Pedido a Deus.
Deus.
Meu Pai e Mãe benditos.
Ouça a prece que te dito.
Abra minha mente e coração.
Para ouvir palavras, rimas, a poesia.
Que sejam as musas minhas guias.
Os profetas e poetas que aí estão.
Que preencham minha mente, meu coração.
Das palavras que iluminam.
Sejam pelo amor, pela dúvida, pela corrosão.
Do que se crer ou não.
(visite: Poemas e Encantos II )

Por ser mãe.
Choro por mim e por você,
Choro minha dor e a sua,
Choro por que choras,
Choro pela tua filha que se foi,
Choro por Eloá,
Choro por ti mãe,
Choro pela sua solidão,
Choro pela tua saudade,
Choro pelas lembranças que ficaram,
Choro por que elas serão tormentos,
Choro pelo teu sorriso triste,
Choro pela tua angústia,
Choro por que, para ti, poderia ser diferente,
Choro pela ausência da tua amada,
Choro por todas as lágrimas derramadas,
Choro, porque seu choro, poderia ser o meu,
Choro pelo que te aconteceu.
Pois, sem ilusões, eu sou tu, tu és eu.
(visite: Poemas e Encantos II )
Nota.
Tic,tac, tic, tac.
É o tempo no relógio.
Chuá, chuá, chuá.
É a água.
Blem, blem, blem.
É o sino na igreja.
Oinc, oinc, oinc.
É o porco no terreiro.
Piu, piu, piu.
É o pássaro na árvore.
Au, au, au.
É o cão no canil.
Miau, miau, miau.
É o gato no telhado.
Fum, fum, fum.
É o vento nas folhas.
Splash, splash, splash.
É o peixe nas águas.
Boooooooom!
É a bomba em Hiroshima.
Nota destoante
Na música de Deus.
(visite: Poemas e Encantos II )
Não te enganes.
Foi tua mão.
Foi teu desejo.
Teu desespero a ser rejeitado.
A não ser mais o amado.
O não escolhido.
Como o primeiro anjo do céu a cair.
Perdeste o teu paraíso.
Tua beleza.
Tua vida.
Escolheste o caminho dolorido.
O caminho da revolta.
Não, não tentes te enganar foi tua mão.
Que decepou um galho da árvore divina.
Que cortou sonhos.
Que extinguiu uma vida.
Que maculou de tristeza tantas outras almas.
Que enodoou a tua própria.
Lamentas?
Contudo, terás tua prenda.
Um recomeço duro.
Uma solidão profunda.
A certeza de nunca mais encontra a amada.
Morta pelo teu pseudo-amor.
(visite: Poemas e Encantos II )
Farol.
Meu caminho.
Teve tantos espinhos.
Tantas curvas fechadas.
Estradas amarguradas.
Passos indeciso.
Fundos precipícios.
Florestas escuras.
Rios caudalosos.
Perigos...
Mas, ao longe te vi.
Tua Luz era um ponto.
Ponto que persegui.
O caminho estreito.
Era preciso mais cuidado.
Mais atenção.
Mais amor no solo que pisava.
Mais carinho com que cruzava.
Até toca teus pés.
Tu estenderes-me as mãos.
E eu ser parte da Tua Luz.
Em outros caminhos.
Como farol para outros peregrinos.
(visite: Poemas e Encantos II )
Encontrei felicidade.
No abraço do meu filho.
No beijo do companheiro.
No bom dia da vizinha.
No sorriso do carteiro.
Na saudação do lixeiro.
No pão amassado pelo padeiro.
No feijão do cozinheiro.
No chão limpinho do faxineiro.
No caderno completo do aluno.
Na missa do padre.
Na palestra espírita.
No toque de umbanda.
Na reunião Rosa Cruciana.
Nas palavras do Dalai Lama.
No discurso de Madre Teresa.
Na bondade de irmã Dulce.
No amor aos animais de São Francisco.
Na santidade de frei Damião.
Na bênção papal.
Nas mãos de Usui.
Nos florais de Dr. Bach.
Nos ensinamentos de Ramatis.
No discernimento de Yogananda.
No amor de Sai Baba.
Na paixão do Cristo Jesus.
Todos homens.
Como eu.
Que se tornaram divinos.
Como serei um dia...
(visite: Poemas e Encantos II )
No final.
Quando tremerem minhas mãos
E nada puderem fazer...
Quando meus olhos
Estiverem sem luz...
Meus cabelos
De branco neve...
Minhas memórias antigas vivas
Minhas novas memórias mortas...
Minhas pernas fracas
Esquecidas numa cadeira de rodas...
Meu corpo frágil
Estendido sobre o leito...
Meu coração a bater ainda
Contudo lento...
Lembra-te...
Que minha alma ainda te ama...
E precisa do teu amor.
Para ficar em paz.
E mesmo com todos os pesares dos anos.
Ser feliz.
Passado.
Como é difícil enfrentar o passado.
Ver todos os nossos erros impressos.
Sem poder ser modificados.
Ser ter condições de apagá-los.
Refazer o mal feito, deletá-los.
Ter que conviver com a consciência do erro.
Que tenha sido por medo, amargura, ignorância.
Ele existe e instila vergonha.
Quando já demos passos à frente na senda.
E a consciência expandiu, compreendeu, atingiu outro grau.
Um patamar adiante.
Um degrau a mais.
É o espinho na carne.
Impossível poder ser retirado.
A única solução é retratá-lo.
Mas, às vezes, perdemos o alvo atingido.
E temos então que espera outra vida.
E conserta o erro cometido.
Sem lembrar sequer do ocorrido.
Podendo então, cair de novo em precipício.
Por nos acharmos inocentes desprotegidos.
(visite: Poemas e Encantos II )

Que te amo, amo.
Mas, não como um furacão enlouquecido.
Uma tempestade marítima.
Um tufão embrutecido.
Um terremoto destrutivo.
Um cão enraivecido.
Um cavalo indomável.
Uma águia liberta.
Um tubarão em águas rasas.
Que te amo, amo.
Com sentimento de paz e calma.
Uma brisa leve e refrescante.
O vento frio do inverno.
A terra firme que sustenta vida.
Um amigo fiel.
Um servido inabalável.
Um canário imperial para te encantar com meu canto.
A música de sereia.
Sem nenhum perigo.
Só o porto.
O porto seguro para teus medos.
O abraço que te segura nas quedas.
Foi o tempo...
(visite: Poemas e Encantos II )

Envelhecemos.
Sem notar. Envelhecemos.
Não vimos às rugas chegarem e se implantarem cada uma em seu lugar.
Não percebemos o monte de cabelos que embranqueceram.
Só quando nossas cabeças tornaram-se tingidas de neve e giz branco.
Não sentimos a flacidez da pele.
A papada flácida que se movimentava com nosso pescoço.
Nem tão pouco percebemos que a visão encurtava rapidamente.
Não ligávamos para as pequenas dores.
Que hoje nos impõe um calmo andar.
Não vimos os filhos crescerem.
Deixando de serem meus meninos.
Não percebemos que nos falta assuntos novos.
E relembramos mais do que criamos.
E só sentimos nossa velhice
Quando estamos sós.
Sem a alegria e o barulho, antigo da casa cheia.
(visite: Poemas e Encantos II )