
Quem me dera o frescor matinal.
Nas faces ressequidas pelo Sol.
Marcadas pelo tempo.
Quem dera o frescor matinal.
Nas meninas dos olhos.
Sufocada pela poeira da vida.
Quem me dera o frescor matinal.
Nos ossos alquebrados.
Pelas lutas no labor diário.
Quem me dera o fresco matinal.
Na mente e na memória.
Falhas pelo cansaço do pensar nos problemas.
Quem me dera o frescor matinal.
Para sentar-me a areia do mar.
E construir castelos de areias.
Como os construir a vida inteira.
Até que a realidade nua e crua
Como a marola espumante os destruiu.
E não restaram castelos.
Nem sonhos.
Nem frescor da manhã.
Só esperança.
Na morte.
Que faz renasce.
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