
Encontro-me em teus olhos
Opacos pelo tempo,
Não mais cristal.
Molhados pelo choro,
Enrugados pelos milhões de momentos,
Solícitos de outros olhares.
Encontro-me em teus olhos.
Profundos, como águas abissais,
Escuros como as cavernas profundas.
Mas, sempre, rasos...
Rasos d’água, rasos de gotas transparentes que rolam pela
face.
Banhando um rosto estéril de amor.
Encontro-me em teus olhos.
Como se eles fossem os meus próprios,
Sofridos os dois com o rolar do tempo.
Encontro-me em teus olhos.
Na perda da felicidade,
No medo, pavor, receio, temor,
De ser o ser que é
Repleta, plena, perfeita.
E ser feliz.
Um comentário:
Sempre encontramos um "pouco de tudo" nos olhos que refletem... Lindo poema! Abençoado domingo e sejamos felizes! bjos...
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