
Era só um homem.
Com todos os medos que os homens têm.
Escondidos nas mangas, nos bolsos da calça, no colarinho suado.
Triste por não ser o que queria.
Feliz porque se divertia.
Era só um homem.
Entre tantos homens.
Achava-se, como a maioria dos homens, o melhor de todos.
O mais macho, o mais sex, o mais simpático.
Era só um homem.
Que quis ter filhos homens
Mas, não os teve.
E desiludiu-se.
As fêmeas povoaram sua vida.
Talvez o assustando com seus modos de mulheres.
Sem ele saber o que fazer.
Era só um homem.
Para mim um homem comum.
Com defeitos e qualidades.
A quem devo meu corpo.
E apesar de não me ter aceitado tão amorosamente se, por acaso, tivesse sido homem.
Obrigada pai.
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