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domingo, 16 de agosto de 2020

Asas da Esperança

Foto de slava_kushvalieva

Não te enganes meu bom amigo,
Por baixo de todo esse riso,
Dessa ledice e alegria infantil,
Mora um velho coração.

Que já passou por muitos males,
Por problemas que nem sabes.
Não imaginas tanto que ele sofreu,
Na vida, nas decepções, nos embates.

Contudo, tenhas certeza,
Que apesar de tanta tristeza,
Desafetos, desilusões, macerações...

Ainda tenho nele minha criança,
Que brinca, se agita, dança,
Nas asas da leve esperança.

Mallika Fittipaldi. 16.08.2020.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Pássaro, passarás...


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Busco enfeitar minha vida com alegria
Ser mistura de amor e fantasia.
Alguém livre completamente, por inteiro
De qualquer dor ou desespero.

Andar leve e solta como pássaro bailarino
Que no ar traça voos de dançarino.
A estoura o peito, em gorjeio de contentamento,
Sem enxerga da vida os incontáveis tormentos.

Não sabendo que de todos o fim é eterno
Que lá na frente, no futuro incerto,
 Chegará ao seu coração o vazio ou o inferno.

Quero como ele viver na ignorância, na treva.
Desse saber que magoa e desespera.
Viver feliz como esse passarinho.

Mallika Fittipaldi. 11.08.2020


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sonhos



Sonhos
São como flocos de neves que derretem aos primeiro raios do Sol
Que trás a luz, o calor, a verdade do mundo.
São ilusões que felicitam seus senhores
E os abandonam no corre-corre do dia, na presa, pelos próprios pendores.
Torna-nos palhaços, brinquedos, folia.
Até que relembremos nosso dia-a-dia.
Sonhos de brisas leves. Sonhos de caricias e amor.
Quando findam resta somente a dor.
Sonhos que tentamos resgatar
Mas deparamos com tantos obstáculos
Com os fossos medievais,
Precipícios,
Fogos infernais,
Medos,
Culpa.
Desistimos.
Sepultamos nossos sonhos
Dentro das paredes do nosso quarto
E a noite
Ele enlouquecido, como nós, arranham as paredes e urram.
Em busca da liberdade da realização.
Das quimeras da nossa alma e dos nossos corações.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Broto.



Nesta nesga de terra negra, obscura.

Neste rasgo apertado, seco.

Broto.

Mesmo que me custe infernal esforço

Que minha alma doa, queime, desintegre

Broto.

Apesar de todos os esforços contrários

De toda a morte que me ronda

Broto.

Tranquila com a sabedoria que possuo

Inconsciente de todos os perigos

Sem refletir no meu trabalho Hercúleo

Simplesmente broto

Pois, sou vida.

Insistindo em viver

Mesmo quando a vida é difícil de ela ser.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Espinhos


Entre os espinhos da dor

O corpo que se contorce

O coração disparado em medo

O futuro ameaçador.


Entre lembranças doridas

Agonias que parecem infindas

Tristeza, solidão, desemparo.


Entre o estar só mesmo em companhias

Preso a si mesma

Num corpo fustigado pelo desespero.

Entre todos esses males


Entrego-me a Ti

Na esperança sincera de ser ouvida

De ter meus clamores atendidos

Minha situação remediada


E por tua graça ser abençoada.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mostra-me

 
Mostra-me Mãe Divina teu sorriso
No jovem imaturo
No recém-nascido
Na criança de rua.
Mostra-me Mãe Divina tua alegria
No jogo de damas dos anciões nas praças
No primeiro beijo
No cantarolar de quem já por pouco não existe.
Mostra-me Mãe Divina o farfalhar das tuas vestes de Luz
No olhar caritativo
Na palavra de perdão
No conselho de irmão.
Mostra-me Mãe Divina tua Lei
Nos que doentes se curaram
Nos maléficos que mudaram
Nos desatinados que equilibraram
Mostra-me Mãe Divina teu Poder.
No amor que espalhas
No perdão que concedes
No auxilio que outorgas
Na perfeição de que és feita.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Frente à dor.

Frente à dor.

Frente à dor reajas.

Não se entregue a lamurias.

O tempo é curto.

Mas, alonga-se, se a dor dura.

Não te sejas mais pesada à luta

A rinha

A amargura.

Não desiste luta.

Crias o teu próprio meio

Crias a tua vida.

Se existe a dor e tristeza

Fé e esperança também existem.

Combata em ti o desânimo

Não caías na primeira armadilha

A vida é de altos e baixos.

Escolhe o caminho da crença

Os atos de harmonia.

O bem como costume.

E a paz então em ti se aninha.

(visite: Poemas e Encantos II )