quinta-feira, 6 de junho de 2019

Abraços

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Abraços
Há braços que acolhem
Onde as crianças dormem
Um lugar que elas escolhem.
Que abrigam e resguardam
Das dores que as almas rasgam.
Há braços amáveis
Adoráveis e inesquecíveis
Que chegam na hora que se mais precisa.
Há braços que sustentam
Quando ao redor tudo se dissolver
Eles são muros que não se movem
Arrimo promovem.
Há braços sempre alerta
Que adivinham necessidades alheias
E somente amor oferta.
Sejam nossos braços abraços
Abertos ao encontro em qualquer espaço
Da vida em qualquer compasso
Sempre, sempre há braços.




terça-feira, 21 de maio de 2019




Que pese as amarras do passado...
Os ventos futuros me atraem!
Mallika Fittipaldi - Fraseando. Isabel Enrich - Pintora. 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Visita da solidão


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E se a solidão não só bater a tua porta
Mas, entrar?
Que pavor! Como a suportar?
Com seu sorriso triste ela vai tentar te enganar.

E aí?
Avexaras em a pôr para correr?
Terás vontade de morrer?           

Pensas que não a convidastes
Essa é intrometida.
Vem sorrateira acabar com tua vida?
Quantas vezes já não a expulsastes?

Negas ferrenhamente essa presença
Teus sonhos ela aniquila.
Vadia, inimiga que tua felicidade invalida.

Nunca pensantes com ela sentar?
Servi-la a tua mesa e nela teu olhar repousar?
Indagando o sentido de ela lá estar?

Aproveitas essa visita não bem quista.
Usa tuas horas vazias e triste para avaliar
O que fizestes, ou não, para tão só estás?


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novos deuses

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Bem-vindos.

Ao mundo dos deuses perdidos, relegados, esquecidos.

Pela bruma do tempo esmaecidos.

Sem devotos, sacerdotes, templos...

 Seus saberes e poderes perdidos.

Mortos pelos novos deuses pelos homens estabelecidos.

São esses deuses, contudo, mais atrozes.

Sob a face de cordeiros escondem-se seus sacerdotes ferozes.

Matando os verdadeiros prazeres da humana vida.

Dádiva divina!

Por interesses inconfessáveis e vorazes.

Mirem os novos deuses!

Sob muitas formas são honrados a todo o momento...

Do egoísmo sem nunca contento...

Da luxuria dos homens infinita...

Da gulodice que nunca finda...

Do autoritarismo esmagador...

De todos os prazeres que só causam dor...

Estampados nas moedas...

Nas reportagens sobre as guerras...

Na busca de corpos perfeitos inatingíveis ...

Na fome e peste que assolam o mundo...

No choro da criança e do velho desnudo...

Na vida que se esvai sem sentindo...

No amor que morreu sem merecer tal castigo...



segunda-feira, 18 de março de 2019

Resposta em Deus.


Vanessa Lemen pinturas tradicionais mulheres surreais impressionista

Como teu olhar se perde pensativo.
Na imensidão do infinito.
No silêncio profundo donde veio a vida.
Que palpita, flui, pulsa incontida.
Seus olhos se perdem num mar de questões.
Cheios de preocupações.
Não há como compreender ainda.
Como se sustenta o céu.
Como as estrelas brilham mesmo mortas.
Como os cometas percorrem as suas trilhas.
Como as luas podem ser tão comoventes.
Como ficam nossos parceiros ausentes.
Se estão bem ou não.
Se há socorro ou perdão.
Não tem ciência humana que responda.
O que te vai ao coração.
Busca em ti mesmo tua calma.
Tendes fé na imaginação criativa universal.
No pensamento Divino em que flutuamos.
Na vida que emana sem parar de Deus.
Entrega-te a esse amor ilimitado.
Aceita as leis que regem a vida.
Desfaz as tuas angústias.
E permite Deus te guiar.
Ele te dará com certeza.
As respostas que necessitais.




domingo, 17 de fevereiro de 2019

Ha! Amigo.



Tamara de Lempicka (1896-1980)

Ha! Amigo.
Se não te tenho que seria?
Te digo!
Noites solitárias,
Planos frustrados,
Alma vadia.
Sem ti isso seria.
Ha! Amigo
Se não te tinha o que teria?
Sido...
Erros aos montes,
Palavras vazias,
Dores espalhadas,
Por toda as minhas trilhas.
Há! Amigo não te tendo?
Clamo!
Tua Presença,
Tua Benevolência,
Tua Paciência,

Deus em mim Tua Onipotência.

Mallika Fittipaldi - autoria 2019

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Alma livre

11-rolf-armstrong

És espaço infinito.
Flor do brejo.
Mosquito.
Estrela que esmorece.
Farta mesa que não dividida empobrece.
Sois sorriso torto ou direito.
Semeadora de dor e prazer em tantos peitos.
Leite de mama seco.
Caminhas menina sem medo.
Velha se esconde da morte... Achas tão cedo?
Incompreensível ser que delira
Entre o sonho de ser uma deusa em miniatura.
Ou essa mísera criatura.
Já não escapas da própria loucura
Como pipa ao vento as vezes nada procuras
Aí então és feliz...
Alma sem grilhões a fazer tudo o que eu quis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Acabou




Sendo o que sou, sou.
Basta-me ser eu mesma.
Cada sonho realizado... Uma flor que me dou.
Mimo, carinho, auto apreço... Assim me restabeleço.
Não já me interessa o que tu pensas.
Simplesmente passou.
Cada esquina que dobrei,
Cada rua vencida,
Escada subida,
De ti me afastou.
Faltastes tanto... Que não mais me faz falta.
E assim, livre vou.
Não, te busco mais em meus sonhos
Felizmente
Acabou.

Mallika Fittipaldi - autoria

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

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David Jon Kassan

Não existe o fim.
Apenas um começo.
A todos digo sim.
Enfim, os mereço.
Frente aos desafios da vida
Seja eu muito riso! Mesmo que sinal de pouco siso.
Há tanto para festejar...
Só preciso mudar a forma de olhar.
O que foi bom, prazeroso, uma delícia.
Amanhã pode ser  ocorrência vazia.
Tudo muda, rápido e fatalmente
Isso pode ocorrer tranquilamente.
Aceitação, abnegação, retidão, comiseração.
Movimentos que resultam em pacificação
De todos os desejos que supridos ou não supridos
Que trazem a  marca dos egos iludidos... 
A solidão.

Mallika Fittipaldi - autora de todos os posts desse blog

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

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Me regue, assim floresço, e te terei com apreço.
Fique certo, eu mereço.
Vigie-me as pragas, o mofo, a joaninha.
Não me deixe sufocar pelas ervas daninhas.
Fofe a terra ao redor de minhas raízes.
Que me manter firme e donde a vida flui e persiste.
Não me deixe sempre exposta ao Sol.
O calor que nutre pode me matar de mim tenha dó.
Teu bom dia é precioso.
O espero todas as manhãs e pra mim é gozo.
Em troca te darei minha beleza.
Meu porte de realeza.
Encherei teus olhos com meus encantos.
E meu perfume se espargira por todo canto.
Serei por ti, algo precioso e belo.
E tu o rei amado que anelo.
Mallika Fittipaldi - autoria