
Acompanhar cada nova marca em teu rosto.
Os ossos que se entrevavam aos poucos.
O mau humor que aumentava dia-a-dia.
Ver-te perde os brilhos dos olhos
Que pareciam estrelas em noite sem Lua.
E teu sorriso perfeito amarelecer com o tempo
Sentir que diminuía tua força
Que desistias das discussões por puro cansaço
E dormias com as galinhas acordando ao canto do primeiro galo.
Ver teus passos diminuir a velocidade
E ter que te apóia em meus braços
Praticar contigo minha paciência
A ouvir as mesmas histórias, engraçadas, uma, duas, três, mil vezes com novos coloridos.
Perceber a perda da tua memória
Até que não me reconhecendo mais ou mesmo a ti
Fechasse os olhos como pássaro para dormir.
E não agora quando ainda tinhas vigor
E eu ainda precisava do teu amor.
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