terça-feira, 18 de novembro de 2008

Compaixão.

Compaixão.

As feridas dos corpos.

Ao pus amarelo, grosso, fétido.

Ao sangue pisando.

Ao edema arroxeado.

Aos ouvidos surdos.

Pelo barulho das bombas.

O zumbido do silêncio morto.

Das moscas sobre os corpos.

O não querer ouvir o choro.

Das mães sem filhos.

Dos filhos sem mãe.

Dos pais, maridos, amantes loucos.

Dos velhos abandonados e secos.

Entre os escombros de seus lares.

Apoiados em árvores mortas.

Como seus próprios olhos.

Enquanto minas amputam pernas de crianças.

Aleijam adultos delas esquecidas.

E mulheres não desejam doar vida.

A arte humana.

Levada a quase perfeição da morte.

Em fogo, pólvora, blindados, aves assassinas,

Bombas nucleares, construções intactas e gente sem vida,

Bactérias vivas homens que se vão.

Destruição silenciosa, da humanidade, da civilização.

Compaixão.

Fim da desolação.

(visite:
Poemas e Encantos II )




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