
Perda.
Quando se perde um grande amor.
Seca-se por dentro.
O amargo da solidão
Espanta toda satisfação.
Já não encontramos alegria.
Já não há mais euforia.
Os dias são escuros,
As noites frias.
Não olhamos as estrelas.
Não percebemos a Lua.
Ficamos a janela esperando, esperando.
Que nosso objeto amado volte.
De onde esteja.
O buscamos nos rostos do povo na rua.
Falamos com pessoas que parecem com ele.
Choramos no coletivo.
Um pedaço nosso se foi.
E parece que essa sensação não terá fim.
Mas, tudo passa.
E na sua sabedoria nos deu Deus
O esquecimento.
A bruma que consome nossas memórias.
Que atenua nossas dores.
E que permite que continuemos vivendo.
Um comentário:
oi. estive aqui dando uma olhada. muito legal e bonito. apareça por la. abraços.
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