sábado, 15 de agosto de 2015

Compreendo agora.


Compreendo agora.
Toda dor por mim sentida.
Centenas de noite mal dormidas.
Os vexames.
As humilhações.
A pobreza de espirito.
A pequena capacidade pratica.
Os olhos sempre úmidos.
O canto da boca riscado para baixo.
A alma encurralada pelas indagações não respondidas.
O sentimento de tão longa data de estar só.
A velhice corroendo meus ossos.
Os falsos amigos que me esqueceram.
Os amores que me abandonaram.
E mesmo àqueles que eu amava que desencarnaram.
Agora compreendo...
Peço meu perdão
Pela tola que fui em tantas horas.
Pois, neste momento... Agora.
Em que estou de malas prontas
Para finalmente ir embora.
Percebo que dei muita atenção
A coisa de pouca monta.
Perdão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Retorno do Peregrino

Cansado das casas astrais.
Dos mapas de tarô.
Do que dizem as folhas de chá.
Das cartas ciganas.
Atormentado pela morte de Deus
O bom velhinho
Em que tanto confiava
E que se tornou um código de Lei.
Apavorado com os anjos das guardas
Transformados em seres de imensa inveja dos humanos.
Atormentando pelos demônios naturais
Que habitam cada homem.
Assustado com os elementais do meu jardim
Que se tornaram ogros repelentes,
Diabretes católicos,
Danação.
Guardado com cuidado o chapelão do mago
A bola de cristal
O cajado
Feito a barba.
Calado para os encantos
Pelo medo da fogueira
Da perseguição
Dos que se acham cristãos.
Volto cansado ao colo dos deuses
Que tanto se parecem comigo
Com seus erros,
Dores,
Tristezas,
Decepções.
Em busca de um lugar

Onde ainda possa ser humano.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ah! Afrânio.


Ah! Afrânio.

Neste céu azul que meu olhar estonteia
Que me faz perder a certeza do finito
Esquecendo-me de tudo até de que existo.
Encontro a forma perfeita
Fugido possivelmente da história do antigo Egito
Do colo de Bastet sua amante.
Nessa formosura de ciranda de nuvens
Do vento que lá em cima serpenteia com certeza
Criando formas de rara beleza.
Vejo-te
É paixão à primeira vista
E do céu limpo azul brilhante
Do azul imaculado inigualável
Esqueço
Pois me perdi nos teus olhos verdes

Ah! Afrânio.

sábado, 1 de agosto de 2015

Sobre a dor.

Edward Hopper. 

Sobre a dor.

Bênçãos expedidas, bênçãos não perdidas.

Aos que sofrem o alivio, o fim ou a atenuação da dor são presentes

de Deus Pai aos filhos que lhes imploraram uma moratória diante 

de atrozes sofrimentos.

Nem todos serão atendidos.

Nem todos beneficiados se os seus desejos forem levados a cabo.

Há o tempo certo para tudo e a fruta retirada com antecedência da 

árvore se torna o fruto amargo. Como a dor extirpada antes do 

aprendizado poderá ser o vetor de novas fontes de aflição.

Autoria extrafísica desconhecida.

Psicografia Mallika.


15 de 06 2015.

quarta-feira, 29 de julho de 2015


Meus primeiros alentos em teus braços

Tuas lágrimas unidas as minhas

Teu choro felicidade

Meu choro, talvez do céu, saudade.

Nada sabia fazer

Tu tudo me ensinava

Andar, beber, comer, falar, responder.

Amava teus braços brancos macios

Teus cabelos negros

Teus olhos mel açúcar

Na minha infância rainha eras do meu castelo

Nada temia contigo

Nada era difícil para minhas mãos pequeninas.

Cresci.

E comigo o orgulho abobalhado da puberdade.

Amadureci e a vida me afastou um pouco de ti.

Envelheci e a ti me uni mais fortemente

E novamente

És a rainha que amo, a mulher modelo,

Adoro me enroscar em teus braços flácidos pelo tempo

Em teu colo de senhorinha

Passar os dedos em teus cabelos brancos

Fitar teus olhos de mel que apesar da vida e das dores ainda são de açúcar.

Eis o meu maior presente

Sem ti a maior parte de amor da minha vida seria inexistente.

Obrigada madrecita.

Por ter se feito mãe tão, tão querida.


Feliz aniversário.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Conselho

Conselho.

Serenamente invoca a Luz durante os dias em que ainda se encontras sob o véu da carne.

Ainda aí é o local mais propicio para teu crescimento espiritual.
Não adiantam adular os santos e os deuses, todos devem dá contas dos seus atos no livro da vida.

