
Já não era possível carregar tanta dor comigo.
Todos tinham ido.
Estava só.
Ficaram comigo até o último centavo.
Findo esse. Comigo findaram.
Arrebataram minha casa, meus móveis, meu lar ancestral.
As fazendas, os bois, os cavalos vendidos em leilão.
O banco feito uma fera tresloucada de fome.
Não se saciou.
E nem as jóias da minha amada mãe dele escapou.
Perdi tudo.
Nada tenho.
Os amigos fogem de mim.
Como se algo fosse eu lhes pedir.
Resta-me o fim.
O rio frio.
A morte.
Atiro-me.
A água gelada faz doer meu corpo.
Ouço ao longe a voz desesperada da minha mãe morta.
Não! Filho!
Uma mão se estende em meu salvamento.
Quando da agonia da morte.
Agarro-a e me salvo.
Acordo sem ninguém.
Não há, mas, houve socorro.
Elevo os olhos para céu.
Agradeço a Deus.
E vou recomeçar a vida de novo.
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