domingo, 2 de julho de 2017

Sou grata

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A tudo que ocorreu
Se doeu ou não doeu
A minha alma se fortaleceu.

A cada instante de pensamento
Claro e confiante
Nebuloso ou irritante

Foi sempre depois... Melhor que o antes.
Paradoxo? Com certeza!
Essa é da vida uma de suas belezas.

O olho que chora a tristeza
É o mesmo que brilha em alegria.
A porta para que eu veja a beleza
E transmita simpatia ou frieza.

Agradeço
Por todo que buscou me humilhar
Mostrando-me como posso sempre me superar.

A todos os empecilhos,
Aos meus desatinos,
A todos meus “inimigos”
Aos meus desafetos.

Agradeço com prazer
A todos os meus amigos
Aos mestres dos caminhos
Aos anjos de plantão.

Agradeço a quem me deu prazer ou dor
No fim (serão iguais) 
Assim  então tanto faz...

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Relógios


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Em todos os cantos os encontros
Em ouro prata e estanho
Claros, escuro, brilhantes, escuros, sombrios.
Escondem sutilmente sua farsa
De contar, determinar, apontar, empoderar... O nada.
Sobre as peles dos braços,
No canto inferior da tela,
Na torre da igreja,
Na delegacia,
Na sela,
Na sala de aula.
Em circulo, quadrado, oval ou disforme.
Em tantas cores quanto sonharam os pintores.
Estão presentes diferentemente daqueles a quem possuem
Que passam pela vida inconsciente

Da ditadura do tempo inexistente.

terça-feira, 27 de junho de 2017

O coelho de Alice

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O coelho de Alice tinha pressa.
Não sabia que não existia tempo.
Que nada vai ou regressa.
E corria desesperado, atrasado e afobado.
Completamente abirobado.
Preso ao relógio
Sabe lá por quem inventado.
Estranhamente pela peça
Tic tac encantado.
Procurava sempre chegar a hora certa
Na verdade incerta.
Desejava chegar sem atraso
A algo de tão pouco caso...
No ontem que já havia passado,
No amanhã que não havia ocorrido
No agora... Que já havia acontecido.
Esquecendo-se de estar somente presente
Para que se tornasse consciente
De que realmente o tempo não existe

Só o tic tac o faz onipotente.

domingo, 18 de junho de 2017

Essa mulher

Anachronistic Fairytales

Quero essa mulher que caminha entre os mundos
Que ouve e fala com os deuses.
Que conhece as erva e suas serventias.
Que sabe interpretar o pio dos pássaros.
Ela que andam por todas as encruzilhadas.
E não teme o bater das horas noturnas.
Sabe que não a nada a temer
Nem mesmo o próprio tempo.
Uma mulher de olhos escuros
E olhar iluminado.
Que tem sempre algo a dizer e nada a falar.
Que não espera pelos outros
Sorrir e caminha.
Que não ama e nem odeia
Simplesmente vive.
Quero essa mulher desperta

Pois agora ainda dorme em mim.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Perdoa

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Perdoa
O primeiro beneficiado serás tu.
O que sentirá o alívio da dor.
A facilidade do riso.
A bondade brotando da alma.
Perdoa.
E verás os dias mais claros.
Os problemas menores.
As dificuldades dissipadas.
Junto ao teu novo comportamento.
Perdoas.
Mesmo que seja difícil de fazê-lo
Que seja duro ter que desfazer diminuir teu orgulho
Mesmo que sejas julgado como um tolo.
Que não respeita a si mesmo.
Perdoas.
Por que isso desejará um dia
E será muito mais fácil obteres de outros o perdão.

Um amigo.
psicografia 06.12.2016

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Dualidade

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Nesse mundo de dualidade em meio ao riso há o horror.
Em meio à felicidade há amargor.
Seria fácil demais apontar somente o bem e o belo
Desvencilhando a memorias do que é feio e dolor.
Desejo escrever sobre bondade, amizade e amor
Mas, encontro a tantas historias de dor.
Contudo, sempre em busca de te alegrar
Deparo-me com o mal a esse intento estragar.
Não podendo mentir, nem desejando te enganar.
Busco a te acalentar.
Ao lembrar que sempre existe mais de uma face
Que pode ser bênção ou maldição.
Que te agarres aos momentos felizes,
Fuja das tristes lembranças,
Cultive o bem estar.
Será suas conquistar com certeza
Para feliz você ficar.


sábado, 22 de abril de 2017

Só os sonhos!

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Somente os sonhos nos levam adiante
Quando a chuva caiu abundante.
E as estradas encheram-se de lama.
Eles nos carregam em nuvens,
E nos transformam em arco íris.
São as quimeras que nos motivam
A sempre dá mais um passo.
Nem que seja dois a frente e um atrás.
A gente assim sempre vai.
E desculpem os negativos de plantão
E bãooooooooooooooooooooooooooo
Esta viva!
Estar lucida!
Estar sólida!
Numa rocha de fé e amor.
Por mim e por tudo aquilo
Pelo que minha alma lutou!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Acreditamos

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Acreditamos
Nos contos de fadas que nos fazem crer
Que sempre vence o bem ou prazer.
Acreditamos
Na infância nos ensinamentos dos pais
Mesmo que sejam contrários aos seus comportamentos.
Acreditamos
Que poderemos voar e ter superpoderes.
E organizaremos o mundo.
Acreditamos
Que somos jovens e livres
Donos da verdade e que a realizaremos a qualquer preço.
Acreditamos
Nos amigos que nos traem
Ao primeiro choro de suas necessidades.
Acreditamos
Nos nossos amores, amantes, cônjuges.
Por que é melhor que assim seja.
Acreditamos
Acreditamos nos padres, pastores, gurus, mentores.
Enfim, eles sabem mais que nós.
Acreditamos até que percebemos que suas verdades
Não são as nossas,
Não nos atendem os anseios,
Não respondem as nossas questões.
Entristecemos, revoltamo-nos, agredimos, retalhamos.
Emudecemos, afastamo-nos...
Até que um dia compreendamos
Que foram necessários para que alcançássemos
A verdade que podemos ter nesse momento.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Falta de inspiração.


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Nem sempre tenho inspiração
Isso me entristece.
Sinto falta da poesia que enobrece,
Da letra que enaltece,
Da rima que alegra.
Das lágrimas que posso produzir,
Dos sorrisos marotos que passam a existir,
Quando alguém por minhas letras viaja.
Assim, dói um tanto quando a mente anuviada.
Nada me fala que já não escrevi.
Vendo somente o antigo
Não crio novo artigo.
Recolho meu material
Ao leitor peço desculpas no final.
Esperando que num novo dia
Possa escrever nova poesia.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Tardio Reencontro.

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Dói esse reencontro tardio.
Quando penso como te desejo
Nem como amigo, nem como irmão.
Mas, como amante no meu leito.
Meu coração bate apressado, ao te ver meus olhos.
Minhas pupilas ampliam-se por que te anseio.
E o teu cheiro os meus hormônios afetam.
E nesses olhos de criança perdida,
Nesse sorriso de pureza infinda,
Revejo o amor e minha paixão (re)desperta.
Vinda das areias do tempo não olvidadas.
Em vidas passadas que não tem retorno.
Em eras longínquas.
Tão profundamente vividas.
Aguardo então nova vivência
Onde na carne te encontre em hora certa
Para nos fazer mulher e homem
Sendo feliz a maneira humana
Como o fomos a tantos ontem.