
Não é que a morte me apeteça.
Mas, é um mistério que atrai.
Para onde todos um dia vão.
Caminhamos todos na mesma direção.
Ela que nos espera no momento certo.
Pode estar agora bem perto.
E nem sentimos o vago bafo da sua boca.
E continuamos a vidinha à toa.
Não é que a morte me apeteça.
Mas, me chama a atenção sua ação.
Rápida e inesperada como um tufão.
Destruidora como um furacão.
Com sua ceifa corta caules novos e velhos.
Não importa quem seja ou o que for.
Ela não se engana ao quebrar os elos.
E sei que um dia também vou.
Não é que a morte me apeteça.
Principalmente na dor que trás.
Mas, o enigma quero que se esclareça.
Para partir sem temor ou dor.
Desapegado do que deixar.
Seja os bens, os sonhos, os amores.
Entrar na luz sem demorar.
E o no mundo espiritual adentrar.
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