plena em vida.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Solidão.



Estamos irremediavelmente sós?
Não há nada após o eu?
São quimeras os sonhos meus?
Tolices humanas, crendices?
Somente agonia e solidão?
Sem amor e atenção?
Onde estão os anjos?
Os seres de luz?
A compaixão?
Cáritas existes ou não?
Meu guia?
Meu anjo guardião?
Não vejo senão meus passos.
Ouço somente ecos dos meus gritos agônicos.
Sinto o frio dos espaços vazios.
Onde perdi Deus?

sábado, 1 de setembro de 2007

Amor, luz e dor.



Quão profundo pode ser o amor
Pináculo de luz ou Abismo de dor.
Onde se perdem as almas em tempestades e furor.
Quantos seres dementados, pelo “amor”, se sentem abandonados.
Caminhantes eternamente torturados.
Sejam homens ou mulheres, jovens ou anciões
Se perdem em lamentações.
Presos a uma ideia fixa do que seja o amor não se erguem em sua dor.
Torturam-se.... Por um tempo, por uma vida que já passou.
Reclamam da tristeza, da aflição, da solidão.
E nessa faixa de pensamentos perdem a razão.
Não compreende o amor como libertação.
Envolvidos nos martírios que criaram seguem alienados.
Bastaria uma oração que partisse dos seus corações.
E receberiam dos anjos auxilio e proteção.
Libertando-se da agonia, do egoísmo, da fixação.
Seguindo para caminhos mais leves.
Onde o amor é doação e nunca prisão.