quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nunca desistir, nunca,

Nunca desistir, nunca,

Não deixar a busca,

Não se permitir o cansaço,

A desilusão,

Caminhos que não deram certo,

Ilusões.

Nunca desistir, nunca,

Saber que Ele está lá ou cá,

Basta encontrar o caminho,

O meu caminho,

O caminho que me levará

Aonde quero.

Pode ser que demore.

Que dure mais que uma vida,

Mais, que muitas vidas,

Mas, haverá um dia,

Em que o caminho se abrirá

Em minha frente.

E no fim do mesmo

O Grande Pai.

Luz.

Estará lá ou cá.


(visite:
Poemas e Encantos II )


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Dedicação.



Dedico a Ti meu amor.

Dedico a minha dedicação.

Dedico cada palavra por mim dita.

Dedico tudo que penso.

Dedico tudo que faço.

Dedico meus anseios.

Dedico meus desejos.

Dedico meus sonhos.

Dedico tudo que almejo.

Dedico minha vida.

Dedico tudo que permitisse eu construí.

Dedico a Ti

Aceita Senhor.

(visite:
Poemas e Encantos II )

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mãe Terra.


O coração da Terra

Pulsa com meu coração.

Como não ouvi-lo?

O tambor Cósmico

Da Mãe Azul.

Mãe Água,

Mãe Terra.

Piso teu corpo.

Respiro teu ar.

Bebo tua água.

Vejo tua beleza.

Incontáveis presentes foram me dado

Por Ti.

Vim e voltei para Ti

Tantas vezes foram minhas vidas.

E hoje te vejo...

Cambaleante,

Suja,

Doente,

Revoltada,

Retomando o que é seu de direito,

Entre o lixo e a poluição dos gritos terrenos.

Salve-te mãe Terra.

Nós somos imortais.

(visite:
Poemas e Encantos II )


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Dia-a-dia.



Há poesia na louça que se lava

Barulho de cristal e vida.

Talheres que brilham

Copos que tinem.


Há poesia no varrer um casa

Em achar coisas pelo chão,

Um botão de camisa que caiu

Um brinquedo atrás da porta.


Há poesia em limpar janelas

Retirar a poeira

Deixar os raios do Sol entrarem

Coloridos pelos vitrais.


Há poesia em estender roupas no varal.

Como se fossem as pessoas que amamos

E estão ali, limpinhas e cheirosas.

Como espantalhos coloridos balançando ao vento.


Há poesia em por filhos para dormi.

Anjos grandes e pequenos

Angelicais ou virados

Que no fim do dia nos sorrir.

E nos diz: até amanhã.


Há poesia.

Em acordar pela manhã.

E vê-los todos ali, juntinho a nós.

Como as contas de um terço.

E agradecer por mais um dia.

(visite:
Poemas e Encantos II )


domingo, 6 de julho de 2008

Estou aqui Pai.

Estou aqui Pai.

A face não te mostro.

Pois, tenho vergonha dos meus atos.

Atos miúdos, pequenos, ínfimos.

No passado algoz, maldosos, maléficos.

No decorrer de tantas vidas

Tantas que me destes

Aprendi tanto

Mas, não consegui mudar tudo.

Ainda impera o personalismo, o orgulho, a astúcia.

O querer só para mim e os que escolhi.

Não abracei a todos.

Não senti a humanidade como ela é: una, única.

Peço Pai deixa-me na minha vergonha

De ter sido criado puro

E me enlameado com minha fome de poder

Em tu querer ser.

Dê uma nova chance.

Retornar.

Para novamente iniciar.

A busca da alma melhorar.

(visite:
Poemas e Encantos II )




sábado, 5 de julho de 2008

Vem comigo.

Vem comigo,


Vem ver,

Tudo o que não queres.

O sol nascer,

E cruzar o céu durante o dia,

Até que cansado dorme.


Aí vem irmã Lua,

Redonda e branca,

Como uma bola de futebol,

Com a qual podemos brincar.


Vem, vem ver.

A lagarta no casulo.

Sua saída

A mais linda borboleta.

Esvoaçando, cortando o ar.


Vem, não te prives.

Da dança do universo.

Do som da vida cantante.

Assobiando como o vento.


Vem, já está ficando tarde!

A tanto para ver, tanto para sentir.

Alegria no teu sorriso.

Dança nos teus passos.



Caminhemos...



A vida é infinita.

Só muda de cor, de forma, de peso.

Mas, bate como o coração.

Em forma de alegre tambor.

(visite:
Poemas e Encantos II )


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Céu e Terra.


Um céu cheio de anjos

Uma Terra cheia de homens

Um céu perfeito

Uma Terra em processo de perfeição.

Um céu que encanta.

Uma Terra que deslumbra.

Um céu de sonhos.

Uma Terra de realizações.

Um céu de felicidade.

Uma Terra de bondade.

Um céu no alto.

Uma Terra no universo.

Um céu.

Uma Terra.

Um céu na Terra.

Quando a maior força vigorar

O amor a Deus e ao próximo.

(visite:
Poemas e Encantos II )


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Aguilhões de palavras.


Quando erro minha consciência acusa.

Em uma dor fina que atinge meu peito.

Uma fita apertada na garganta.

Indica a palavra má pronunciada.

O ódio, a amargura, o desgosto, a grossura.

Escondidos atrás de uma sentença.

Feita para ferir.

Minha boca amarga.

Meus lábios secam.

Meus dentes rangem.

E ataco feito uma hiena.

No escuro.

Na covardia.

Escondida atrás de um sorriso.

Faço sofrer.

Atinjo meu alvo.

Vejo-o enrubescer.

Odiar-me.

Entristecer.

Mas, já é tarde.

As plumas foram lançadas ao vento.

E sem poder voltar o tempo.

Vejo o mal que criei atordoa o que penso ser meu inimigo.

Simplesmente por não ter concordado comigo.

Faço sofrer meu irmão.

(visite:
Poemas e Encantos II )


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Anjo ou não?

Anjo ou não?

Para uns pareço um anjo

Com palavras doces de compreensão

Para outros um demônio

Que aponta erros sem comiseração.

Para os frágeis nem sempre aporto

Com palavras de compaixão

Um aperto, uma reprimenda,

São valiosos auxilio para determinados irmãos.

Para os fortes, de aço temperado.

Basta afagar cabelos

Solta-lhes beijos

E dizer: segues

E eles vão.

Para os temerosos se faz necessária paciência e atenção.

Para alguns serei um anjo

Para outros não.

Tenho também minhas dores

A tratar...

E nem sempre vestida a anjo

Posso estar.

(visite:
Poemas e Encantos II )




terça-feira, 1 de julho de 2008

Marinheiro.


Que rumo tomou meu barco

Que o leme já não coordena,

Que já não aponta

Para a estrela do norte.

Que as ondas balançam

Ao seu prazer.

E as gaivotas já não pousam em suas velas.

Que lugar é este?

Onde se ouve o cantar das baleias

Seus espirros d’água surgem do nada

Mas, não as vejo.

Nesse mar azul escuro

Como a noite que o cobre

Sós lamentos ao longe

Serão nereidas?

E os filhos da terra

Ressurgem das águas

E me fitam

Como quem espera

Como adentrei com meu barco

Num mar tão tenebroso?

Que me amedronta

E me faz um tolo.

Se há tanto já estou morto.

Os meus deixei em terra

Deles nada ouço.

Uma oração sequer pro meu consolo.

Um pensamento amoroso.

Só esquecimento doloroso.

(visite:
Poemas e Encantos II )