Nunca desistir, nunca,
Não deixar a busca,
Não se permitir o cansaço,
A desilusão,
Caminhos que não deram certo,
Ilusões.
Nunca desistir, nunca,
Saber que Ele está lá ou cá,
Basta encontrar o caminho,
O meu caminho,
O caminho que me levará
Aonde quero.
Pode ser que demore.
Que dure mais que uma vida,
Mais, que muitas vidas,
Mas, haverá um dia,
Em que o caminho se abrirá
Em minha frente.
E no fim do mesmo
O Grande Pai.
Luz.
Estará lá ou cá.
(visite: Poemas e Encantos II )

Dedico a Ti meu amor.
Dedico a minha dedicação.
Dedico cada palavra por mim dita.
Dedico tudo que penso.
Dedico tudo que faço.
Dedico meus anseios.
Dedico meus desejos.
Dedico meus sonhos.
Dedico tudo que almejo.
Dedico minha vida.
Dedico tudo que permitisse eu construí.
Dedico a Ti
Aceita Senhor.
(visite: Poemas e Encantos II )

O coração da Terra
Pulsa com meu coração.
Como não ouvi-lo?
O tambor Cósmico
Da Mãe Azul.
Mãe Água,
Mãe Terra.
Piso teu corpo.
Respiro teu ar.
Bebo tua água.
Vejo tua beleza.
Incontáveis presentes foram me dado
Por Ti.
Vim e voltei para Ti
Tantas vezes foram minhas vidas.
E hoje te vejo...
Cambaleante,
Suja,
Doente,
Revoltada,
Retomando o que é seu de direito,
Entre o lixo e a poluição dos gritos terrenos.
Salve-te mãe Terra.
Nós somos imortais.
(visite: Poemas e Encantos II )

Há poesia na louça que se lava
Barulho de cristal e vida.
Talheres que brilham
Copos que tinem.
Há poesia no varrer um casa
Em achar coisas pelo chão,
Um botão de camisa que caiu
Um brinquedo atrás da porta.
Há poesia em limpar janelas
Retirar a poeira
Deixar os raios do Sol entrarem
Coloridos pelos vitrais.
Há poesia em estender roupas no varal.
Como se fossem as pessoas que amamos
E estão ali, limpinhas e cheirosas.
Como espantalhos coloridos balançando ao vento.
Há poesia em por filhos para dormi.
Anjos grandes e pequenos
Angelicais ou virados
Que no fim do dia nos sorrir.
E nos diz: até amanhã.
Há poesia.
Em acordar pela manhã.
E vê-los todos ali, juntinho a nós.
Como as contas de um terço.
E agradecer por mais um dia.
(visite: Poemas e Encantos II )
Estou aqui Pai.
A face não te mostro.
Pois, tenho vergonha dos meus atos.
Atos miúdos, pequenos, ínfimos.
No passado algoz, maldosos, maléficos.
No decorrer de tantas vidas
Tantas que me destes
Aprendi tanto
Mas, não consegui mudar tudo.
Ainda impera o personalismo, o orgulho, a astúcia.
O querer só para mim e os que escolhi.
Não abracei a todos.
Não senti a humanidade como ela é: una, única.
Peço Pai deixa-me na minha vergonha
De ter sido criado puro
E me enlameado com minha fome de poder
Em tu querer ser.
Dê uma nova chance.
Retornar.
Para novamente iniciar.
A busca da alma melhorar.
(visite: Poemas e Encantos II )
Vem comigo,
Vem ver,
Tudo o que não queres.
O sol nascer,
E cruzar o céu durante o dia,
Até que cansado dorme.
Aí vem irmã Lua,
Redonda e branca,
Como uma bola de futebol,
Com a qual podemos brincar.
Vem, vem ver.
A lagarta no casulo.
Sua saída
A mais linda borboleta.
Esvoaçando, cortando o ar.
Vem, não te prives.
Da dança do universo.
Do som da vida cantante.
Assobiando como o vento.
Vem, já está ficando tarde!
A tanto para ver, tanto para sentir.
Alegria no teu sorriso.
Dança nos teus passos.
Caminhemos...
A vida é infinita.
Só muda de cor, de forma, de peso.
Mas, bate como o coração.
Em forma de alegre tambor.
(visite: Poemas e Encantos II )
Um céu cheio de anjos
Uma Terra cheia de homens
Um céu perfeito
Uma Terra em processo de perfeição.
Um céu que encanta.
Uma Terra que deslumbra.
Um céu de sonhos.
Uma Terra de realizações.
Um céu de felicidade.
Uma Terra de bondade.
Um céu no alto.
Uma Terra no universo.
Um céu.
Uma Terra.
Um céu na Terra.
Quando a maior força vigorar
O amor a Deus e ao próximo.
(visite: Poemas e Encantos II )
Quando erro minha consciência acusa.
Em uma dor fina que atinge meu peito.
Uma fita apertada na garganta.
Indica a palavra má pronunciada.
O ódio, a amargura, o desgosto, a grossura.
Escondidos atrás de uma sentença.
Feita para ferir.
Minha boca amarga.
Meus lábios secam.
Meus dentes rangem.
E ataco feito uma hiena.
No escuro.
Na covardia.
Escondida atrás de um sorriso.
Faço sofrer.
Atinjo meu alvo.
Vejo-o enrubescer.
Odiar-me.
Entristecer.
Mas, já é tarde.
As plumas foram lançadas ao vento.
E sem poder voltar o tempo.
Vejo o mal que criei atordoa o que penso ser meu inimigo.
Simplesmente por não ter concordado comigo.
Faço sofrer meu irmão.
(visite: Poemas e Encantos II )
Anjo ou não?
Para uns pareço um anjo
Com palavras doces de compreensão
Para outros um demônio
Que aponta erros sem comiseração.
Para os frágeis nem sempre aporto
Com palavras de compaixão
Um aperto, uma reprimenda,
São valiosos auxilio para determinados irmãos.
Para os fortes, de aço temperado.
Basta afagar cabelos
Solta-lhes beijos
E dizer: segues
E eles vão.
Para os temerosos se faz necessária paciência e atenção.
Para alguns serei um anjo
Para outros não.
Tenho também minhas dores
A tratar...
E nem sempre vestida a anjo
Posso estar.
(visite: Poemas e Encantos II )
Que rumo tomou meu barco
Que o leme já não coordena,
Que já não aponta
Para a estrela do norte.
Que as ondas balançam
Ao seu prazer.
E as gaivotas já não pousam em suas velas.
Que lugar é este?
Onde se ouve o cantar das baleias
Seus espirros d’água surgem do nada
Mas, não as vejo.
Nesse mar azul escuro
Como a noite que o cobre
Sós lamentos ao longe
Serão nereidas?
E os filhos da terra
Ressurgem das águas
E me fitam
Como quem espera
Como adentrei com meu barco
Num mar tão tenebroso?
Que me amedronta
E me faz um tolo.
Se há tanto já estou morto.
Os meus deixei em terra
Deles nada ouço.
Uma oração sequer pro meu consolo.
Um pensamento amoroso.
Só esquecimento doloroso.
(visite: Poemas e Encantos II )