
Ostras.
Há aqueles que sofrem como se fossem os únicos.
Que suas dores são tão profundas que parecem não ter fim.
Todas as suas tentativas de melhorarem são tentativas vãs.
E toda ajuda oferecida é ínfima perante seus problemas.
E nunca se tornam sãs.
São ostras fechadas que contêm em si a pérola do espírito.
Que a escondem para que eles mesmos não sejam felizes.
Sentem-se de alguma forma recompensados pelos olhares de piedade.
Por falarem, e falarem sobre a última consulta, o último tratamento...
Que não deu certo!
São almas tristes.
Em tristes teias que armaram.
Por não se sentirem verdadeiramente amados.
Dignos de nossa compaixão.
Devem ser ouvidos com atenção.
Abraçados e lembrados que não há bem que sempre dure e nem mal que não acabe.
Levados a trabalhar pelos necessitados.
Fazê-los sair de si mesmo.
E ver um pouco a vida.
E se quiserem continuar com a idéia fixa.
Deixá-los em paz, sem criticas.
Haverá o dia em que acordarão do pesadelo que criaram.
E agradecerão por tudo que têm a Deus.
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