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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Impressão



Já não me basta a leve impressão de vida
Que tudo pode dar certo um dia
Que o dia a dia continuará eternamente.
Serei sempre eu na mesma ladainha
Nessa inda e vinda permanente.
Já não me basta sentir o leve afagar da morte
Batendo a soleira da minha porta
Pedindo ou não licença para entrar.
Tudo que peço é um pouco de vida calma
Que tranquilize a minha pobre alma
Estabelecendo-a em porto seguro
Longe das muralhas de gigantescas águas.
Das profundezas escuras e abissais
Onde posso perde a sanidade na ânsia
De ser o que fui a um momento atrás.
Descuidando de mim nesse tormento
Morrendo nessa vida de ensinamentos
Através das dores que machucam
Sem poder exalar um suspiro
Um grito de desespero
Um pedido de socorro.

  

domingo, 2 de março de 2014

Sigam


Siga o riso
A falta de siso
O não preciso.

Siga a alegria
A boemia
A alforria.

Siga a alucinação
A ilusão
Do desejo a realização.

Siga sem pensar
A insensatez
A estupidez.

Siga
Sem medo
Sem pudores.

É o caminho
De todos os atores
Que as vidas iniciam

Até que um dia
Cansados de falsa euforia
Descansarão nos braços de Deus.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Indagações.


De onde vem?
O erro.
A loucura.
O desespero.
O ódio.
A demência.
O desmazelo.
A preguiça.
A mentira.

De onde brota?
O orgulho.
A empáfia.
O egocentrismo.
A violência.
A falsidade.
A hipocrisia.
A ira.

Daqueles que esqueceram:
Dos outros.
De sua herança divina.
E de Deus.

Qual a cura?
Nascer.
Morrer.
Nascer de novo.

Até quando?
Até que o aguilhão da dor,
Faça desabrochar,
O amor.