
Onde perdi minha alma
Pelo mal que deixei me corroer
Pela violência que cometi
Recebo as trevas densas
Que me povoam.
Recebo-as cortantes e frias.
Gemidos dos que são iguais
Dores dos tolos animais racionais
Quais sombras errantes, perdidas,
Acolhe-me como irmão.
Mais um dementado
Que por medo
Covardia
Desespero
Deu fim à própria vida.
Agora na porta umbralina
Onde a luz não penetra
Onde a dor não dá tréguas
Onde não há descanso
Vejo os anjos de minha vida
Meus pais, meus filhos, meus irmãos.
Mas, a vergonha de tê-los abandonado,
É tão forte tão ferrenha.
Que fecho os olhos, engulo lágrimas.
Aceitando minha sina.
Criada pelas minhas mãos
Que despedaçou tantas almas e corações.
(visite: Poemas e Encantos II )
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