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domingo, 2 de agosto de 2020

Alma triste


Irene Sheri
Onde ontem se encontravam flores,
Hoje rebentam secos espinhos,
Resultantes dos descaminhos
Esquecido os amores.

Fossem belas as visões de outrora
Agora só restam as cinzas cores
A soma de todas as dores.
Não há chance alguma de nova aurora.

Sorumbática face escarnecida.
Se põe na vida adormecida,
Sem forças para viver.

Reprime em si toda a beatitude,
Prisioneira da vida e suas vicissitudes,
Esquece até de morrer...

Mallika Fittipaldi. 02.08.2020

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Grilhões partidos.


Quando os nós desatam
As algemas caem
As dúvidas dissipam-se
E a vontade impera
Os pensamentos impõem-se
O coração emudece
Os pés se mexem
E andam.

Abrem-se portas
Escancaram-se janelas
Caem os muros.
Repentinamente lá está ela:
A vida
De roupa nova
Novos desafios
Tantas alegrias
Algumas novas dores.

Mas, vida
 Pulsando...
Invocando-te. Vem!

Aos que romperam os grilhões
Com os velhos amores
Situações pendentes resolvidas
Optaram pela liberdade
Existe nova chance de ser feliz.