
Pela Luz.
Durante eras caminhei
Errei e acertei.
Guardei comigo o tesouro que a traça não roí
As conquistas eternas.
Que fincaram raízes profundas em meu ser.
Pela Luz paguei alto preço.
Às vezes uma vida solitária num mosteiro.
Outra entre os doentes e dores.
Caminhante e profeta.
Escorraçado na sua própria terra.
Amaldiçoado pelos que não compreendiam.
Detestado pelos poderosos.
Maltratados pelos néscios.
Amado por poucos.
Pela Luz te busquei
Vida após vida.
Entre os espinhos das estradas.
Descalço em pedras quentes.
Sujo, roto, desfigurado.
Pela Luz a fé levantou-me inúmeras vezes
Das quedas da minha alma.
E hoje te encontro.
Mas, não podes falar.
Não podes me olhar.
Nem tão pouco me tocar a fronte numa bênção.
Neste madeireiro que te prende o corpo humilhado.
Dá-me a maior das lições
O sacrifício pelos amados
Que o consideraram Mestre ou não.
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