Os expurgados.
Quem os expulsou de suas casas?
Que pecados custaram seus lares e famílias?
Eu os vejo e vocês são tantos.
Ainda vagueiam sem sentindo,
Solitários, abandonados, nus em suas chagas.
Tentaram mudar? Talvez não, talvez sim.
Alguns conseguiram outros desistiram.
Mas, todos foram abandonados.
Os vejo com suas roupas antigas, trejeitos ultrapassados, linguagens rebuscadas.
São meus tios e tias, avôs e avós, irmãos e irmãs,
Pais e mães de outrora.
Se não os incorporo a minha família,
Nunca serei plena.
Corro em busca de suas lembranças,
Posso fazer um álbum de família,
Colocar fotos que realmente não são as suas.
Nomes fictícios que poderiam ser os seus, não saberei se os são.
Mas, que vai representá-los no meu coração.
Abraço a cada um e peço perdão,
Honro suas dores, torno-os mais felizes.
Os acolho em meu lar, em meu coração,
na nossa família,
Não são mais segregados.
Agora são meus honrados antepassados.
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