Uma janela.
Uma pluma na janela.
Uma janela para a morte.
Uma janela para a vida.
Uma janela fechada.
Uma janela escancarada.
Uma janela aberta para o nada.
Uma janela aberta para experiências.
Uma pluma na janela.
Uma janela.
Que me leva ao fim.
Ou a novo recomeço.
Onde posso findar meus sonhos.
Ou elevar os olhos aos céus e sonhar mais.
Onde choro para me despedir.
Ou choro para desistir de desistir.
Uma pluma na janela.
Uma janela.
Uma pluma na janela.
Plumas.
Sempre me lembram anjos.
Anjo meu será tua essa pluma?
Seguro a pluma ao peito.
Fecho a janela.
Sigo a vida.
(visite: Poemas e Encantos II )
O que dá prazer.
Teu corpo?
Que envelhecerá, se encurvará, enrugará.
Ficará doente e cheio de dores.
Tua beleza?
Que será diluída, apagada, destruída.
Com o passar dos anos.
Teu dinheiro?
Que não te compra amigos, amores, benevolência.
E chama para ti abutres e espertalhões.
Tua visão de águia?
Que diminuirá, terá catarata, glaucoma.
Podendo te levar a total escuridão.
Tua mente brilhante?
Que a qualquer momento pode falhar
E te tornares um demente, um louco, um tolo.
O sexo abundante?
Que faz teu corpo jovem ser desejado
Mas, o envelhecer o fará repudiado.
Teus filhos?
Que crescerão
E te abandonarão para seguir suas próprias vidas.
Teus amigos?
Que ficarão pelos caminhos
Pois, não podem seguir a tua estrada.
Teu cônjuge?
Quase sempre cheio de magoas
Por não se achar compreendido e amado como deveria.
Teu trabalho?
Quando chegará uma hora
Que não poderá mais realizá-lo.
O que hoje te dá prazer
Amanhã será tua angústia.
Pensas, refletes...
Põe teu prazer na Verdade.
No que é Eterno e Imutável.
Deus.
(visite: Poemas e Encantos II )
Mudamos.
Não é mais você
Não sou mais eu
Que dormimos no mesmo leito
Que acordamos juntos.
Não nos reconhecemos
Onde foram aqueles jovens
Que tinham sonhos
Que buscavam liberdade
Que almejavam a felicidade
Que desejavam a igualdade
Que corda foi rompida
Que morte ocorrida
Que mudança transcorrida
Hoje são dois velhos
Rijos e ranzinzas
Que não têm sonhos
Que se prendem a valores de ontem
Que esqueceram a busca da felicidade
Que não se interessam pela humanidade
Que foram corrompidos pelo egoísmo
Que dormiram
E acordaram mortos para a vida.
(visite: Poemas e Encantos II )
Justiça.
Não declaro ser injusto o que passo.
Nem mesmo posso pensar isso.
Cada espinho enfiado na carne.
Entronado entre as unhas.
Foram colocados por mim.
Ontem ou hoje.
Não blasfemo quanto à dor.
Não repudio meu carma.
Não maldigo meu destino.
Foram minhas criações.
Alimentadas pelos meus pensamentos.
Fortalecidas pelos meus sentimentos.
Materializadas pelas minhas ações.
Prossigo assim, mais tranqüilo.
Pois, o que se cria também se destrói.
Aí busco a sabedoria
Dos santos, dos profetas, dos gurus.
Dos que estiveram perto de Deus.
E de joelhos,
Alma em chagas,
Coração rasgado,
Peço:
Paz.
(visite: Poemas e Encantos II )
Para minhas irmãs.
Obrigada.
Pelos sorrisos,
Pela força nos momentos difíceis,
Por esquecerem minhas falhas,
Por perdoarem minhas grosserias,
Por olvidarem minhas rudezas,
Por permitirem ser o que sou,
Por me aceitarem,
Por me tolerarem o humor,
Por me levarem aonde forem,
Por se orgulharem do pouco que fiz,
Por respeitarem minhas escolhas,
Por não me agredirem quando até mereço,
Por estarem aqui,
Por sabe que posso contar quando precisar,
Pela sabedoria com que me ensinam,
Pela paciência com que me orientam,
Pelo amor que me têm,
Por sermos irmãs.