Nem temas nem te apavores serenamente invoca a Luz de Deus e caminha entre os desfiladeiros dos erros humanos guiado pela Luz que emana do teu coração se o fizera de bondoso.


Psicografia. Autoria desconhecida.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Bela Dama


Bela Dama.
Eis que surge a mais bela dama
Senhora do Amor Fraterno
Mãe de Todos.
Mão que afaga e acariciam enfermos
Cura as dores.
Mãe da Paz.
Estabelecendo a concórdia
Unindo irmãos.
Doce Senhora.
Que caminha entre os gemidos de filhos insanos
E os curam com amor.
Mãe Matutina.
Que clareia a Terra ao raiar do dia
Com seu sorriso.
Mãe Vespertina.
Que põem anjos as nossas portas.
Mãe das Estrelas.
 Que vela o nosso sono
Aos nossos pedidos.
Senhora da Boa Interferência.
Que ao filho Jesus
Roga por nós.

Autor espiritual: Padre Ribeiro.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Repasse para quem você ama.



Estamos sós quando negamos que em algum lugar alguém nos ama.

Choramos diante das nossas dificuldades quando não conseguimos ver as nossas vitórias diárias.

Temos pena de nós mesmo por não crer que somos vencedores desde que fomos escolhidos para habitar um corpo e passar uma chuva aqui na Terra.

Sofremos demasiado devido a não aceitação da Lei Natural e Divina: nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos.

Sim, o corpo morre mas, eu e vocês continuamos nossa jornada em uma das muitas moradas do Pai.

Aproveite o que tem. Grandes ou pequenas todas as coisas são bênçãos.

Use o que tiver para ser feliz.

Se ainda estás aqui é que tens uma função nesse nosso universo. Ame-se você merece.

Concorda? Pense bem... Conte até 10... Perceba você é tão especial que ganhou essas palavras para você!


Então levante a cabeça, enxugue as lágrimas, dê um sorriso besta e saiba que te amo. 

Você é especial, num tem ninguém como tu...

Penso que Deus te fez e guardou a formula só para ele de tão boa que ela foi.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Lamento de uma terapeuta.


Lamento de uma terapeuta.

Gostaria de falar de coisas boas.
Mas, meus olhos sempre se voltam para dor.
E molhados se unem ao pranto de milhões.

Gostaria de ter na boca palavras doces.
Mas, minha boca lembra milhões de bocas que estão secas de fome, de água e de verdade.
E se abre para abrir os ouvidos dos que teimam em não escutar os gemidos dos que sofrem.

Gostaria de ter flores sempre frescas para ofertar.
Mas, minhas mãos estão ocupadas no trabalho.
De manter minha dignidade e auxiliar no que posso. Como me permite a Divindade.

Gostaria de ser mais tranquila.
Mas, corro sempre atrás de alguma coisa que naquele momento me parece necessária.
Seja pra mim ou pra ti.

Gostaria de estar sempre de bem com a vida.
Mas, meu corpo cansando já sofre as agruras do tempo.
E meus esforços já não dão os mesmos resultados.

Gostaria de ser mais amável.
Mas, tenho pressa em ser prestativa.
E pouco tempo para ouvir lamurias repetitiva.

E assim não agrado a todos.
E nem mesmo a mim mesma.

Talvez, quem sabe, minha própria consciência?

domingo, 5 de julho de 2015

Amanhã...


Hoje pode ser...
Mas, amanhã...
Quem sabe não poderei ser salva.
Há milhões de células de minha pele que escapam
Em grotesca forma de poeira árida.
Isso por mais que me zele.
Animais minúsculos me devoram
Sugam-me, bebem-me, deterioram-me.
Todos os segundos, minutos, todas as horas.
Suas garras, dentes agudos, suas bocas apavoram-me.
Libero a energia que me sustem
Se não a libero morro também
Sufocada, entalada, nos pulmõe eu esmagada.
Então respiro ciente dessa cilada.
Os movimentos necessários me corroem
Ossos que se batem a vida inteira a si mesmo destroem
Desgastam-se, acabam, racham.
Sobra a dor causticante e atroz.
A própria luz
Que alegra a vida
Com o tempo aos olhos causam feridas
E os cegam sem dó ou piedade.
Essa é a Lei inexorável
Da Verdade.
Aceitando ou não virá silenciosa como o tempo
A Lei Divina da Destruição.
Morrerei então em silencio ou aos gritos
Sozinha ou acompanhada
No meu leito
Ou na rua abandonada
Não sei...
Hoje pode ser...
Mas, amanhã...
Quem sabe não poderei ser salva.