
Seus olhos
Grandes como bolas de gude
Negros como jabuticabas.
Seus dentes perfeitos
Num sorriso grandioso
De lábios grosso.
Abaixo de narinas dilatadas
Prontas para sorver a felicidade do mundo.
São suas mãos calosas
Ásperas do trabalho duro
E seu canto gemido
Sussurrado
Às vezes alegre como pardais
Outro momento rouxinóis.
E teu olhar que me segue
Num misto de espanto e ódio.
Choram de fome...
Tua pele reluz
Como ébano
E cantas a saudade do paraíso sumido
Numa nau de velas brancas
Que partiu para o desconhecido
E chora tua mãe
África.
Pelo filho perdido
Pelos filhos dos filhos
Em seio estranho
Que os amamentarão
Ou não?
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