quarta-feira, 22 de março de 2017

Seja Tu

Resultado de imagem para mulher e jesus

Seja Tu.
Não eu.
Que segue e avança.
Que luta e não esmorece no bem.
Que almeja a minha paz interna.
Seja Tu.
Não eu.
Que abençoa
Com a minha voz.
Que obra caridade
Com as minhas mãos.
Que busca a paz para meu coração em trevas.
Seja Tu alma divina
Orientadora de caminho,
Meu lenitivo, meu farol, minha Luz.

terça-feira, 21 de março de 2017

Em nós

Resultado de imagem para quadro casal de namorados

De todas as vozes não há igual a tua
Que ecoa em minha alma nua
E desconstrói toda ebulição daninha.

É tua voz que consome a minha
No meu eterno gorjear de pranto.
E quando a mim falas me encanto
Esquecendo-me das dores e desespero.

Pois, tua voz fala de esperança, alento e alegria.
Do saber, da certeza que um dia.
Caminharemos por mesma vereda.

E já não haverá nada que nos separe
Então seremos unos como dantes.
Felizes amantes embriagados
Pelo amor enlaçados.

Sem preocupações com o presente ou futuro
Esquecidos do passado que maltrata
Caminheiro da mesma estrada
Descansaremos em nossos próprios colos.

domingo, 19 de março de 2017

Repense




No teu caminho espinhos te feriram?
Use-os como proteção.
Pedras machucaram seus pés?
Colecione-as, pinte-as, customize-as e as torne belas.
Teus caminhos foram áridos?
Regue-os e plante em suas bordas flores de amor.
Memorias te entristecem?
Purifique-as de ego e as enfeite com laços de ternura.
Pensamentos negativos, de ódio, rancor, vingança?
Imagine-se sendo alvos dos mesmos.
Todos os seus esforços parecem inúteis?
Repensem quem sabe não enganas a si mesmo.
Pondere sobre todas as tuas ações, sentimentos e pensamentos.
Nada pode realmente ferir a alma que ama a si e aos outros.
O olhar espiritual sobre as coisas da Terra modifica...
O sofrer...
O sentir...
O viver!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Quando

Imagem relacionada

Quando.
Tua mente se atormentar
Pense poesia.

Quando.
Dos teus olhos saírem lágrimas
Veja poesia.

Quando.
Do céu de tua boca o urro chispar
Recite poesia.

Quando.
Tuas mãos se crisparem
Escreva poesia.

Quando.
Travarem teu andar
Corra para a poesia.

Quando.
O tempo parecer parar
Medite poesia.

Quando ou quanto,
Onde ou como,
Pois ou por que,
Seja você
Poesia.


Revisando os ditados.

 Resultado de imagem para mulher gargalhando retrato
Quem sempre espera...
Cansa.

Quem cedo madruga...
Passa o dia com sono.

Quem empresta...
Empresta o que para si não presta.

Águas passadas...
Deixam rastros de lama.

Quem ri por último...
Não entendeu a piada logo.

Quando um não quer...
O outro faz sozinho.

Manda quem pode...
Obedece quem não sabe enganar.

Um dia da caça...
O outro de fome.

As aparências Iludem...
A quem é míope de alma.

Para bom entendedor...
Meia palavra não diz nada.

Com o tempo tudo se cura..
 para quem a cura procura.

E por aí se vai...
Vida sem humor não me atrai. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Ser feliz

Resultado de imagem para quadro mulher feliz
Ser feliz
Não é obrigação ou dever
É ser e não ter.
Não é somente sorriso
É também o uso do siso.
Não é ausência de problemas
É o poder de resolver dilemas.
Não é a ausência de dor
É ser seu próprio curador.
Não é o ócio
É aceitar os ossos do oficio.
Não é o não sofrer
É na Divina Graça crê.
Não é estar acima
É estar em baixa e dar a volta para cima.
Felicidade é escolha
Felicidade é aceitação
Felicidade não é dicção
É o verbo é ação.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Flagelo da Terra

Resultado de imagem para corvos pinturas

Hugin e Munin sobrevoem todos os mundos
E voltem ao deus Caolho.
Digam-lhes das misérias humanas
Dos homens que perderam a Graça
De serem somente homens.
E almejam a deidade.
Mostre-lhes a civilização desgraçar-se
Em seus gozos desfreados
Sem honra,
Justiça,
Verdade.
Recordem ao Encapuzado
O passado,
O que foi,
O que mais não é.
Com seus grasnados
Sejam a vozes dos ancestrais
Lembrando ao deus das Cargas
Quem criou a raça

Flagelo da Terra.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ataúde


Resultado de imagem para espirito saindo do corpo morto pinturas


O meu ataúde se deteriora
Eu o vejo, a cada momento, esmaecer.
Como velha pintura a embranquecer.
Que com o tempo se corrói e se corrompe.

Ele geme como nau fantasma.
Num mar frio e apavorante.
Na bruma escura do anoitecer.

Na sua casca de madeira e terra
Refestelam-se mil vermes rastejantes.
De cores pálidas e inebriantes.
Que atraem moscas coruscantes.

Seus pedaços caem ao caminho.
Eu sinto cada vez mais velho
Esse antigo ninho.

Espero impaciente o desfecho.
Quando o ataúde que me contem
Pelo seu próprio feito.
Se rompa em trilhões de pedaços.

Então, eu verdadeiramente viva.
Como borboleta livre do casulo.
Estenderei-me para os céus seja diurno ou noturno.

E voarei livre em minha alma
Retornando a pátria da qual nuca esqueço.
Que aguardei e que almejo.
Até o próximo ataúde que mereço.