
Quando não se oferece ajuda,
Não se oferta auxilio,
Deixa-se para trás sem remorso,
Descuida-se dos velhos,
Descura-se das crianças.
Esquece o bom dia,
O muito obrigado,
A gentileza morre,
O eu tem que ser sempre o primeiro;
Na fila do banco,
Na sala do médico,
No número de posses,
Na mesa do banquete,
No caderno social do jornal.
O corpo bem vestido,
Com a melhor grife,
O melhor tecido,
Banhado com o melhor perfume,
Cheio de cremes importados,
Pés acomodados em couro de jacaré.
E a alma cheia de si.
Cheia de erros.
Cheia de chagas.
Cheia de sombras.
Vagueia entre a estultícia e a perda da sua Luz.
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