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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Sonho de sereia


 As Sereias de Victor Nizovtsev | Rainha do Mar - Sereia
Sonha a mulher peixe na imensidão do mar
Não estanca o seu sonhar...
Na escuridão fria das profundas águas
Tens sonhos reais a acalentar?
Pensas no amor que um dia há de encontrar?
Um tritão ardente que há de se apresentar
Imagina que assim sua solidão terminará?
Talvez pense nos tesouros cintilantes,
Em pedras preciosas, safiras, brilhantes,
Para seus longos cabelos enfeitar.
Ou labora um novel encanto, mavioso canto,
Para os marinheiros enfeitiçar.
E cingi-los cuidadosamente ao seu corpo,
E num bale funesto e belo os vê afundar.
O que tece o seu sonhar?
Que paixões aninhas ao peito?
Quais verdadeiros sonhos eleitos?
Como saber o que tu sonhas ser quase perfeito?
Nós pobres mortais em nossos sonhos insatisfeitos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Será sereia?


No mar profundo
Escuro serpenteia
A sereia.

Entre outros seres
Como ela estranhos
Gela com seu canto.

Jamais pensei em vê
Tal ser bizarro
Diferente dos sonhos gregos
De antanho.

Nada belo ou encantado
Somente para nossos padrões
Um ser deformado
Um animal que sendo descoberto será caçado.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Serei sereia.


 


Haverá um dia em que a decisão será inadiável
O grito do não na garganta romperá as barreiras incontidas
As verdades rasgarão as carnes e as fibras de nervos machucados expostos
Não existirá mais medo
Nem algemas, nem presilhas, nem correntes de ouro.
Quando todo sentimento morrer
Afogado pelo desprezo e mau trato, pelo desamor e descaso.
Quando já não existir ganhos.
Nem sentimentos de valores e responsabilidades.
Nada que a mim te una
Nem mesmo antigas lembranças
Nenhum prazer.
Afundarei no mar da vida
Lentamente
Tao lentamente como faço agora
Só que não haverá mais retorno
E serei sereia livre
Mesmo em um mar sujo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Canto da Sereia.




Canta minha sereia encantada.
Espalha teu canto sombrio.
Em cada canto um encanto.
Alucinando, inebriando marinheiros mil.

Exuberante sereia de beleza vil.
Que chama à morte homens varonil.
Viajantes do mar bravio.
Sem receio, sem temor do teu canto estarrecedor.

Canta sereia e não te cansas
De levar ao profundo mar as tuas presas
Que seguras com unhas e garras com destreza.

E com teu beijo mortal,
Hipnotiza suas almas
Para que vivam eternamente em suas amarras.