
Ela.
Em algum canto de minha alma
Repousa tranqüila
Como inofensiva
Víbora tinhosa
Ardilosa e vil.
Cheia de encantos quando surge
Travestida de amor a mim mesma
Apoiado em chamado amor próprio.
Arrasta-se lenta feita trepadeira
Que consome a mãe que a alimenta
Até secá-la por inteiro
Parasita.
Egoísta, ególatra, centro do mundo
Pensa em si como única
Não aprendeu ainda
“que nenhum homem é uma ilha”.
Soberba inigualável
Com seu séquito de abjetos sentimentos
Impõe-se a minha mente
Aos meus sentimentos
Essa emoção que já deveria estar moribunda:
Empáfia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário