
Quantas lágrimas estão sendo derramadas
Entre o aqui e o lá?
Quantos choram pelos que partiram?
Quantos choram pelos que ficaram?
Que mãe não morreu junto ao filho.
Que filho morto não se arrependeu do que lhe disse ou fez.
Continua o choro entre os dois planos.
Almas que não se encontram,
Que sagram,
Que não enxergam a Luz.
Almas perdidas, esquecidas de si,
Monoideistas.
Que clamam por socorro.
Em corpos ainda tão terrenos.
E nós e nossos pequenos castelos,
Com nossos sonhos miúdos,
Cuidamos de nos afastar de tudo que incomoda.
Até do irmão que bate a porta da nossa alma.
Para expressar sua dor e miséria,
Pelo nosso corpo.
Recusamos a nos doar.
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