
Todas as pedras do caminho que trilhei
Cada gota de sangue derramada pelo toque dos espinhos
O suor que empapou minhas vestes
O cheiro forte de quem vive o mundo
A alegria de ver a beleza em tudo
A aceitação do que não pode ser negado
A discrição dos calados
Que vêem nos olhos os sonhos alheios
Os suspiros das donzelas, o fogo dos jovens, a falsa pudicícia da viúva, o desejo do monge
Trago comigo
A certeza do correr do tempo mesmo estando parado
A criação de rugas sem realizar expressões
A acessão de que tudo que existe é uno
A felicidade de participar desse universo que parece louco
Mas, funciona como um relógio suíço.
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