segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Esperanças.

Esperanças.

Espero um homem melhor.

Dos que tantos que existiram.

Daqueles que transformaram O utensílio de ferro

Em espada.

O cavalo que arava o prado

Em carro de guerra.

O veleiro que singrava docemente o mar

Em navios negreiros.

Fogos de artifícios

Em balas de canhão.

Crianças

Em soldados.

Mulheres

Em bombas.

A paz.

Em guerra

domingo, 9 de agosto de 2009

Ho' oponopono



Ho 'oponopono

Nem que seja teu último ato

Teu último olhar

Teu último sorriso

Tua última palavra

Teu último gesto

Tua despedida final

Teu desenlace

Teu desencarne

Teu fim neste mundo

Causado

Pelo desencanto

Pela fome de amor

Pela indiferença de todos

Pelas humilhações

Pelas dores

Pelas doenças

Pelos vícios

Pela violência

“Sinto muito, Perdoe, Te amo, Sou grato”.

sábado, 8 de agosto de 2009

Sandice.

Será tão pavorosa a solidão que enlouquece?

Ou nos deixa mais livres, soltos, verdadeiros?

Traz-nos a dor do silêncio que entristece?

Ou nos põe a pensar no que é Verdadeiro?

Quem sabe nos leva a alamedas escuras?

Quem sabe nos guia a Luz Divina?

Talvez perpetue nossa amargura?

Talvez nos retire da mesmice?

Abandonados as moscas como na sandice?

Ou nos tornara o louco do Tarô?

Lançando-nos a pontes quase intransponíveis?

O reconhecimento da nossa alma e do nosso Senhor?


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Toma o meu amor.


Toma o meu amor.

É teu.

Fazes o que bem entendes

Eu te dei.

Para toda a eternidade.

Ele te seguira.

Onde fores, onde estiveres como estiveres.

Não te abandonará nunca.

Mesmo que assim o pense.

Mesmo que assim o sintas.

Cheio de amigos ele estará lá contigo.

Na solidão da vida ele estará lá contigo.

Maldizendo-me ele estará lá contigo.

Ele sempre estará contigo.

Nunca te abandonará.

Meu amor de Pai por ti.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dominaste o mundo.

Dominaste o mundo.

Teu poder se estende de pólo a pólo.

Não há mais lugares inexplorados na crosta.

Mapear-se todos os cantos; as florestas, as montanhas, os desertos.

Envias robôs ao fundo do oceano, incomoda os seres abissais.

Sobes as montanhas e gritas: conquistei o topo do mundo.

Suas máquinas perfuram o seio da Mãe que chora. Um choro negro.

Seus irmãos menores, possuidores de alguma consciência, o temem.

Criasses armas que poderiam destruir teu lar no universo muitas e muitas vezes.

Depredasses a natureza.

Transformas-te o verde em amarelas dunas.

Dominastes uns aos outros.

Derramas-te teu próprio sangue nos campos de batalhas.

Alimenta-te de ódio, vingança, dor.

Mutilasse teu próprio irmão.

É o mais poderoso dos seres neste mundo.

Então, porque ao fechar a porta do teu quarto solitário

Choras?


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quem dera ser um anjo.

Quem dera ser um anjo.

E caminhar entre as estrelas.

E ver o rosto Divino.

Prosear com Jesus.

Receber às dezoito horas a benção da Grande Mãe.

E canta, em coro, com outros bilhões de anjos.

Quem dera ser um anjo de cura.

Para exterminar todas as dores do corpo.

Um anjo psicólogo.

Para desentortar as almas.

Um anjo psiquiatra;

Para curar os loucos.

Quem dera ser um anjo gênio.

Para inventar toda máquina necessária ao bem estar.

Um anjo sábio.

Para ensinar as Grandes Verdades.

Um anjo de felicidade.

Para que todos sorrissem.

Um anjo rico.

Para tirar velhos e meninos das ruas.

Um anjo ou mesmo um homem.

Que abraçasse uma dessas causas.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Encontro com Deus.

Encontro com Deus.

Encontro com Deus quando auxilio alguém a atravessar a rua,

Dou uma informação sobre um endereço difícil,

Afago a cabeça de uma criança fora dos padrões aceitos de beleza.

Encontro com Deus.

Quando paro para escutar um ancião solitário na fila do banco.

Usando palavras doces de consolo para quem sofre.

Fazendo companhia a um amigo ou estranho em um hospital.

Encontro com Deus.

No meu sorriso, recebido e devolvido por um estranho.

Pelo olhar cúmplice lançado a uma trela de menino.

O braço que estendo para alguém descer uma escada.

Encontro Deus.

Em qualquer ato de amor.

Por menor que seja.

Não sou um Chico Xavier.

Não sou um Gandhi.

Não sou uma Madre Tereza.

Não sou uma irmã Dulce.

Sou como você.

Mais, um a caminhar na rua.






segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quanta dor existe?

Quanta dor existe?

Em cada peito humano?

Em cada sorriso triste?

Em cada espasmo de espanto?

Quanta dor existe?

Na despedida sem esperanças de retorno?

Nos passos que levam o amor para longe, quanto desencanto?

Quanta dor existe?

Na falta de fé e esperança?

No morto sorriso de uma criança?

Nos olhos serenos de um velho?

Quanta dor existe?

Numa entrega sem retorno?

Num abraço sem consolo?

Numa vida sem amor?

sábado, 1 de agosto de 2009

É no silêncio.


É no silêncio.

Não no silêncio do trânsito,

Não no silêncio dos quartos hospitalares,

Não no silencio dos velórios e enterros,

Não no silêncio dos extáticos,

Não no silêncio dos que não podem nada pronunciar,

Não no silêncio do sono,

Não no silêncio da noite,

Não no silêncio dos enamorados,

Não no silêncio dos que andam por tortas estradas,

Nãos no silêncio de quem nada tem para dizer,

Não no silêncio de quem comunga,

Não no silêncio de quem aceita,

É no meu silêncio,

No meu silêncio interior,

No silêncio do vazio,

No silêncio completo, absoluto, inexplicável,

Que ouço a voz de Deus.

Mãos de Deus.

Em meus braços.

Em meus braços o peso do teu corpo

Em meus braços, mãos, tuas chagas

Em meus braços tua mãe e seu choro

Em meus braços onze abraços de desespero

Em meus braços a pedra do tumulo

Em meus braços mulheres que choram

Em meus braços o fim de uma era.

Em meus braços tuas mãos que sagravam

Em meus braços outras mãos

Mãos que por Ti constroem

Mãos que auxiliam

Mãos que trabalham

Mãos que doam

Mãos que ensinam

Mãos que edificam

Mãos humanas de Deus

Criando na Terra

O Plano Divino

Para cada ser

Para cada irmão

Nos dedos das mãos de Deus

Que indica o caminho da Luz.