Minha
árvore genealógica não é um retrato na parede,
É um
eco vivo dentro de mim.
Cada
galho quebrado, cada raiz retorcida, sussurra em meus ossos.
Carrego
a coluna curvada da minha mãe,
Pela
mesma ter carregado o mundo nas costas.
O
coração ávido da minha avó,
Por
não ter sido a preferida do pai.
A
mente febril do meu tio-avô,
Enlouquecido
pela busca de conhecimento, oculto e sombrio.
Sou
um arquivo ambulante de dores alheias,
Uma
biblioteca de almas que buscam reparo nas minhas páginas.
Como
sarar cicatrizes que não são minhas, mas que sangram em meu nome?
Cuido-os,
revivendo-os, transformando seus lamentos em minha própria canção.
Gerando
uma nova árvore, menos torcida, para as gerações que ainda virão.
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