(visite: Poemas e Encantos II )
Há sorrisos.
Por trás de cada rosto sombrio.
Há uma história de felicidade.
Em algum tempo passada.
Esquecida no monturo da vida.
Deixada por baixo dos panos sujos das ações equivocadas.
Abandonada para não incomodar.
Procura tua história de felicidade.
Espalha nem que lhe sejam as cinzas pelo mundo.
E ela se transformará em sementes.
Boas sementes.
Que em boas terras vingará em plantas de felicidade.
Que dará felicidade aos tristonhos.
Que reacenderá sonhos.
Que alimentará esperanças.
De sermos novamente felizes.
De fazermos o outro também feliz.
(visite: Poemas e Encantos II )
Divida comigo.
A solidão das horas.
De um relógio que anda devagar.
Devido aos teus lamentos.
A dor da partida.
De tantos que se foram.
Sem avisar.
A tristeza de ser triste.
Mesmo quando há tanto a se gozar.
Mas, nada te faz mudar.
A desilusão da vida.
O reconhecimento das falhas humanas.
Das tuas falhas.
O saber que não és o que quer.
Que faz o que não deseja.
E deseja o que não faz.
A compaixão pelos sofridos.
A falta de ação.
O arrependimento.
Divida comigo esse amor.
Tão grande que dói.
Que o peito aperta.
O teu desejo de ajudar.
De se iluminar.
De viver Deus.
(visite: Poemas e Encantos II )

Nunca estou só.
Sinto isso...
Olhos, que me olham.
Não sei da onde.
Fitam-me com piedade e compaixão.
Quando choro silenciosamente.
Escondida de todos e de tudo.
Mas, sei não estou só.
Um perfume sinto.
Uma brisa estranha e fresca.
A acaricia-me o rosto.
Uma paz que me toma a alma e o corpo.
O sono que chega e me faz esquecer.
Não, nunca estou sozinha.
Mesmo naquele instante em que me machucam,
Em que me traem,
Em que me molestam,
Em que me humilham,
Em que me sinto a última das mortais,
A uma voz que diz: tudo passa, tudo muda.
E meu coração é preenchido de compaixão
Por aquele que me atacou.
E me sinto feliz por isso.
Em paz.
Tomo a mão invisível do meu guardião
Em pensamento agradeço
E continua a vida.
Não me perco,
Não estaciono,
Nessa dor.
Continuo a vida,
O caminho,
Em busca de meu auto-amor.
Para dividi-lo com quem quer que for.
(visite: Poemas e Encantos II )

Caso existam anjos onde estão?
Quando explodem as guerras?
Resgatando os que estavam na hora de partir.
Protegendo os que não chegaram à hora.
Quando se contrai doença incurável?
Ao lado do leito todo tempo iluminado a alma
Que luta para sair do corpo combalido e transmigrar para um corpo saudável.
Quando nos morre o filho?
Servem de guia e consolo para a criança que parte.
Orientando-as na próxima vida.
Quando somos agredidos, torturados ou mortos pelo facínora?
Assistindo a colheita de nossos atos.
Dando-nos força nesse momento atroz. Impedidos de agir pelo nosso Karma.
Quando dizemos adeus ao nosso amor?
Prepara caminhos para uma nova vida.
Um novo amor se abre à porta do coração.
Quando passamos sozinhos pelos problemas?
Nunca passamos sozinhos.
Eles estão lá.
Quando, enfim, cansados e vencidos, choramos?
Eles choram conosco.
Pela nossa ignorância do valor da dor.
No nosso crescimento espiritual.
Pela estrada da angelitude.
(visite: Poemas e Encantos II )
Caminhemos.
Mesmo entre as pedras da estrada
Encontramos flores
Flores silvestres
Puras como as novas almas.
Olvidemos
Nossos sofrimentos na caminhada
Há um farol que nos guia
A um porto seguro
Onde dor, tristeza, melancolia.
Não faz morada.
Só a alegria inata
A bondade, a sabedoria, a fidelidade.
Tudo que há de bom de verdade
Nos espera
No abraço do Mestre Divino
Do irmão Inesquecível.
Daquele que veio por nós.
Jesus.
(visite: Poemas e Encantos II )