
Não importa teu abraço frio.
Mãos esquálidas sobre meus ombros.
Sombra negra sobre os meus olhos.
Teu riso de escárnio.
Minha única certeza.
É que realmente não existes.
Não importa.
Que me leves pelas brunas do esquecimento.
Feche-me as portas dessa vida.
Não, não importa.
Dói-me, entretanto a saudade que deixo.
A saudade que levo.
As lágrimas que insistentemente se revelam.
Em olhares tristes e maculados.
Pelo falso sentimento de perda irreparável.
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