
Ainda.
Ainda não te acho em mim.
Mas, já posso senti a Ti no outro.
Em olhos que me encaram com amor.
Em olhos que me espantam pela dor.
Em olhos que são retratos da fome e miséria.
Em olhos de feras.
Em bocas que bendizem.
Em bocas que maldizem a todos.
Em bocas que não falam por medo.
Em bocas desbocadas e debochadas.
Em mãos prontas para auxilio.
Em mãos postas no ócio.
Em mãos que matam.
Em corpos belos e sensuais.
Em corpos normais.
Em corpos de chagas antinaturais.
Ainda não te acho em mim.
Mas, te busco.
Tu sabes como.
Quando me invades o peito.
E a alma em desvario enlouquece.
E que partir.
Deixar tudo e todos.
Para, se puder, está junto a Ti.
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