
Incongruência.
Que sinto se não compaixão
Por esse ser de agora
E não de então.
Que nos olhos não há mais brilho
Na boca nem dentes ou sorriso.
Nas mãos rugas e pele seca
No rosto estradas.
Nos cabelos falta cor
Nos brancos fios, ralos, o amarelo sujo.
Não existem mais desejos
Não existem mais sonhos
Não existe ilusão.
O mundo lhe roubou a leveza
Tirou-lhe a beleza
Matou-lhe a juventude.
Não tem mais sentido sua existência.
Mas, se partires, que agora não seja
Faz-me feliz tua presença
Mesmo com olhar vazio de solidão.
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