
Eis de novo a tempestade
Com sua fúria
Com sua fome de destruição
Com seus uivos de agouro
Com seus silvos de horrores.
Lá vem a tempestade
Derrubando tudo que não esteja alicerçado
Tudo que não seja unido
Que não esteja bem enlaçado.
Aproxima-se a tempestade
Arrastando consigo o que é frágil
O que é fraco
Que não tem força
Que não tem raízes profundas.
Chegou à tempestade da vida
Expondo nossas mazelas
Expondo nossas fraquezas
Expondo nossas ilusões
Expondo nossos dissabores e desamores.
Lá se foi a tempestade
Retirou muito do que já não nos servia
Que não tinha mais razão de ser
Que não enlaçávamos com nosso amor
Que não protegíamos como feras
Levantou nossos medos
E contribuiu para que nos fortalecesse-nos.
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