
Tortas linhas.
Escrevi em tortas linhas
Todas as minhas agonias.
Transplante, como órgão doente,
Sentimentos profundos,
Amores ausentes.
Somei, a isso, meu desencanto.
As lágrimas corridas pelos cantos
Da vida.
Adotei uma máscara de bondade,
Afastei-me da iniqüidade,
Deixei do mal desejar.
Busquei a luz na escuridão
Entre tantos obstáculo e tropeços
Encontrei no fim do túnel
Uma criança.
Minha criança esquecida.
Que me deu a mão esquálida e fria
Que minha falta de amor quase matou.
Tomei-a no colo e aceitei.
Que mesmo com o tempo ainda existe
Em cada ser um pequeno anjo.
Que é nossa criança interior.
(visite: Poemas e Encantos II )
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